Silêncio na tarde das mulheres

Foto: Ana Luiza Calmon

 

até outro dia, outro lugar,
eu daria tudo para não ver você calado, pra ver o que há.

é que eu passei um mês inteiro sem te ver, meu bem!
e sem compreender,
eu tava doente do peito, do coração.

o olho do amor desconhece a magia,
mas quem manda em mim sou eu!

por isso eu quero pedir para você se mandar,
quem sabe até outro dia, outro lugar.

permanece o silêncio na tarde das mulheres,
silêncio porque eu quero passar,
porque está passando.

eu escuto Sérgio Sampaio para cicatrizar as feridas.

Sobre as ausências de alma

(Foto: Divulgação) 

Eu sempre me senti sozinha mesmo em meio a multidão e achei que isso era apenas um dos meus sintomas depressivos, mas com o tempo tive certeza de que não era só isso.

A falta de dialogo e corpo a corpo nas relações cotidianas me assustava de um modo inexplicável, sai do ensino médio e semestres de faculdade se passaram, e comecei a perceber que minhas amizades corpo a corpo estavam se tornando virtuais. Já quase não encontrava meus amigos e meu único modo de contato com a grande maioria era via facebook.

O fato que que esses trilhões de amigos que tenho no facebook em sua grande maioria já foram meus amores, “crushs”, amigos, conhecidos, e hoje não passam de um numero que estampam a minha  pagina, e infelizmente com alguns nem virtualmente eu mantenho um simples dialogo mais.

Nem precisei de tanta terapia interpessoal para perceber que o que estava faltando na minha vida eram pessoas de alma cheia, olho no olho, sentir o calor, a conversa, e as risadas, discutir politica, sociedade, literatura, sexo, que seja, mas não apenas através de um comentário. 

Acho as relações ciberculturais super importantes para uma construção ativista , talvez, mas sinto falta da revolução humana, de sentir a vida em conjunto como ela é.

Pode parecer besteira, ou mais um texto critico a sociedade atual (se soa assim não foi a intenção) mas tudo que eu queria dizer nesse desenrolar de palavras e que sinto falta da verdade, de amigos do pulsar do meu coração com novidades, desleixos  e loucuras, ser humana me faz falta.