Acima de sua serei eternamente minha

Acima de sua serei eternamente minha
(Foto: Tumblr)

Sempre fui poliamor e favorável ao poliamor, mas de uns tempos pra cá o apego tomou conta de mim. Posso parecer uma louca desvairada e anacrônica, mas no momento só uma pessoa me faz feliz dentro de uma relação de dependência.

Eu tenho ciúmes sim, medo de perder e vontade de ficar perto do fulaninho a todo o momento e me julguei muito por essa necessidade absurda e metódica de ter e ser completada por um só alguém sendo que existem 7 bilhões de pessoas no mundo.

Apesar das minhas pequenas crises meu amor e desejo não faz com que todas as mulheres do mundo tornem-se minhas inimigas, meu choro de ciúme é pelo medo de perder e não culpa das outras mulheres.

Minha intensidade sempre foi sufocante, e se eu to só com uma pessoa ela terá de mim tudo, mas isso não fará com que eu abra mão de quem eu sou, nem das minhas lutas e ideias, o meu amor anda de mãos dadas com a calmaria de saber que tenho do meu lado um alguém recíproco, que me ama com a minha intensidade e paranoias sem abusar do meu eu.

Eu não quero perder esse alguém, mas também não quero me perder em devaneios de posse e muito menos em histerias sem sentidos. Eu mereço e quero um alguém que me de as mãos nos momentos de desespero, e os beijos mais alucinados nos momentos que o tesão toma conta do meu pequeno ser.

Não desista de mim, mas não espere que um dia eu mude, eu quero você com todos os defeitos e artimanhas que te pertencem, e quero que me queira  inteira, maluca, neurótica, e acima de sua,  minha , toda e eternamente minha.

Sobre encontrar o amor sem abrir mão de si mesma

sobre encontrar o amor sem abrir mão de si mesma

Nunca imaginei que sentiria uma paixão arrebatadora, até porque sempre liguei coisas do coração com perda de autonomia e razão, mas o tempo passou (impressionantemente de modo muito rasteiro) e eu me deparei com uma pessoa que roubou completamente meus pensamentos insanos e as minhas risadas escandalosas.

Meu medo da entrega podou com que eu me entregasse e eu relutei de todas as maneiras que pude, mas cheguei à conclusão de que estaria fazendo pior merda se deixasse o fulano sair da minha vida por não ter certeza do que realmente é amar.

Com o tempo de relacionamento percebi que não precisava abrir mão de nada para se amar, vi que era possível ser de alguém sendo completamente minha, e percebi que estava entregue a uma paixão saudável que me fazia amadurecer e preenchia a minha vida com uma magia que a solidão nunca tinha sido capaz de fazer.

Foi então, em um domingo à noite enquanto fazia uma retrospectiva da minha vida e escolhas que resolvi escrever esse texto para mulheres que pensam exatamente como eu pensava.

Querer ficar sozinha é algo completamente válido e normal, até porque ninguém será capaz de te fazer feliz se primeiramente você não for capaz de se fazer feliz, mas dai até abrir mão completamente de viver algo intenso e verdadeiro com um alguém pode (e vai) te render muitos arrependimentos futuros.

Dividir suas historias, loucuras, devaneios com alguém que saiba valorizar cada uma dessas coisas é uma verdadeira delicia, olhar nos olhos dessa pessoa e saber que ela admira cada qualidade sua, e apesar de conhecer os seus defeitos está disposto a viver contigo tudo que tiver que viver.

Por esses e outros motivos, percebi que o verdadeiro sentimento que faz com que você comece uma relação com alguém é aquele que não te impede de viver e sim aquele que te liberta, abre seus horizontes enquanto te faz sentir capaz de ser e fazer o que quiser no mundo.

O que prende, sufoca, intoxica e te impede de ser livre nunca deve ser rotulado como amor e tão pouco merece ser vivido.

O amor não te dá escolhas entre viver um romance ou uma carreira, não te obriga a formar uma família, e tão pouco dá palpite em suas roupas, comportamento, amizades.

O verdadeiro amor te apoia, enche a cara contigo, e faz com que você se sinta livre para só assim sentir de verdade cada segundo da sua vida valendo a pena.

Bobeira é não viver a realidade – Por Luara Alves de Abreu

Reprodução/internet


Ontem voltei a assistir àquela série que começamos juntos. Que boba eu, estava até agora perdendo uma série sensacional, tudo só por querer me afastar de qualquer coisa que me remetesse a você. Vez ou outra algo ainda me faz lembrar e dói, dói muito, mas não mais por saber que te perdi e sim por entender que aquela pessoa que eu conheci, nunca sequer existiu. É como naquela música “minha maior ficção de amor” porque sim, foi isso que você foi, uma ficção, não existiu de verdade, só na minha cabeça.

E sabe, até que não tem sido tão ruim olhar as coisas por esse ângulo. Do lado de cá enxergo com mais clareza e vejo que nunca daria certo mesmo. Esses dias li um texto que fez muito sentido, dizia que às vezes estamos numa cama tão quentinha que é difícil sair dela, mas nem sempre essa cama é a nossa. E é bem isso… Casas a gente tem várias, lar é só um. O meu não era em você então não foi perda, foi livramento. 

Não tenho culpa se meu Vênus é em Leão e então me entrego, me doo, me permito. Eterna filosofia do trate como gostaria de ser tratado. Alguém ainda vai retribuir! E vai ser de verdade. Enquanto isso, estou leve e hoje vou viver pra mim, o verdadeiro amor da minha vida. Porque eu sim não sou ficção, sou real, de carne, osso, sangue e coração. Como diria Cássia Eller, bobeira é não viver a realidade. E a minha realidade é amar.



Quem escreve

Luara é geminiana com ascendente em câncer. Intensa por natureza, socióloga por profissão, atriz por paixão, bailarina por amor e feminista por dever!

Eu te amo, mas não sou obrigada – por Mandy (blog Vintezanos)

Deixa eu te perguntar, rapidão mesmo, você já se deu conta alguma vez que amor, por mais importante que seja, não é tudo? Às vezes acho que nos prendemos tanto as histórias românticas de livros e séries, que nos esquecemos de quem realmente somos. Quantas vezes você não se deixou levar por um argumento do seu namorado ou marido, mas pensando que, na real, você não estava errada?

Você tem que se lembrar que antes de amores, você é você. Tem opiniões, queixas e adjetivos diferentes das outras pessoas. Você é uma corda, não uma corda que precisa de um punho para segurar, você é uma corda que sabe dar seus próprios nós. Não precisa de ninguém nem nada para se queixar no seu lugar.

Se no momento você está acreditando que o seu relacionamento acabou, mas algo sempre te puxa a dúvida do e se, caia fora. Não é porque é amor, que é eterno ou que se é obrigatório que aconteça. Amar é amar, realmente algo que não tem como explicar, mas também não é algo que te obrigue a ser ou viver o que não quer.

Sufocar em um relacionamento que não te faz bem, miga, é uma mancada daquelas que vai doer até os ossos das mãos. Pense comigo, tente se imaginar daqui há cinco anos junto com essa pessoa, essa mesma que você ama, consegue? Não? Isso não significa que você não ama, apenas que consegue reconhecer que não é algo duradouro.

Não são todos os amores que foram feitos para acontecer até a eternidade. Alguns fazem mal. Alguns machucam mais que saram e isso você, simplesmente, não é obrigada a lidar.

Não tenha medo de reconhecer que seu amor é um amor passageiro ou um amor que não vai ficar ao seu lado. Isso não te faz fraca ou incapaz, na verdade, só mostra que você é madura o suficiente para dizer a si mesma que ‘na boa, eu te amo, mas não sou obrigada a sofrer por nada’.

Miga, tu é algo muito maior que um relacionamento, existe amores a um, o amor próprio. Ele te faz muito mais feliz que muito amor ciumento, amor sem freio, amor mandão, amor de bad. Então levanta essa cabeça ai e tenha força. Tu ama sim, só não é obrigada a nada.

Caia fora.

 Blog Vintezanos
Este post faz parte da nossa parceria com o blog Vintezanos, da Mandy Castilho

Amar-se – por Luara Alves de Abreu

Reprodução/Internet

Ela tinha fome de amor. Ele tinha fome de atenção. Podiam combinar sim, tinham lá suas compatibilidades, vez ou outra assistiam aos mesmos filmes sem nem planejar e tinham os mesmos comentários sobre os conhecidos em comum. Mas quando as fomes são diferentes, o lugar onde se buscam apetites são outros, outras formas, outros corpos, outras bocas.

Ela tinha Vênus em leão, se entregava sem pensar duas vezes e sabia cativar, mal sabia o quanto abusavam da sua boa vontade. Ele nem ao menos o significado de cativar sabia. O significado de receber ele sabia sim e muito bem. Recebia tanto que mal dava conta de segurar. Era como minha vó dizia, para ele era “só venha a nós e ao vosso reino nada!”

Era um casal estranho e um tanto quanto infeliz. Um dia ela percebeu isso e disse que faria as malas, que iria embora sem data para voltar. Ele fez jogo baixo, chantagem emocional, disse que ela estaria desistindo de tudo. Ela sequer ouviu, fechou o zíper e pegou o próximo avião disponível para a viagem que há anos guardava dinheiro.
Até hoje ele a espera voltar para ignorá-la fingindo não se importar, mas ainda assim esboçar um risinho no canto de boca como quem pensa “ela ainda pensa em mim”. Não assume, claro. Até porque arrumou outra pessoa, outro emprego, faz suas coisas, segue sua vida, cria outras ilusões. Mas nunca, nunca mais viu um sorriso com lábios rosados e carnudos iguais aos dela. Nunca mais ninguém o fez dormir com canções românticas. Nunca ele conseguir matar por completo a sua fome de atenção.

E ela? Ela se deu conta que não tava desistindo de tudo não, pelo contrário, estava insistindo nela mesma. Matou finalmente sua fome de amor. Se deliciou ao descobrir seus prazeres. E não há amor mais real e sincero que esse, o amor próprio!

Quem escreve

Luara é geminiana com ascendente em câncer. Intensa por natureza, socióloga por profissão, atriz por paixão, bailarina por amor e feminista por dever!

Namorar e não ter amigos não é normal



Demorei quase três anos de namoro para perceber que não ter amigos não era normal. Antes de namorar conhecia muita gente e tinha um amigo em cada esquina e só fui perceber que não tinha mais isso tarde demais.
Na verdade, só percebi isso quando minha atual companheira anunciou que não poderia almoçar comigo, pois almoçaria com uma amiga que não via há anos, o que até aí tudo bem. Mas então percebi que ela, por mais que saísse pouco, saía mais que eu com os amigos e vinha reencontrando alguns, enquanto a minha pessoa aqui continuava sentada no sofá.
Antes de tudo, vamos deixar algo bem claro aqui: Não tem problema nenhum seu companheiro ter amigos, okay? Isso é saudável e deve ser incentivado, logo esse não é o problema nesse texto. O problema é: Percebi que tinha deixado todos os meus amigos para trás por causa de um relacionamento.
Minha namorada nunca foi contra os meus amigos ou contra eu ter amizades, pelo contrário, ela sempre me incentivava a sair de casa e me divertir. Porém, sua vida era diferente da minha. Enquanto eu era fã de uma festinha e de um barzinho, ela preferia ficar em casa e ver uma série, até porque ela era menor de idade na época e tinha seus pais.
Acabei deixando de ir numa festa ali, num barzinho aqui para ficar com ela numa sexta a noite e quando dei por mim tinha me apegado a essa vida mais calma. Os contatos dos amigos foi ficando mais raso, já que a escola acabou e cada um arrumou sua faculdade e emprego, deixando seu tempo livre para se divertir em festas e, por não estar indo, fiquei para trás.
Minha namorada fez os tão esperados dezoito anos e agora quem curte uma festinha é ela, estando numa faculdade encontrar amigos que também curte é bem mais fácil. A incentivo a fazer isso sem medo e sair com os amigos para se divertir. Sempre que posso digo “Sai, vai se divertir, se joga!”, pois sei como esses momentos são importantes para alguém na idade dela e na vida em si.
Mas eu tô aqui, gostando dessa vida pacata e quentinha. Peguei ódio por baladas e não consigo me divertir mais tanto como antes, porém isso não é desculpas para não ter amigos. Se sentir sozinho não é bom e não é algo que deve ser apreciado, não com muita frequência pelo menos.
Precisamos nos permitir ter outras pessoas junto de nós, outras pessoas para rir e contar nossos momentos. Seu namorado ou namorada pode sim ser seu melhor amigo também, mas não pode ser seu mundo. Você não pode abrir mão de tudo por ele. Às vezes achamos que o namoro que nos deixou sozinhos, mas se for calcular bem, talvez, você esteja passando o mesmo que eu. Se prendendo só por estar namorando, mas essa culpa é sua. Alguém te privou desses detalhes? Seu namorado reclamava disso? Se não, abra mão de uma sexta ou outra e vá se divertir. Você precisa de amigos, além de uns beijos.
Temos que parar de achar que namoro perfeito é namoro que tem cem por cento do tempo um para o outro. Isso não existe, você não precisa ter seu tempo reservado para uma única pessoa, seja ela quem for. Você precisa se permitir ter um tempo para você também.
Ter amigos e se rodear de gente do bem ajuda em várias coisas e não só psicológicas, mas também físicas. Vários médicos incentivam a amizade e a receitam para o dia a dia, pois não existe nada melhor do que ter pessoas que representem sua aura positiva e que estejam mais do que satisfeitos em fazer parte de uma família com você.
Seu namoro não é o núcleo do mundo, você é, então abra um sorriso e vá ser feliz!
Quem escreve: Olá, meu nome é Amanda, mas pode me chamar de Mandy. Sou escritora, desenhista e blogueira do Vintezanos. Tenho 21 anos e ainda sou um ponto de interrogação para o que quero do futuro. Sou apaixonada por coisas velhas e me sinto como uma mobília da casa!