Mulheres Cabulosas da História

Mulheres Cabulosas da História retrata grandes figuras femininas do passado

A História como conhecemos foi escrita e protagonizada por homens brancos e poderosos. Ela menospreza e muitas vezes ignora por completo a participação feminina (e de membros de outras minorias) em eventos do passado, que na realidade é tão relevante quanto a masculina. Foi com isso em mente que as mulheres do Levante Popular da Juventude de Belo Horizonte idealizaram o projeto fotográfico Mulheres Cabulosas da História.

Surgido em fevereiro de 2016, o trabalho retrata mulheres importantes no processo histórico nacional e internacional, em releituras fotográficas feitas e posadas pelas próprias integrantes do Levante. Junto às fotografias, há ainda um texto informativo sobre quem foi a mulher retratada e também sobre a modelo que a encarna, “fazendo assim uma relação de que nós, inspiradas pelas trajetórias delas, damos continuidade à luta em prol de uma sociedade feminista e popular”, como explicam as integrantes do projeto.

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Vem novidades por aí

Oi Gente. O post de hoje é muito especial, porque ele vem para contar três novidades para vocês. A primeira é que temos uma nova companheira: Michelle Borges, ela é Mestre em história e leciona Criminologia. A mais nova parceira da nossa equipe irá escrever histórias e poemas. Em breve vocês iram conhecer mais sobre ela em seus posts.
Nossa mais nova parceira: Michelle.
A segunda a gente já devia ter oficializado já faz um tempinho, mas só conseguimos falar sobre isso agora: firmamos uma parceria com o blog Vintezanos. Com foco geek e pop, o Vintezanos é um espaço bem legal criado pela Mandy Castilho. 

Com essa parceria, vamos fazer alguns blogs em conjunto sobre assuntos que têm a ver com os dois blogs. Vamos começar com a continuação do post “5 séries que passam nos testes Bechdel e Mako Mori (e fazem muito mais)”, que vai ser feita lá! Não percam!

E a terceira novidade é que o principal objetivo do blog, que é a literatura colaborativa feita por mulheres e para mulheres, finalmente se tornou real.

Uhuuuh
Iniciamos nossa procura por colaboradoras e, nos últimos dias, estivemos organizando os textos que recebemos de várias autoras diferentes, e iremos publica-los a partir dessa semana. Cada texto virá com uma pequena biografia e a foto das autoras para que possam conhecer cada uma.
Mas nossa procura não acabou. Você tem algum conto, poesia, história, opinião ou qualquer texto que goste? Quer vê-lo publicado em nosso blog? Então envie pra gente no email proj.elasporelas@gmail.com. Lembrando que o texto precisa possuir uma personagem feminina como protagonista, afinal queremos aumentar a representatividade da mulher na literatura. Nossa equipe irá analisar cada um com todo carinho e manteremos você informada desdo dia que o recebermos até o dia de sua publicação. Esperamos ansiosas por sua participação.

Vamos aumentar nossa representatividade?

Reprodução/Internet
Quem aqui conhece o Aurélia levanta a mão! Calma, se você nunca ouviu falar não precisa se sentir fora da casinha. Já explico.
Aurélia – dicionário ilustrado de mulheres é um projeto feito pelas Cecilia Silveira (idealizadora) e Fernanda Drummond, que tem como finalidade ser um dicionário que oferece resumidas biografias de mulheres desse mundão com uma ilustração de cada uma delas.

Segundo a descrição do projeto (que à proposito, me encanta) “talvez, Aurélia não seja bem um dicionário, mas, antes, um espaço para o exercício do afeto. Surge como possibilidade de articular mulheres – ou seja, todo ser humano que assim se anuncia – a volta de histórias inspiradoras de outras mulheres”, e nós amamos isso não é mesmo?  Para mim é nítida e fundamental a visibilidade que conseguimos com algo desse tipo, através de Aurélia a valorização, o protagonismo e o empoderamento das mulheres é grandioso.

Selecionei algumas das minhas ídolas para mostrar aqui e deixar um gostinho de quero mais em vocês.


Malala Yousafzai

Nina Simone

Laverne Cox

Convido vocês a conhecerem e procurar mais informações na page e no tumblr  do projeto e também a darem sugestões, já que ele funciona de forma colaborativa. É só enviar para dicionarioaurelia@gmail.com. 

#LeiaMulheresSempre

 

É fato que o papel da mulher na literatura, assim como em muitas outras áreas, não é tão grande e valorizada quanto a dos homens. Citando a literatura nacional como exemplo, é muito mais fácil uma pessoa dizer que já leu um livro do Machado de Assis do que da escritora Ana Maria Machado. Então por que não tentar fazer diferente dessa vez?

No ano de 2014, a escritora e ilustradora inglesa Joanna Walsh propôs que as pessoas decidissem conscientemente ler mais obras escritas por mulheres. A iniciativa no Twitter, onde foi criada a hashtag “#readwomen2014”, teve uma repercussão tão grande e inesperada, que a própria criadora ficou impressionada com a proporção da sua ideia

Em entrevista a Revista Língua, Joanna contou como foi o inicio de tudo:

“Eu sinto que o #readwomen2014 na verdade aconteceu comigo. Fiz alguns marcadores de página para enviar como cartões de Ano Novo, em resposta a dois revisores com quem eu estava em contato no Twitter (Mateus Jakubowski nos EUA e Jonathan Gibbs no Reino Unido) que decidiram ler escritoras por um período de tempo definido. A partir daí, fiz o hashtag e publiquei as imagens dos marcadores. O hashtag decolou no Twitter ao ponto de eu ter que iniciar uma conta à parte (@readwomen2014). Nesta conta, hoje, tento reunir tweets sobre mulheres escritoras: recomendações, projetos, notícias, comentários… Eu também comecei a trabalhar em colaborações, o que é emocionante, começando com uma edição só de mulheres da revista Hamish Hamilton, Five Dials (Fivedials.com)”

Mesmo sendo através de um acidente, o #readwomen2014 contemplou iniciativas e ânsias de muita gente, não à toa se espalhou tão rapidamente pela Inglaterra e pelo resto do mundo. No Brasil, foram criadas as hashtags #leiamulheres #umquartosóseu. O site oficial desse projeto aqui no Brasil, leiamulheres.com.br, tem como objetivo levar a leitura de livros escrito por mulheres para espaços culturais e livrarias através de encontros.

O machismo é uma força atuante e dominante na grande maioria das sociedades contemporâneas. E o mundo literário não foge à hegemonia. Não é o fato da alfabetização das mulheres ter ocorrido de forma tardia que as impede de crescer no mundo da literatura, o que nem é aceito como justificativa, mas sim o preconceito. Existem pesquisas comprovando que escritoras ainda são marginalizadas por editoras, revistas literárias e jornais.

Contudo, nós vamos fazer nossa parte para mudar essa realidade. Hoje estamos iniciando a coluna Escritoras Maravilhosas. Através dela vamos apresentar aos nossos leitores a historia de vida e o trabalho de mulheres talentosas, seja ela conhecida ou não. Dessa forma, esperamos conseguir complementar a iniciativa da Joanna Walsh e continuar difundindo a literatura feminina, quebrando as barreiras erguidas pela discriminação.

LOVE IT FORWARD LIST: Envie amor para quem está passando por um momento difícil

Você conhece o projeto ‘Love it Forward List’? Ele foi criado pela brasileira Carolina Areas e tem uma função maravilhosa. A ideia consiste em uma pequena lista de pessoas dispostas a ajudar alguém que esteja passando por algum momento difícil através de cartas/cartões.

“Quando fico sabendo de alguém que está passando por um momento difícil, eu aciono esta lista de pessoas e todo mundo manda uma lembrança, o que puder. Neste mundo em que se digita mais do que se escreve, o poder de um envelope recheado de palavras amorosas é incrível. Imagina, então, quando são vários?! Um cartão, uma carta, um poema, um desenho, uma foto, uma lembrança… É tão fácil doar amor!”  Carol  para o site Follow the Colours.

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Início

Eu não queria fazer um texto meio institucional para iniciar as postagens, mas vi a necessidade de explicar de onde surgiu o projeto, por isso estou aqui. Para começar, acho importante falar sobre o que me motivou a criá-lo.

Basicamente, foi a percepção da carência de duas coisas diretamente ligadas: a de boas personagens femininas em todas as mídias e a de espaço para mulheres criadoras. São dois problemas complementares que, muitas vezes, se tornam causa e consequência um do outro.

Pare para pensar na maioria das personagens femininas em livros, filmes, na TV, enfim, em variados produtos culturais. Quase todos seguem uma linha muito limitada de estereótipos que ou não condizem com a realidade, ou que caminham lado a lado com papeis pré-estabelecidos pela sociedade para nós mulheres obedecermos.

De outro lado, é nítida a falta de mulheres que se destaquem e que desempenhem papéis de poder dentro da indústria criativa. Na literatura, em especial, vemos escritoras principalmente limitadas a escreverem para nichos. E, muitas vezes, as que conseguem superar a barreira do gênero não o fazem sem desafios.

Pode parecer coisa da época das Irmãs Brontë ter de esconder a própria identidade para poder escrever, mas não podemos esquecer que J.K. Rowling teve de adotar as iniciais na assinatura a pedido da sua editora. O motivo era a ideia de que o público masculino relutaria em ler um livro escrito por uma mulher. E isso em 1997.

Então resolvi criar um projeto que pudesse aliar literatura, representatividade e empoderamento. Pode parecer pretensão demais, mas, para mim, o correto quando se acredita em algo é fazer a sua parte, seja ela grandiosa ou pequena.

Com esse objetivo surgiu a ideia do Elas por Elas. O nome faz referência a esses dois papéis que a mulher representará nos textos aqui postados: criatura e criação. Queremos personagens diversas, descritas e pensadas por nós mesmas.

Por isso, fazemos um convite. Tem um texto bacana, protagonizado por uma ou mais mulheres? Envie para a gente! Nós postaremos os nossos e, se acharmos que o seu se encaixa na proposta, ele pode aparecer por aqui, também!

Email: proj.elasporelas@gmail.com

Quer ler mais sobre o assunto? Seguem os links:

Eu quero escrever um livro sobre literatura brasileira – Ponto Eletrônico

A “mulherzinha” da literatura – Não me Kahlo


Mulheres maravilhosas: Alison Bechdel – Lugar de Mulher