Liberdade de escrita

Tudo pode ser descrito

Escrito

Até mesmo o silêncio

         O vácuo também transpassa entre meus dedos

Atravessa o azul

Alcançando o branco

E assim nada mais é silêncio

De repente o mundo transborda sobre mim

          E tudo é música

Vento, desejo, fome, insegurança

Revista, trabalho, viagem

Ovos, animais, imagens

Sexo, raiva, fantasia

Cores, futuro, revolta

Tudo pode ser escrito

 

 

   Essa é a beleza das palavras, elas revelam tudo, me mostram tudo, amo a liberdade de escrita. Não importa quão bloqueada eu me sinta, todos os meus pensamentos podem dançar por entre meus dedos.

 

   Comecei no ensino médio, quando aproveitava pequenos intervalos para escrever o que eu sentia naquele momento. Meus escritos deveriam ficar escondidos naquela época.

 

   Trancado à 10.000.000 de chaves, mas hoje não! Tudo o que sinto eu preciso deixar bem à vista, aberto, escancarar ao mundo o que sou e penso sem temer as críticas e os risos.

 

   Hoje foi assim, um breve lampejo que pode parecer insignificante para você, mas para a Alessandra foi libertador. Então eu escrevi, me faz bem, então por quê não?

   De agora em diante, vou escrever e mostrar tudo o que vier de mim.

 

 

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Sangria e a história do Brasil

O Brasil sob a ótica de um útero

 

Muitos não admitem, muitos nem ao menos o sabem, mas a historia do Brasil é composta por um silenciamento feminino escancarado e continuo. Por inúmeras vezes me deparei com vãos em meus livros de história quando se travado uma personagem feminina, muitas mulheres nem são citadas em notas de roda pé.

Hoje estamos lutando cada dia mais para que nossas marcas seja reconhecidas e mantidas nas nova história do nosso pais, mas quem luta pelas marcas deixadas por mulheres que não estão mais aqui?

Acho que é nesse momento que devemos encontrar pessoas como Luiza Romão, atriz, poetisa e escritora do livro Sangria.

O projeto (sim, projeto, pois é a composição do livro com trabalhos multimídia) é uma coletânea de 28 poemas (como os 28 dias do ciclo menstrual) e cada um deles possui uma foto representando o silenciamento histórico das mulheres. Também foi criada uma websérie onde cada poema é declamado e acompanhado de uma performance, feito por diferentes mulheres de diferentes áreas artísticas.

Reprodução Catarse

 

Segundo a própria autora do livro, ” Nosso intuito é revisitar a história do Brasil sob a ótica de um útero. O que dizer de um país nominalmente fálico (“pau”-brasil)? Pra isso, misturamos os ciclos econômicos (borracha, café, ouro) com os ciclos biológicos e as fases do útero (ovulação, menstruação, concepção). Representamos o país do futuro” como uma gestação impossível (sempre interrompida por golpes de Estado ou “pílulas do dia seguinte”) e contrapomos a figura do patriarca com as “mães solteiras” e as mulheres “para lida, para farra, para fotografias oficiais” “.

As questões histórico-política-sociais que serão tratadas em Sangria são de suma relevância para nosso entendimento pessoal e para um melhor conhecimento do que é o Brasil e de como podemos trabalhar por uma boa gestação, para que o nascimento de um pais melhor seja realmente possível. Afinal, acredito que a melhor forma de garantirmos nosso amanhã é conhecendo os erros de ontem e não repeti-los.

Se você gostou e sabe que vale a pena, ainda da tempo de contribuir. O projeto continua em está em andamento no Catarse por mais 19 dias, você pode acessar para contribuir com um valor e ajudar na publicação do livro clicando aqui Para conhecer a Luiza Romão e seus outros trabalhos é só seguir o perfil dela no facebook