Um ano de Elas por Elas!

Reprodução/internet
Estamos fazendo nosso primeiro aniversário! Entretanto, podemos dizer que o verdadeiro início foi há bem mais que um ano. O blog surgiu de uma ideia que, como nosso primeiro post já dizia, surgiu de um ideal. Esse ideal cresceu, tomou forma e se tornou o projeto que acabou virando também nossa paixão.
Não foi um ano estável, mas foi um ano maravilhoso, sim. Tivemos pequenos hiatos (e um enorme), mas sempre que voltávamos o orgulhinho batia no peito. Sentimos prazer em produzir os posts, e nos alegramos quando somos correspondidas.
Vimos nossa página ter um estouro de crescimento graças a um post “polêmico”, conquistamos parceiras maravilhosas, abraçamos novas autoras e demos um “até logo” a uma delas. Isso, inclusive, lembra que estamos providenciando novidades por aqui, mas que ainda são surpresa.
E vamos seguir em frente, sempre. Esperamos poder contar com vocês que já nos acompanham, e que possamos crescer cada vez mais. Obrigada por tudo, e parabéns pra gente!
PS: Nossa “data de nascimento” oficial é o dia 31/08/2016, mas consideramos nosso lançamento oficial o dia 06/09/2016. Isso porque foi a data do nosso primeiro texto literário, cerne do projeto, e da primeira publicação na página do blog.

Se esse post existe, graças a Deus, porque ele existe? – Os memes como arma

O humor sempre foi uma forte ferramenta social e política. Desde comédias teatrais de cunho crítico até esquetes de humor na televisão, passando por paródias no cinema e charges nos jornais, o tom contestador se mostra presente em várias ocasiões. 
E quando praticamente tudo no mundo já passou ou está passando por transformações para se adequar à internet, o humor não poderia ficar de fora. E os memes são, provavelmente, a forma mais popular de humor na web.
-sqn
E, claro, os memes com características políticas acabam surgindo também. Os mais diversos movimentos sociais têm os seus, e o feminismo não poderia ficar de fora. E as minas usam cada vez mais essas imagens de forma crítica, e até panfletária.
Mas e misandria? Pode?
É comum que muitos desses memes falem de misandria. Muitas meninas se incomodam com isso, já que consideram a misandria tão errada quanto a misoginia.
Mas é importante esclarecer uma coisa: socialmente e na prática, misandria e femismo não existem. Mulheres não têm poder estrutural para oprimir homens. E a forma como a misandria é usada nesses memes é, acima de tudo, irônica.
Assim como existe a ironia em cima da heterofobia (também inexistente, pelos mesmos motivos), existe a ironia em cima da misandria. Elas vêm justamente para se contrapôr às opressões sofridas por minorias. Além de criticar os próprios opressores que se dizem “atacados” quando os oprimidos buscam seus direitos.
Só para reforçar e deixar a diferença ainda mais explícita: enquanto misoginia e homofobia matam, violentam e agridem minorias diariamente, misandria e heterofobia no máximo ironizam os opressores.
Se aplica a femismo e misandria também (já que eles não existem)
Enfim, depois de esclarecer esses pontos, vamos a uma novidade: a partir de hoje, o blog terá uma página com uma galeria permanente de memes e imagens feministas. Aproveitando o espaço, postaremos um compilado não apenas de imagens engraçadas (para postarem em seus perfis ou quando uma discussão com mascus que não valem a pena), como várias imagens legais que encontramos pela rede. 
Podem aproveitar pra atualizar as imagens de capa, papéis de parede, até imprimir. E melhor ainda: como vai ser uma página fixa e com constante atualização, você sempre pode voltar para salvar mais imagens!
Quer contribuir? Mande na página do blog, no post que reservamos para isso! Espero que gostem!

Algumas pequenas mudanças

Semana passada nós anunciamos algumas novidades por aqui. Apesar de não trazermos nada muito grande hoje, resolvemos fazer um post para explicar algumas pequenas mudanças que fizemos no blog, principalmente com o objetivo de deixá-lo mais organizado.
Primeiro, estamos tentando trazer posts todos os dias para vocês. Estamos nos dividindo durante a semana justamente para tentar o máximo possível de frequência, de modo a produzir uma boa quantidade de conteúdo (sem perder a qualidade).
Estamos com alguns novos nomes para as colunas, e colunas novas também. “Histórias”, que antes continha os textos do projeto literário em si, agora se chama “Elas Escrevem”, uma forma tanto de aumentar a ligação com nossa identidade, quanto de reduzir ambiguidade com a História (aquela que a gente estuda na escola).
A fim de ampliar nosso leque, transformamos a coluna “Escritoras Maravilhosas” em “Culturarte”. Isso porque em “Mulheres na Cultura Pop” queremos focar em conteúdos específicos (como diz o nome), mas ainda temos muito o que trabalhar dentro das temáticas de Arte e Cultura. E para evitar que tivéssemos muitas colunas perdidas pelo blog, englobamos o “Escritoras” nela, mas manteremos as tags #escritorasmaravilhosas, #readwomen e #leiamulheres.
E a maior novidade é a coluna “Vivências”, que trará relatos mais pessoais (e em alguns casos introspectivos) sobre a vida feminina. Algumas vezes com formato de crônicas, outras como pequenos artigos, essa seção se diferenciará do “Elas escrevem” pelo caráter mais pessoal.
Para contemplar tudo isso, temos uma nova organização dos menus. No menu lateral, constam todas as novas categorias, enquanto o menu fixo contém agora uma página com os links e os banners de cada coluna. Isso, além dos já usuais links de “Home”, “Sobre”, “Elas Escrevem”, “Parceiros” e “Contato”.
Continuem nos acompanhando e conheçam cada uma das nossas novidades”!

Vem novidades por aí

Oi Gente. O post de hoje é muito especial, porque ele vem para contar três novidades para vocês. A primeira é que temos uma nova companheira: Michelle Borges, ela é Mestre em história e leciona Criminologia. A mais nova parceira da nossa equipe irá escrever histórias e poemas. Em breve vocês iram conhecer mais sobre ela em seus posts.
Nossa mais nova parceira: Michelle.
A segunda a gente já devia ter oficializado já faz um tempinho, mas só conseguimos falar sobre isso agora: firmamos uma parceria com o blog Vintezanos. Com foco geek e pop, o Vintezanos é um espaço bem legal criado pela Mandy Castilho. 

Com essa parceria, vamos fazer alguns blogs em conjunto sobre assuntos que têm a ver com os dois blogs. Vamos começar com a continuação do post “5 séries que passam nos testes Bechdel e Mako Mori (e fazem muito mais)”, que vai ser feita lá! Não percam!

E a terceira novidade é que o principal objetivo do blog, que é a literatura colaborativa feita por mulheres e para mulheres, finalmente se tornou real.

Uhuuuh
Iniciamos nossa procura por colaboradoras e, nos últimos dias, estivemos organizando os textos que recebemos de várias autoras diferentes, e iremos publica-los a partir dessa semana. Cada texto virá com uma pequena biografia e a foto das autoras para que possam conhecer cada uma.
Mas nossa procura não acabou. Você tem algum conto, poesia, história, opinião ou qualquer texto que goste? Quer vê-lo publicado em nosso blog? Então envie pra gente no email proj.elasporelas@gmail.com. Lembrando que o texto precisa possuir uma personagem feminina como protagonista, afinal queremos aumentar a representatividade da mulher na literatura. Nossa equipe irá analisar cada um com todo carinho e manteremos você informada desdo dia que o recebermos até o dia de sua publicação. Esperamos ansiosas por sua participação.

Escritoras Maravilhosas – Ana Maria Machado

 Foto: Bruno Veiga

Um pouco sobre a sua vida

Ana Maria nasceu em Santa Tereza, Rio de Janeiro, em 24 de dezembro de 1941. É casada com o músico Lourenço Baeta, do quarteto Boca Livre, tendo o casal uma filha. Do casamento anterior com o médico Álvaro Machado, Ana Maria teve dois filhos.

Estudou no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no MOMA de Nova York, tendo participado de salões e exposições individuais e coletivas no país e no exterior, enquanto fazia o curso de letras (depois de desistir do curso de Geografia). Formou-se em Letras Neolatinas, em 1964, na então Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, e fez estudos de pós-graduação na UFRJ.

Considerada pela crítica como uma das mais versáteis e completas das escritoras brasileiras contemporâneas, a carioca Ana Maria Machado ocupa a cadeira numero 1 da Academia Brasileira de Letras, que presidiu de 2011 a 2013.

Na sua carreira, os números são generosos. São mais de 40 anos escrevendo, mais de cem livros publicados (dos quais 9 romances e 8 de ensaios), mais de vinte milhões de exemplares vendidos, publicados em vinte idiomas e 26 países. Os prêmios conquistados ao longo da carreira também são muitos, de se perder a conta. Entre eles, 3 Jabutis, o Machado de Assis da ABL em 2001 para conjunto da obra, o Machado de Assis da Biblioteca Nacional para romance, o Casa de Las Americas ( 1980, Cuba), o Hans Christian Andersen, internacional, pelo conjunto de sua obra infantil (2000), entre inúmeros outros.

No final de 1969, depois de ser presa pelo governo militar e ter diversos amigos também detidos,  deixou o Brasil e partiu para o exílio. Na bagagem para a Europa, levava cópias de algumas histórias infantis que estava escrevendo, a convite da revista Recreio.

A volta ao Brasil veio no final de 1972, quando começou a trabalhar no Jornal do Brasil e na Radio Jornal do Brasil, no Correio da Manhã, n’O Globo, e colaborou com as revistas Realidade, IstoÉ e Veja e com os semanários O Pasquim, Opinião e Movimento.

Em 1980, junto com Maria Eugênia Silveira, decidiu abrir a Malasartes, a primeira livraria infantil do Brasil , que co-dirigiu por 18 anos, apostando na inteligência do leitor, na criteriosa seleção dos títulos a partir de um conhecimento acumulado, na liberdade de escolha, na convicção de que ler livro bom é uma tentação irresistível e um direito de toda criança. O sucesso foi tal que, daí a um ano, só no Rio de Janeiro, havia 14 livrarias que buscavam seguir o mesmo modelo.

Algumas de suas obras



Era uma menina linda. A pele era escura e lustrosa, que nem pêlo da pantera quando pula na chuva. Do lado da casa dela morava um coelho que achava a menina a pessoa mais linda que ele já vira na vida. Queria ter uma filha linda e pretinha como ela.



A menina Bel encontra um dia uma foto de sua bisavó Bia, entre as coisas de sua mãe. A partir daí, ela inicia uma relação de muitas descobertas com essa pessoa tão importante na vida de sua família e na da própria. Até que surge uma menina inesperada (esse é o meu preferido).



Como a Alice de Carroll, ela está disposta a explorar o país das maravilhas e experimentar todas as novas sensações. Como Ulisses, ele está disposto a grandes aventuras e a se divertir pelo caminho, mas não perde de vista que um dia vai voltar para casa.

#LeiaMulheresSempre

 

É fato que o papel da mulher na literatura, assim como em muitas outras áreas, não é tão grande e valorizada quanto a dos homens. Citando a literatura nacional como exemplo, é muito mais fácil uma pessoa dizer que já leu um livro do Machado de Assis do que da escritora Ana Maria Machado. Então por que não tentar fazer diferente dessa vez?

No ano de 2014, a escritora e ilustradora inglesa Joanna Walsh propôs que as pessoas decidissem conscientemente ler mais obras escritas por mulheres. A iniciativa no Twitter, onde foi criada a hashtag “#readwomen2014”, teve uma repercussão tão grande e inesperada, que a própria criadora ficou impressionada com a proporção da sua ideia

Em entrevista a Revista Língua, Joanna contou como foi o inicio de tudo:

“Eu sinto que o #readwomen2014 na verdade aconteceu comigo. Fiz alguns marcadores de página para enviar como cartões de Ano Novo, em resposta a dois revisores com quem eu estava em contato no Twitter (Mateus Jakubowski nos EUA e Jonathan Gibbs no Reino Unido) que decidiram ler escritoras por um período de tempo definido. A partir daí, fiz o hashtag e publiquei as imagens dos marcadores. O hashtag decolou no Twitter ao ponto de eu ter que iniciar uma conta à parte (@readwomen2014). Nesta conta, hoje, tento reunir tweets sobre mulheres escritoras: recomendações, projetos, notícias, comentários… Eu também comecei a trabalhar em colaborações, o que é emocionante, começando com uma edição só de mulheres da revista Hamish Hamilton, Five Dials (Fivedials.com)”

Mesmo sendo através de um acidente, o #readwomen2014 contemplou iniciativas e ânsias de muita gente, não à toa se espalhou tão rapidamente pela Inglaterra e pelo resto do mundo. No Brasil, foram criadas as hashtags #leiamulheres #umquartosóseu. O site oficial desse projeto aqui no Brasil, leiamulheres.com.br, tem como objetivo levar a leitura de livros escrito por mulheres para espaços culturais e livrarias através de encontros.

O machismo é uma força atuante e dominante na grande maioria das sociedades contemporâneas. E o mundo literário não foge à hegemonia. Não é o fato da alfabetização das mulheres ter ocorrido de forma tardia que as impede de crescer no mundo da literatura, o que nem é aceito como justificativa, mas sim o preconceito. Existem pesquisas comprovando que escritoras ainda são marginalizadas por editoras, revistas literárias e jornais.

Contudo, nós vamos fazer nossa parte para mudar essa realidade. Hoje estamos iniciando a coluna Escritoras Maravilhosas. Através dela vamos apresentar aos nossos leitores a historia de vida e o trabalho de mulheres talentosas, seja ela conhecida ou não. Dessa forma, esperamos conseguir complementar a iniciativa da Joanna Walsh e continuar difundindo a literatura feminina, quebrando as barreiras erguidas pela discriminação.

LOVE IT FORWARD LIST: Envie amor para quem está passando por um momento difícil

Você conhece o projeto ‘Love it Forward List’? Ele foi criado pela brasileira Carolina Areas e tem uma função maravilhosa. A ideia consiste em uma pequena lista de pessoas dispostas a ajudar alguém que esteja passando por algum momento difícil através de cartas/cartões.

“Quando fico sabendo de alguém que está passando por um momento difícil, eu aciono esta lista de pessoas e todo mundo manda uma lembrança, o que puder. Neste mundo em que se digita mais do que se escreve, o poder de um envelope recheado de palavras amorosas é incrível. Imagina, então, quando são vários?! Um cartão, uma carta, um poema, um desenho, uma foto, uma lembrança… É tão fácil doar amor!”  Carol  para o site Follow the Colours.

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ideias

Nova coluna: Ideias d’Elas

    Nós do Elas por Elas sabemos que ideias movem as pessoas e que as pessoas movem o mundo. Nosso projeto surgiu de uma ideia que veio do nada e devagarzinho, mas que logo foi nos tomando por completo e nos motivando a colocá-la em prática. Nada mais justo que darmos um espacinho aqui para mostrarmos outras iniciativas com as quais nos identificamos.

     Para esse fim, lançamos a coluna Ideias d’Elas. Para criar uma maior identificação com nossa própria proposta, os posts dela são sobre projetos idealizados por mulheres. Afinal de contas, como sempre reforçamos, achamos fundamental a valorização da representatividade feminina e seu empoderamento. E nisso se inclui mostrar mulheres que fazem a diferença.

     Nem todos os projetos são exclusivamente feministas, mesmo que muitos deles o sejam ao menos em parte. O que queremos são mulheres que façam o bem, que soltem sua voz, que lutem por uma causa, que ajam por um mundo melhor. Enfim, mulheres que pegaram uma ideia e a transformaram em ação.

     Se tiver alguma sugestão de tema para falarmos aqui, manda pra gente. Pode ser em comentário, para o email proj.elasporelas@gmail.com ou nas nossas redes sociais!