A Rainha de Benguela

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     Existem heroínas os quais merecem igualmente o nosso reconhecimento assim como as que vemos em quadrinhos e séries de televisão, e uma delas é Teresa de Benguela.

     Mulher negra e forçada a escravidão como muitas no século 18 ( vide  Dandara e Aqualtune já citadas), com a morte de seu marido, José do Piolho, comandara o Quilombo do Piolho ou dp Quariterê, localizado no atual estado do Mato Grosso, entre o rio Guaporé e a atual cidade de Cuiabá.

     Conhecida como Rainha Teresa, negros e indígenas faziam o uso da plantação de algodão – privilégio dos senhores do engenho – para a produção de tecidos, e também do uso da agricultura, cultivando desde milho a mandioca.

     Quando o Quilombo foi destruido pelos homens de Luiz Pinto de Souza Coutinho em 1770, população de 79 negros e 30 índios, rumores que Benguela cometera suícidio ou foi morta por uma doença jamais foram confirmados. Teresa manteve um sistema de trocas de  armas com os brancos resgatados de vilas próximas, transformando os objetos de ferro em instrumentos de trabalho, pois os quilombos da Benguela possuíam exímio dominio da forja. 

     Dia 25 de julho foi instituído pelo Brasil e pela Lei n. 12 987 como dia nacional de Teresa de Benguela e dia da Mulher Negra.

A princesa à frente de 10 mil

Possível registro de Aqualtune

Aproveitando o mês da visibilidade negra, mas um ícone de resistência histórica será enaltecido, e esse ícone é Aqualtune, a princesa do Congo, que no ano de 1665, Aqualtune comandou um exército de 10 mil soldados congolenses contra uma invasão – alguns dizem que de portugueses colonizadores, outros de uma tribo inimiga. Todavia, infelizmente perdeu, sendo capturada e seu pai, o rei do Congo, morte e tendo sua cabeça exposta em praça pública.

Sendo levada até o forte de Elmina na época, em Gana, foi batizada por um padre católico e marcada a ferro com uma flor acima do seio, acabou sendo vendida como escrava reprodutora. Desembarcando em solo recifience, acredita que tenha chegado já grávida de outro negro escravo, pois havia sido estuprada diversas vezes durante sua travessia no mar. Ao chegar ao Recife, Aqualtune tentou se jogar no oceano, na tentativa de voltar para a sua já muito longica terra natal.

Ouvindo falar do ” Reino dos Palmares” já num estado avançado de gravidez, a princesa se juntou a um grupo de escravos que iria destruir a Casa Grande e fugiu para Palmares, chegando por lá com mais de 200 refugiados, tendo sido reconhecida sua origem real.

Dando a luz ali a dois dos maiores lideres do Quilombo dos Palmares: Ganga – Zumba e Ganga Zona, conhecidos por sua liderança e coragem, Aqualtune deu a luz também a Sabine, mãe de Zumbi dos Palmares.

Sua morte possui muitas controvérsias, alguns dizendo que ela foi queimada durante as expedições e outros que ela conseguiu escapar e morreu de velhice anos depois, mas de uma coisa a história esta certa, Aqualtune, princesa do Congo, deve ser lembrada como um grande ícone feminino de resistência até a atualidade.

O poder da mulher trans

 

Se tem uma personagem que é preterida entre as favoritas do público da série OITNB (Orange Is The New Black), que retrata o cotidiano de penitenciária feminina de uma maneira cômica e com pitadas amargas de drama – vide a última temporada – é Sophie Burset, vivida pela talentosa Laverne Cox, atriz e produtora transexual ganhadora de vários prêmios, entre eles o Emmy de melhor atriz convidada numa série de comédia, se tornando a primeira mulher trans a ganha-lo.

Graduada na Escola de Belas Artes de Alabama, Birmingham, no mesmo condado de sua cidade natal, Mobile, foi na Alabama e Marymount Manhattan College em Nova Iorque, NI, que começou a atuar.

Trocando o curso de escrita criativa por dança, Laverne também escrever sobre transsexualidade e direitos das pessoas trans, assim como outras variedades em lugares como Huffington Post e fez de seu papel na série um lugar onde as pessoas podem notar que os homens ou mulheres trans querem somente seus direitos mais básicos, como o direito de serem eles mesmos, como a própria Laverne diz.

A transsexualidade ainda é um assunto tabu para muitas pessoas, mas com empatia e respeito, e com os seus direitos de saúde mental e física preservados e exercidos, como a mudança do nome social e a inserção ao mercado de trabalho, que apesar de de direitos simples ainda são algo que representam uma árdua luta para a comunidade T.

A dama dos Palmares: o verdadeiro ícone da mulher negra contra o racismo

Dandara do Palmares

Novembro esta metendo o pé na porta e definitivamente é o mês da Consciência Negra. Para o Brasil, em especial, tal “evento” tem um grau de importância maior e mais necessário, pois todo o país foi sustentado por séculos de escravidão negra abolida a muitos poucos anos atrás.

Milhares, até mesmo milhões de homens, mulheres, crianças e velhos pereceram e tiveram seu passado apagado devido a violenta colonização eurocêntrica, que afetou a vida de muitos negros até os tempos atuais, vide a miscigenaçãoo problema de algumas pessoas ainda terem dúvidas sobre quem são etnicamente, fora assuntos mais agravantes.

A existência de um mês, ou até mesmo uma data comemorativa sobre esse cenário, ainda causa bastante incômodo em algumas pessoas, que acham injusto mesmo tendo um enorme legado histórico, os negros ganharem uma data, ou um mês só deles. Em controvérsia, outras pessoas se mobilizam, como Movimento Negro ou Militância Negra, disseminando informações relevantes para conscientizar as pessoas sobre questões relacionadas centralmente a racismo, ganhando força mais para agora, com o empoderamento negro e negralismo.

A mídia e os sistemas de ensino como escolas, também despertam um interesse passageiro, abordando os temas de pautas negras de maneira rasa e sem informações mais embasadas, aprofundadas, mesmo todos citando um ícone em comum: Zumbi dos Palmares.

Zumbi virou símbolo da resistência escravista da época e na atualidade, um representante da luta contra o racismo em uma sociedade onde ele é tão enraizado quanto a nossa. Todos nós aprendemos na escola o quanto o líder do Quilombo foi de suma importância para os negros e negras que fugiam de seus cativos e precisavam de abrigo, mas a história dele possui outros segmentos e personagens igualmente importantes; muito poucos ou talvez ninguém saiba quem foi Dandara dos Palmares, uma figura tão notável para a história do país.

Dandara e Zumbi foram marido e mulher, e ela lutou lado à lado de Zumbi contra o sistema escravista, buscando liberdade para seus irmãos negros.

Ilustração do livro

Ela comandava tanto mulheres quanto homens e criava estratégias que resolviam os mais diversos problemas, bolava planos de fuga, e quebrava os estereótipos de gênero da época, que até hoje são impostos a nós mulheres, ao domiar técnicas de capoeira. Apesar de lamentavelmente sua figura ser encoberta de mistérios, Dandara foi esquecida de modo descarado dos livros de história, que de forma machista, apagaram sua já bem pouca história.

Muitos poucos movimentos megros e feministas a mencionam, fazendo com que ela tenha que quebrar as amarras do patriarcado – que cala a mulher – e do racismo ‘ que cala o negro – até agora, na atualidade, numa luta por reconhecimento que já não favorece a mulher, e ainda menos a mulher negra.

As mulheres negras são subjugadas, colocadas para escanteio no cenário político, musical, histórico, literário, artístico e afins, mas Dandara não deu por vencida, e assim como revindicou seu papel na resistência negra, revindica seu papel na história do país e da sociedade.

Ela não aceitava acordos de meia boca e mesmo sabendo-se quase nada de sua origem ou até mesmo figura física, é de conhecimento básico que Dandara morreu como a heroina que foi em vida, fazendo que as negras da nossa época, tenham uma inspiração para lutarem contra o racismo, machismo e misógino aintão plantado no Brasil e no brasileiro.

A morte de mulheres negras avançou nos últimos 54% nos últimos 10 anos.

Três a cada quatro mulheres são vítimas de pelo menos um crime de violência no pais.

Mulheres negras são as maiores vítimas de violência médica no SUS (sistema único de saúde.

55,2 % das vítimas de crimes dolosos – com intenção de mata- são mulheres negras.

52,1% de vítimas de lesões corporais são também mulheres negras.

Mulher preta resiste…

+ dados, referências e informações: Geledés

Índia cria dicionário para preservar o idioma nativo do seu povo.

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Segundo o Ethnologue, que mantêm um catálogo de todos os dialetos do mundo, existem mais de 6.000 línguas faladas em nosso planeta.

Já podemos imaginas (concluir) que a maior parte desses dialetos está se perdendo.
Esse é o caso do idioma da tribo Wukchumi, situada no Condado de Tulare, na Califórnia. Atualmente a tribo é composta por cerca de 200 membros, e apenas uma deles, a Marie Wilcox, é fluente na língua nativa da tripo.
Na verdade, ela ERA a única. Juntamente com sua filha, Jennifer (que aprendeu o idioma com a mãe), Marie criou um dicionário com o dialeto do seu povo para que ele [o dialeto] não se perca na história.
Marie e Jennifer
Marie fala que tem duvidas sobre a perpetuação do seu idioma nativo, pois muitos não parecem se importar ou querer aprender. Mas sua motivação se mantem forte, pois ela e a filha ensinam a língua para os outros membros da tripo, além de estarem criando a versão em áudio do dicionário.
Para quem quiser conhecer melhor Marie e o trabalho que ela criou em sua tribo, a Global Oneness Project produziu o documentário Marie’s Dictionary que pode ser encontrado no Youtube ou no próprio site da Oneness Project.

Hoje nada de Frankenstein



        Dizem que “filho de peixinho, peixinho é!”. E é justamente em cima disso que me propus à escolhida de hoje: Mary Shelley. Para quem não a conhece, mas, possivelmente está mais familiarizado com a sua obra, isto é, Frankenstein, já deve ter caído no mesmo erro que eu em acreditar que tal nome faz jus a um homem e não a uma mulher, estou errada? Espero que sim! Enfim, descoberta sua verdadeira identidade, como mulher e jamais como homem, cabe agora a explicação acerca do uso do citado provérbio.

Shelley era filha de Mary Wollstonecraft (1759-1797), a qual, embora atravessada por um cenário de revoluções e defesas em nome do masculino, protagonizou as primeiras manifestações feministas, cujas atenções e desejos foram registrados na obra “A Reivindicação dos Direitos da Mulher” (1792). Acerca disso, para quem não sabe, em 1789 foi publicada a Declaração dos Direitos do homem e do Cidadão, documento que, obviamente, estava comprometido com as garantias de solidariedade, liberdade e igualdade sobre e para as realizações masculinas.


Portanto, Shelley ganha meu tímido espaço de admirações justamente porque ela, assim como a mãe, se destaca em manobras que as elevam dentro das categorias em que foram socialmente postas, embora as cortinas politicamente e simbolicamente turvas que, discretamente, deixaram-nas sucumbir face ao tempo e as convenções de uma sociedade acostumada a reconhecer, privilegiadamente e preliminarmente, os homens como sujeitos de destaque. À vista disso, ficam aqui não só duas grandes mulheres, como também referenciais de luta e, especialmente, de importantes leituras. Mãos à obra?! Eu começaria pela mãe, claro! 

MARGARET KEANE

Desde a faculdade me vi apaixonada pela arte. Pela História da arte. Embora a incapacidade de me aventurar dias e noites ao universo da criação, vez ou outra, me pego fuçando em algumas páginas sempre prontas a me oferecer pequenos encantos e sutis suspiros de um olhar mal treinado ao charme, não raro intrigante, de quem cede com os dedos realidades subjetivas.

Embora feminista, o prazer das formas e das cores, sem desmerecer, obviamente, contextos e cenários, acabou por ofuscar exigências políticas de um protagonismo feminino nas artes. Com a possibilidade de me desculpar e remediar a ausência de minha própria crítica ao invisível, decidi falar de uma mulher que se destacou em conceber emoções enquanto experimentava o silêncio de sua própria experiência: MARGARET KEANE.

Nascida no final da década de 1920, portanto, em uma época sem garantias de visibilidade sobre o trabalho das mulheres, Keane se deixou levar por uma proposta de seu segundo marido, Walter, que sugeriu que as obras de arte da pintora passassem a ser propriedades de seu próprio esforço, e não dela.

Estratégia que, obviamente, casava impecavelmente com um universo que não assumia protagonismos femininos e, portanto, fez de Walter detentor de todo reconhecimento e valor das obras de Margaret. Até que, após décadas de mentiras sob o tecido do sucesso, a artista adquiriu o empoderamento necessário para se rebelar aos ditames do marido e, enfim, ganhar o mundo.

          Em razão disso, é que Margaret Keane ganhou meu tapete vermelho na coluna “Mulheres que Amamos”. Assim, tanto quando sua trajetória, merece atenção sua arte. Bora procurá-las? Ah, e se você gosta de cinema, não deixe de ver essa história contata no filme “Big Eyes”, dirigido por Tim Burton.

Evas Poderosas

Evas Poderosas

 

Quando me elegeram para falar sobre as mulheres que amamos, pensei no grande trauma que eu, como historiadora que sou, possuo em razão das ausências femininas em suas mais variadas formas de sucumbir à inexistência. Mas, foi justamente dentro desse alvoroço de ideias, que comecei a colecionar alguns nomes que me vieram rapidamente à memória e, enfim, alavancaram a possibilidade de não só “reconstruir” nosso legado de mulheres, como também a de dissipar fantasmas que, assim como eu, assolam outros tantos sujeitos dessa trama social acortinada pelo masculino.

Minha primeira dama da corte…mentira! Minha primeira revolucionária, rebelde, subversiva e pioneira na ruptura dos arcabouços másculos, viris, intimidadores e autoritário para com as mulheres é…de impulso sou levada a citar, novamente, Lilith, mas isso nada mais é do que reflexo de uma sociedade que, até hoje, impõe a nós preceitos assentados em dogmas tão religiosos que poderia até afirmar a sensação de me sentir sob a cólera silenciosa  de veículos simbólicos que repudiam minha existência, tal como ela é. Logo, Lilith, única e diferentona:

I Love You

 

 

 

I LOVE YOU!  

 

 

 

Após uma pausa para retomar a coragem da escrita, penso em Joana D´Arc, em Edith Piaf, em Ana Bolena, na Cleópatra. Mas todas elas não são capazes de, neste exato momento, atender a um anseio que se mostra mais profundo, comedido e, confesso, pouco explorado. De qualquer forma, após uma longa análise, escolho Annette Marie Sarah Kellermann (1886-1975). Estranha, não?! Pois é, concordo! Mas ela me atraiu por uma ocorrência Mulheres Poderosasmuito particular da minha própria jornada como mulher e ativista no movimento feminista: o uso de roupas curtas

Foi em 1907, quando Annette foi presa por indecência ao usar maiô em uma das praias de Boston. E o que isso tem a ver com o “mulheres que amamos”? TUDO! Pois foi após esse incidente que emergiram discussões acerca dos trajes de roupas utilizados pelas mulheres, e que as roupas de banho ganharam novas dimensões. Entretanto foi só a partir dos anos 1930 que nossas roupas de praia assumiram as duas peças com as quais estamos tão acostumadas.

Eu sei que poderia ter citado o famoso episódio, com foto e tudo, das duas mulheres que usaram shorts curtos pela primeira vez em Toronto, no Canadá, em 1937. Mas, justamente, por uma questão de imagem é que decidi pela australiana. Dá uma olhada na tão famosa roupa que a fez ser presa e, aí então, me diga onde mora nossa velha questão de liberdade.

E ainda tem gente que acredita que vivemos em um estado de igualdade entre mulheres e homens. Então tá, né?!

Freiras fingem ser prostitutas para libertar mulheres e crianças do tráfico humano

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Um grupo de freiras superam na forma de resgatar vítimas do tráfico de mulheres e crianças. Elas se infiltram em bordeis fingindo ser prostitutas e tentam ajudar mulheres que sejam mantidas à força nesses locais.

Nossas heroínas também utilizam do dinheiro a favor da liberdade infantil. Elas “compram” as crianças que são vendidas pelos pais como escravas. Existem casas especificas preparadas para receber as crianças resgatadas aqui no Brasil, na África, nas Filipinas e na Índia.
Reprodução/Talitha Kum
A organização tem o nome de Talitha Kum, Rede Internacional da Vida Consagrada contra o Tráfico de Pessoas.

Reprodução/Talitha Kum
A instituição age em 80 países diferentes e conta com cerca de 1100 de mulheres. Elas explicam que cerca de 73 milhões de pessoas (cerca de 1% da população) são traficadas de alguma forma no mundo. Desse número, 70% são mulheres.

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John Studzinski, banqueiro e diretor da entidade, disse que as irmãs não confiam em ninguém. Elas não confiam nos governos, não confiam em corporações, e não confiam na polícia local. Em alguns casos, elas não podem confiar nem no clero masculino.

Vale muito a pena conhecer o trabalho delas. O tráfico de mulheres não recebe o devido valor das autoridades. Ainda enxergam como garotas que escolheram ser putas e se divertem vivendo ao lado de bandidos que as maltratam e exploram em quanto acham vantajoso.

Esperamos que o trabalho realizada pelas freiras sirva como modelo e inspiração para que um dia não tenhamos mais que temer o trafico humano.

Quero abraçar Freddie Oversteegen e nunca mais largar

Quer saber porque eu amo a Freddie Oversteegen? Porque em sua juventude, ela foi integrante da resistência holandesa durante a Segunda Guerra Mundial.
A família de Freddie já escondia pessoas que sofriam perseguição em sua casa, antes da convocação.
Freddie, hoje com 90 anos, foi recrutada juntamente com a irmã, Truus (16 anos), por um homem (cujo nome eu não descobri) quando ela tinha 14 anos. Ele pediu a permissão da mãe delas, para que ambas, que não passavam a suspeita de serem rebeldes, pudessem agir contra os nazistas. 
O grupo do qual as irmãs faziam parte também tinha uma jovem chamada Hannie Schaft, a garota dos cabelos vermelhos, a mais famosa entre as três.
Hannie Schaft e Truus, irmã de Freedie, durante a resistência
                      Truus (à esquerda) e Hannie                               
Hannie morreu antes do fim da guerra, um documentário foi feito sobre ela e seu corpo foi enterrado novamente, com a presença da Rainha Wilhemina e do Príncipe Bernhard da Holanda. Há 15 cidades na Holanda com ruas que receberam seu nome. Já  Truus, após o fim da guerra, se tornou porta-voz dos serviços memoriais e artista plástica.
   
Você acha que ela participava da guerra como soldado? Carregando armas e lançando granadas? Não! O trabalho dela (assim como das outras jovens) era seduzir soldados e lideres nazistas. Ela os levava para a floresta, onde membros armados da resistência os matavam, tiravam as roupas e enterravam o corpo. Freddie garante que nunca participou dessa parte e que sempre preferiu assim.
Thijs Zeeman, cineasta holandês, fez um documentário chamado Duas Irmãs na Resistência para a TV, onde conta sobre Freddie e também sobre sua irmã.
Ela deu uma entrevista para a VICE Holanda contando um pouco sobre como foi sua participação na guerra: 

Qual foi o papel de vocês nessa missão?

Não atirei nele — um dos homens foi quem atirou. Eu tinha que ficar de olho na minha irmã e manter um posto de guarda na floresta, para ver se ninguém mais estava vindo. Truus tinha encontrado o homem num bar caro, o seduzido e o levado para dar um passeio na floresta. Ela disse “Você gostaria de dar uma volta?” E claro que ele quis. Aí eles encontraram alguém — o que era para ser visto como uma coincidência, mas ele era um dos nossos — e o amigo disse para a Truus: “Menina, você sabe que não deveria estar aqui”. Aí eles se desculparam, deram a volta e foram embora. Aí vieram os tiros, então aquele homem nunca soube o que o acertou. Eles já tinham cavado a cova, mas não tivemos permissão para ver essa parte.

E vocês não tiveram problema com isso?

Não, eu não queria ver mesmo. Mais tarde eles nos disseram que tiraram todas as roupas dele para que o corpo não pudesse ser identificado. Acho que ele ainda deve estar lá.

Vou deixar o link com a entrevista completa aqui. Freddie se mostra encantadora, uma mulher admirável que fez muito por seu país. A luta, a coragem e a resistência dela servem de inspiração para todas nós.