Um amor intenso e livre como eu

 

 

(Imagem: Tumblr)

Sabia que a cada dia que passa eu me torno mais apaixonada por você? Cada detalhe seu me encanta, a sua cara séria enquanto dirige, a sua boca bem desenhada pelo meu corpo, a maciez da sua pele contra a minha, a delicadeza dos seus traços, o cheiro suave de perfume do seu cabelo e contrapartida ao teu cheiro de homem do restante do corpo.

O seu beijo amoroso na minha bochecha até o seu beijo faminto quando me pega com desejo.

Me sinto perdida nos teus braços,  na ânsia de naufragar em você inteiro e de me agarrar nos teus cachos como uma tentativa de provar a mim mesma que tudo isso não é um sonho.

Sinto você em mim quando fecho meus olhos, e meu corpo estremece quando te vejo parado em meu portão com esses olhos profundos de menino.

Eu não me encontro em outro abraço,  nunca me encontrei em outro beijo e não sei lidar muitas vezes com as neuroses que o medo de te perder me traz.

Quero você como meu menino, meu homem, sem metades. Não me tire dos teus braços e nem dos teus pensamentos, preciso de você desesperadamente como uma necessidade básica, como um fruto maduro que que não aguenta o próprio peso em si e se derrama pelo o chão.

Teu peito é o meu chão, a segurança que eu preciso para continuar, para não me derramar, para não chegar ao fim.

Eu te amo por tudo aquilo que se atreve a ser teu, tudo que não te pertence, tudo que te constrói. E te amo mais ainda por esse sentimento não me podar de ser eu mesma.

Leitura necessária: Chimamanda Ngozie Adichie

(Foto: Divulgação)

 

Chimamanda Ngozie Adichie  é uma das escritoras nigerianas mais influentes e jovens da atualidade. Sua obra tem um enfoque feminista didático responsável por atrair cada vez mais a atenção das Africanas. Trata a importância dos temas de extrema importância com a leveza da literatura, sua escrita envolve ao mesmo tempo que mostra a partir de suas vivências os desafios sociais que a mulher vive na Nigéria de antes e de agora.

 

Conheça um pouco de sua obra, que já foi traduzida para mais de trinta línguas:

 

Meio sol amarelo: O livro agradou tanto que virou filme, conta a história de  irmãs gêmeas que não são nada parecidas. Enquanto uma abandona os jogos sociais de sua influente família para dar aulas e viver a revolução, a outra participa de todas as situações possíveis para se favorecer. O livro ilustra bem a divisão social da Nigéria, inclusive nos tempos da ditadura.

Meio sol amarelo, Companhia das letras

Americanah: Conta a história de amor entre dois jovens nigerianos em meio ao cenário da ditatorial. A menina passa por cima de todos os preconceitos e consegue estudar em uma das mais aclamadas universidades Dos EUA, porém quando retorna às suas raízes já como uma conceituada blogueira, se choca com a mudança do cenário e o que deixou para trás.

O livro vai bem além de uma história de amor, ele faz uma crítica social importantíssima de maneira inspiradora.

 

Americanah, Companhia das letras

Hibisco Roxo: Narradora e personagem, Kambili conta a sua história mostrando as opressões que sofreu por seu pai que abominava as raízes nigerianas e idolatrava o segmento católico, tal opressão religiosa o levou a negar o próprio pai e sua outra filha, porém ao decorrer da história a jovem se apaixona por um padre, e sua falta de perspectiva faz com que ela seja obrigada a sair da Nigéria.

Hibisco roxo, companhia das letras

Sejamos todos feministas: Uma palestra da autora que virou livro, e trata da importância da igualdade de gêneros, a partir de situações que ela mesma viveu durante o decorrer da sua vida em uma nigeria machista;  além de contar a experiência de outras mulheres e expor os julgamentos que sofreu.

Um livro super curtinho e gostoso de ler, fundamental para quem quer compreender um pouco mais sobre igualdade.

Sejamos todos feministas, companhia das letras

Extremamente inspiradora, Chimamanda tem uma escrita necessária, inclusive um de seus discursos foi musicado pela Beyonce, (https://www.youtube.com/watch?v=IBe9Vtodzg4)

Uma obra útil apenas para  maior conhecimento da Nigéria, mas sim livros  que mostram os desafios de ser mulher em países de construções machistas e preconceituosas, valorizando e apresentando o poder do feminismo e da liberdade de qualquer preconceito.

Site oficial: http://chimamanda.com/

Eu ainda estou aqui

 

                                            Foto: Tumblr

É tão difícil se libertar dessa situação de não se pertencer a nada, os anos passam e não sou mais uma criança, já era para eu ter me encontrado, e realmente me encontrei, mas não acredito que eu mesma me aceite totalmente.

Considero-me uma pessoa bem resolvida, e bem desconstruída, mas ainda tenho resquícios de uma sociedade que cria as mulheres para odiarem a si mesmas. Não me sinto encaixada, nem feliz com o meu corpo, possuo inseguranças de carreira e não me acho adequada o suficiente para muitos aspectos.

Vejo mulheres que nem imaginam a sua própria capacidade de brilhar por inseguranças incutidas em seus inconscientes, assim como eu sinto minha criatividade e motivação sendo reprimidos por uma sociedade completamente fechada para emponderamento de ideias. Por mais que tenhamos avançado e conquistamos cada vez mais espaço, eu me sinto ameaçada pela a vida em sociedade, ver um grande ator assumir um assedio sexual e continuar sendo protegido por muitos, me assusta.

Ligar a televisão e ver o corpo da mulher como um objeto usado para agregar valores a um homem me desmotiva, sinto como se essa situação nunca fosse mudar, como se estivéssemos estática nessa porra de era dos retrocessos.  Pode parecer besteira, mas me sinto presa no meu próprio corpo, uma alma liberta grudada em um uma carne que me judia, presa e intoxicada em um corpo mundano que ainda é obrigada a sobreviver nesta equação insolúvel.

Tenho medo de nunca me encontrar neste mundo, e mais medo ainda de me encontrar, queria deixar minha solidão de lado, mas ao mesmo tempo não quero me tornar parte desse pesadelo, nem compactuar com esse espiral de silencio sufocante.

Eu não mereço descontar um ódio que não é meu no meu próprio ser, não tem culpa dos absurdos impostos a mim.  Tenho meu próprio poder, e francamente, tenho tudo que eu preciso para me fazer feliz, e me satisfazer no aspecto que for.

Não vale a pena se padronizar, fingir sorrisos, abaixar a cabeça para as agressões que somos expostas todos os dias direta e indiretamente. Lutar vale a pena, porque independente do jeito que somos se andarmos unidas o amor, respeito, sororiedade jamais nos faltará.

Nós nos bastamos.

A namorada louca?

a namorada louca
Foto: Tumblr

Eu sinto ciúmes, portanto sou louca.

Sou neurótica, crio paranoias, sinto medo de perder, tenho medo do futuro e de estar fazendo tudo errado.

Tenho dificuldades de te imaginar com outro alguém, portanto sou louca.

Sou super a favor do poliamor, desde que seja bem longe do meu relacionamento.

Uma típica louca.

Meu ciúme não me faz ter ódio de outras mulheres, apenas me deixa insegura comigo mesma, louca.

Sou namorada louca que provavelmente muitas pessoas falam mal pelas costas, até porque a culpa vai ser sempre minha, da namorada.

Pense em um homem com as mesmas inseguranças e atributos que eu, ah ele será normal, apenas, amará demais sua companheira. Ou então a culpa vai ser da namorada pelos ciúmes do parceiro, ela deve provocar…

Imagine se um homem ficasse agressivo com uma curtida de um ex no facebook da companheira, quem seria o culpado?

Lógico que a namorada, porque de qualquer forma a loucura segundo a sociedade não é pertencente ao mundo masculino, mas o amor sim.

Um homem pode amar sentindo ciúmes, uma mulher não.

Um homem pode dar uma bofetada na cara da namora, porque afinal ela é a  louca não é mesmo? Um a mulher tem que tolerar um relacionamento abusivo regado a inseguranças e torturas mentais sem se defender, afinal o homem nunca é o culpado.

A mulher é sempre a vadia, e quando não é vadia é sonsa ou louca.

Não existe meio termo para a sociedade em relação às mulheres, todas merecem pedradas por suas insensatezes e supostas loucuras, já o homem… Ah o homem, pra que falar dele, coitado!

 

A ‘Cidade Persa’ de Marjane Satrapi

Nascida em Rasht e crescendo durante os primeiros anos da guerra Irã- Iraque em Teerã, a franco-iraniana Marjane Satrapi o qual adotou o nome artístico de Marjane Ebhamis anos mais tarde, passou a ser conhecida como a primeira mulher do Oriente Médio a ser indicada ao Oscar por sua série animada adaptada de seus quadrinhos, Persépoles, que retrata da sua infância até a vida adulta.
Crescendo num âmbito familiar instruído e politizado, pois seus pais eram comunistas, Marjane foi criada ouvindo histórias sobre os rebeldes e a queda do governo do Xá, Ruhollah Khomeini,  formando suas próprias opiniões sobre diversos assuntos, como os diretos femininos e religião. Ainda na pré adolescência, ao desafiar o sistema fanático de seu rígido colégio, seus pais decidiram manda-la para morar com uma amiga da família na Áustria, visando livrar-la da represália ditatorial.
Já em Viena ela começou estudar no Liceu Francês de Viena durante todo ensino médio, o qual nesse período teve que sair da casa dos amigos da família, passando pela casa de oito homossexuais, diversas republicas estudantis e pensionatos, o qual desse último, passou a morar nas ruas, adquirindo assim uma pneumonia grave que quase a levou a morte.
De volta a Teerã, mesmo rodeada pelos parentes e pela família, incluindo sua tão amada avó, dona de um perfume peculiar emanado das margaridas em seus seios, presas ao sutiã, Marji, apelido carinhoso de menina, adquirira uma depressão profunda. Após sair do momento depressivo, decidiu por se casar com Reza aos 21 anos por conta das leis iranianas de proibirem o namoro, forçando o matrimônio, mas contrariou as mesmas restrições três anos depois, pedindo o divórcio num país onde as mulheres que o conseguem , passam a ser vistas como constantemente prostitutas.
Com o seu diploma de Comunicação Visual pela faculdade de Belas Artes, a Universidade Islâmica Azad, Marjane se mudou para Estrasburgo, França, mas atualmente mora em Paris, onde trabalha como autora e ilustradora livros infantis.

Tem que ser pra sempre?

Imagem: Tumblr

Na nossa condição irracional, impetuosa, e muitas vezes invejosa temos ânsia de um pra sempre.

Seja o que for, temos a ideia de que todas as coisas não possuem a necessidade de fluir mas sim permanecer estáticas em nossas vidas, como se a escolha fosse apenas nossa, ou melhor necessária.

Vi amigas sustentando um relacionamento abusivo, quantos casamentos sem amor, quantos amigos cursando faculdades infelizes por não se identificarem com a carreira escolhida… Pra que?

Pra que relutar com o destino? Pra que sofrer em vão e derramar gotas de vida lutando por um pra sempre que supostamente deixa sua vida mais sólida ou mais “feliz”?

Por que não deixar o curso da vida nos arrebatar, e nos deixar livres, recomeçar do zero, até que por fim nos encontremos com nós mesmos?

Se pertencer talvez seja a missão mais complexa de nossas vidas, vivemos em busca da liberdade, mas talvez não saibamos ser livres, vivemos em buscas de correntes que fazem nossas vidas fazerem sentido sendo que só é possível viver sem correntes.

Não existem segredos para se viver, e nem livro de autoajuda que nos tire do abismo que chamamos de vida.

Opiniões alheias já não acrescentam mais. Relacionamento bengala, amizade interesseira, faculdade sem vocação, nada disso é vida! A vida tá no respirar livre, no dormir em paz, no reconhecimento de si mesmo quando olha para trás e possui orgulho do caminho seguido.

Só você pode se fazer feliz, e só você é pra sempre seu.

A revolução está no amor

(Foto: reprodução/internet)

 

É muito comum ver uma mulher tentando difamar outra como se precisasse disso para se acrescer como mulher, ou como ser humano.

Me digam por que caralhos existe essa necessidade de buscar defeito na outra? Pra que detonar a ex do atual sendo que ela fez parte da vida do seu atual tanto quanto você está fazendo?

A mídia, e a sociedade tentam o tempo todo rivalizar mulheres ou para vender cosméticos ou simplesmente para sustentar essa sociedade machista onde tudo gira em torno do p…. de homens, uma construção grosseira, mas extremamente verdadeira.

Do que adianta o seu feminismo, se ele humilha outras mulheres, se ele é racista, exclusivo ou difamatório?

A revolução começa no amor, não apenas pelo amor próprio, mas pelo amor entre nós mulheres umas pelas outras.

Pensem em um mundo onde ao invés de putas, gordas, feias, fossemos amigas, aliadas, seres que desconstroem juntas um universo podre voltado sempre para patriarcas.

Não vamos olhar para a outra como se ela fosse uma ameaça, uma inimiga, vamos dar as mãos, queremos as mesmas coisas à luta não é alcançável se deixarmos o ódio nos isolar e nos cegar.

Vamos chegar ao fim do caminho de mãos dadas, nos amando, nos apoiando e sendo muuito mais do que um instrumento de prazer masculino, sendo Irmãs que juntas fizeram a revolução acontecer com o amor.

Sobre as ausências de alma

(Foto: Divulgação) 

Eu sempre me senti sozinha mesmo em meio a multidão e achei que isso era apenas um dos meus sintomas depressivos, mas com o tempo tive certeza de que não era só isso.

A falta de dialogo e corpo a corpo nas relações cotidianas me assustava de um modo inexplicável, sai do ensino médio e semestres de faculdade se passaram, e comecei a perceber que minhas amizades corpo a corpo estavam se tornando virtuais. Já quase não encontrava meus amigos e meu único modo de contato com a grande maioria era via facebook.

O fato que que esses trilhões de amigos que tenho no facebook em sua grande maioria já foram meus amores, “crushs”, amigos, conhecidos, e hoje não passam de um numero que estampam a minha  pagina, e infelizmente com alguns nem virtualmente eu mantenho um simples dialogo mais.

Nem precisei de tanta terapia interpessoal para perceber que o que estava faltando na minha vida eram pessoas de alma cheia, olho no olho, sentir o calor, a conversa, e as risadas, discutir politica, sociedade, literatura, sexo, que seja, mas não apenas através de um comentário. 

Acho as relações ciberculturais super importantes para uma construção ativista , talvez, mas sinto falta da revolução humana, de sentir a vida em conjunto como ela é.

Pode parecer besteira, ou mais um texto critico a sociedade atual (se soa assim não foi a intenção) mas tudo que eu queria dizer nesse desenrolar de palavras e que sinto falta da verdade, de amigos do pulsar do meu coração com novidades, desleixos  e loucuras, ser humana me faz falta.  

Quatro livros de simples leitura sobre feminismo

 

A introdução do feminismo desde cedo se faz fundamental para o inicio de um empoderamento e para a quebra da sociedade machista construída pela cabeça patriarcal que vem perdurando de séculos ate os dias atuais.

Por esse motivo fiz uma seleção de livros com historias, e introduções ao feminismo de fácil leitura para todas com uma linguagem acessível a todas.

 

(divulgação)

     1-     Capitolina (Varias autoras) 

Uma seleção de textos de diversos temas escritos por feministas na revista virtual Capitolina (As ilustrações também.

 

 

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     2-     Eu quero ser eu (Clara Averbuck)

Com humor, senso critico e sensibilidade, a escritora Clara Averbuck conta a historia de uma menina rebelde que se recusava a mudar sua opinião para se encaixar na normalidade do mundo atual

 

 

(divulgação)

 3-  O Que É O Feminismo (Branca Moreira)

O livro da Branca Moreira confronta os problemas vivenciados pelas mulheres na sociedade atual fazendo um paralelo com os tempos medievais.

 

(divulgação)

     4-     Feminismo e política (Flavia Birolli e Luis Felipe Miguel)

O livro destaca temas de debates feministas e políticos explicando as teorias de forma simples fazendo com que todas as mulheres compreendam e se familiarizem com o assunto.

AMOR (IM)PROVÁVEL

Quando a noite cai, surge a mais solitária das estrelas. Sirius, a estrela mais brilhante do céu noturno, brilho esse que atrai muitos olhares. Nenhum que a fizesse feliz. Não posso dizer que ela não conhecia a felicidade, mas garanto a vocês, ela estava incompleta. Sempre cercada de outros como ela, sempre cercada de outros diferentes dela, sempre olhando ao redor à procura de algo mais.

A noite caiu, Sirius surgiu. Sua procura estava quase no fim quando se deparou com o olhar do Astrônomo. Seus lindos olhos a atraíam de forma extrema, era como se eles fizessem um pedido… “Sorria para mim, minha linda estrela”. E assim ela o fez.

E essa cena foi se repetindo por muitas noites. Eles se encontravam (da maneira que lhes era possível), conversavam, sorriam, se olhavam, se sentiam, se amavam. Mas Sirius tentava ir contra tudo o que se passava. Como poderia se deixar apaixonar por alguém tão inalcançável? Jamais poderiam ficar juntos!

Ela quis aumentar a distância entre eles, mas não conseguiu. E de que forma? Não era possível se afastar, tarde demais para fugir e intenso demais para ignorar.

Ao mesmo tempo em que ela negava seus sentimentos, ela também se apegava. Passou a enxergar um homem incrível. “Ele é tão inteligente, dedicado, carinhoso, verdadeiro, apaixonado… eu estou apaixonada”, assim ela começou a pensar.

O Astrônomo alcançou o coração da estrela. E de tal forma, que não foi necessário criar uma galáxia para viverem juntos, Sirius desceu do céu só para poder entregar todo o amor que ele despertou dentro dela. Não era mais necessário procurar por algo que a fizesse feliz. A estrela mais brilhante do céu noturno uniu-se a um Astrônomo para provar ao mundo que o amor existe para todos. Não importa onde você está.