Eu amo o que acredito que você cause em mim

 

 

    (Foto: Tumblr)

 

A manhã dá as caras, e me escancaram no espelho mais uma noite mal dormida, olheiras profundas e o desejo de uma alforria inalcançável.

Talvez eu devesse parar de fumar, ou até ler menos, esses fatores principais da minha personalidade são as que mais destroem minha pele e meu sono. A minha cabeça trovoa, talvez se você estivesse aqui eu saberia silenciar minha mente insana com o timbre da tua voz, ou  umas caminhadas pelas ruas da augusta me deixariam mais leve,mesmo me lembrando com nostalgia um passado recente que tanto me tortura.

O cigarro que citei no começo do texto já se faz aceso novamente, minha cabeça cigana circula por entre portas e janelas, as nuvens me fazem pensar em tudo que eu já fiz na minha vida, tento entender meus desejos e controlo minha vontade de me atirar na vida e quem sabe gritar seu nome, ou talvez caçar o seu perfume em algum outro corpo por aí.

Construir mais um texto sem padrões, sem métrica, sem rima, sem coesão, talvez minhas linhas sejam só agudas como um reflexo do meu próprio eu, talvez meu negócio seja o estrago, a bagunça, a tara por algo que eu nem sei o que.

Escrevo a você porque supostamente a sua presença é o que existe de mais sutil e ligeira em minha vida, a bagunça dos meus vícios, e a ilusão de uma calmaria. Eu não te amo, eu amo o que eu acredito que você cause em mim, e eu nem ao menos sei qual o sentido de tantas linhas tortas às 10h59 da manhã, eu só sei que preciso escrever para me manter acordada em meio a fuligem, e as obrigações do cotidiano.

Já dizia Rubi:

“Se teu amor te pesa mais que o mundo que carregas: degela-o e deixa-o beber os deltas”

A Solidão foi uma escolha que eu sempre fiz, mas sempre relutei com os meus próprios princípios. Eu me amo, eu me admiro, eu me conheço, mas os  freaks pela marginalidade que me habitam, confundem e me transtornam. Talvez você possa vir aqui para fumarmos um cigarro, e tomarmos um café como nos velhos tempos, eu finjo que não te conheço, e talvez não conheça mesmo mais.

Acho que minha vida é uma inspiração de Baden, e você é  meu samba triste, talvez o destino seja rimas tortas de amor e travesseiro que nunca farão sentido pra ninguém.

A penumbra é o consolo da almas solitárias que esquecem ter sangue circulando nas veias, que se escondem atrás de seus próprios descaminhos, nos salve do fim, ou engula minhas linhas aleatórias, dificuldades com vírgulas e crases por mais umas centenas de textos.

Um amor intenso e livre como eu

 

 

(Imagem: Tumblr)

Sabia que a cada dia que passa eu me torno mais apaixonada por você? Cada detalhe seu me encanta, a sua cara séria enquanto dirige, a sua boca bem desenhada pelo meu corpo, a maciez da sua pele contra a minha, a delicadeza dos seus traços, o cheiro suave de perfume do seu cabelo e contrapartida ao teu cheiro de homem do restante do corpo.

O seu beijo amoroso na minha bochecha até o seu beijo faminto quando me pega com desejo.

Me sinto perdida nos teus braços,  na ânsia de naufragar em você inteiro e de me agarrar nos teus cachos como uma tentativa de provar a mim mesma que tudo isso não é um sonho.

Sinto você em mim quando fecho meus olhos, e meu corpo estremece quando te vejo parado em meu portão com esses olhos profundos de menino.

Eu não me encontro em outro abraço,  nunca me encontrei em outro beijo e não sei lidar muitas vezes com as neuroses que o medo de te perder me traz.

Quero você como meu menino, meu homem, sem metades. Não me tire dos teus braços e nem dos teus pensamentos, preciso de você desesperadamente como uma necessidade básica, como um fruto maduro que que não aguenta o próprio peso em si e se derrama pelo o chão.

Teu peito é o meu chão, a segurança que eu preciso para continuar, para não me derramar, para não chegar ao fim.

Eu te amo por tudo aquilo que se atreve a ser teu, tudo que não te pertence, tudo que te constrói. E te amo mais ainda por esse sentimento não me podar de ser eu mesma.

Becuz I Care

Esta é a sua chance de recuperar a fé na humanidade, e de reforçar aquele clichê de que a salvação do mundo são as nossas crianças.

     Uma iniciativa, um projeto, um chamado de uma garotinha de 10 anos durante suas férias tem alcançado milhares de pessoas ao redor do mundo, e consequentemente, fazendo muitos questionarem suas relações e ações enquanto sociedade e comunidade.

     Leah Nelson, começou nas férias de verão uma espécie de corrente do bem. Ela queria mostrar como ser gentil pode mudar a vida de alguém. E o objetivo dela é bem simples: tornar o mundo um lugar agradável e melhor de se viver.

     Uma criança, que poderia aproveitar as férias, brincar, dormir até tarde, jogar videogame. Uma criança que teoricamente não teria essa responsabilidade, que não precisaria se importar.

 

“Eu só quero que o mundo seja um lugar melhor”

-Leah Nelson

 

     A iniciativa é uma mistura de filantropia e experimento social. É simples. Basta ser gentil com alguém, ou ajudar uma família/ indivíduo em necessidade. Da forma que você puder. Seja arrecadando roupas, alimentos, seja proporcionando um dia melhor, ou apenas dedicando um tempo para alguém que se sente só. Você pode preparar uma refeição, entregando uma água, fazer um elogio, doar um agasalho… Coisas tão pequenas talvez para nós, mas para quem está em dificuldades se torna grandioso.

     E para selar esta boa ação, você presenteia a pessoa com uma pulseira. Este é o símbolo do compromisso de fazer o mesmo a outro alguém, e assim repassar a pulseira de uma pessoa à outra.

https://www.facebook.com/becuzIcare11/

     Leah também criou um fundo para receber doações para projetos maiores como ajudar escolas, fazer projetos sociais maiores, e também para a produção das pulseiras símbolo de sua campanha. Hoje ela conta com a ajuda de amigos, dos familiares e de vários voluntários espalhados pelo mundo, incluindo aqui no Brasil.

     Um passo dado por Leah. No

     Uma coisa que seria tão óbvia, mas que esquecemos com a rotina: ser gentil.

     Faça parte. Seja uma pessoa melhor.

 

Eu ainda estou aqui

 

                                            Foto: Tumblr

É tão difícil se libertar dessa situação de não se pertencer a nada, os anos passam e não sou mais uma criança, já era para eu ter me encontrado, e realmente me encontrei, mas não acredito que eu mesma me aceite totalmente.

Considero-me uma pessoa bem resolvida, e bem desconstruída, mas ainda tenho resquícios de uma sociedade que cria as mulheres para odiarem a si mesmas. Não me sinto encaixada, nem feliz com o meu corpo, possuo inseguranças de carreira e não me acho adequada o suficiente para muitos aspectos.

Vejo mulheres que nem imaginam a sua própria capacidade de brilhar por inseguranças incutidas em seus inconscientes, assim como eu sinto minha criatividade e motivação sendo reprimidos por uma sociedade completamente fechada para emponderamento de ideias. Por mais que tenhamos avançado e conquistamos cada vez mais espaço, eu me sinto ameaçada pela a vida em sociedade, ver um grande ator assumir um assedio sexual e continuar sendo protegido por muitos, me assusta.

Ligar a televisão e ver o corpo da mulher como um objeto usado para agregar valores a um homem me desmotiva, sinto como se essa situação nunca fosse mudar, como se estivéssemos estática nessa porra de era dos retrocessos.  Pode parecer besteira, mas me sinto presa no meu próprio corpo, uma alma liberta grudada em um uma carne que me judia, presa e intoxicada em um corpo mundano que ainda é obrigada a sobreviver nesta equação insolúvel.

Tenho medo de nunca me encontrar neste mundo, e mais medo ainda de me encontrar, queria deixar minha solidão de lado, mas ao mesmo tempo não quero me tornar parte desse pesadelo, nem compactuar com esse espiral de silencio sufocante.

Eu não mereço descontar um ódio que não é meu no meu próprio ser, não tem culpa dos absurdos impostos a mim.  Tenho meu próprio poder, e francamente, tenho tudo que eu preciso para me fazer feliz, e me satisfazer no aspecto que for.

Não vale a pena se padronizar, fingir sorrisos, abaixar a cabeça para as agressões que somos expostas todos os dias direta e indiretamente. Lutar vale a pena, porque independente do jeito que somos se andarmos unidas o amor, respeito, sororiedade jamais nos faltará.

Nós nos bastamos.

O feminismo e o ensino fundamental

 

Imagem reprodução/internet

 Muito tem se falado sobre feminismo nos últimos anos. O movimento cresceu assim como o ódio por ele.

Mas em dias em que meninas ainda na infância são alvos de pequenos gestos machistas, de opressões mascaradas de brincadeiras e baixa estima, precisamos mais do que nunca iniciar ainda mais cedo a educação aliada ao feminismo.
E eu explico.

Em algumas escolas da região, meninas são obrigadas a passar parte do intervalo, recreio, ou chame como quiser, sentadas para que os meninos possam correr livremente, sem as tocar, sem as observar ou fazer “brincadeiras” sobre seus corpos ainda em formação.

Em algumas escolas é ensinado às meninas que devem se omitir perante os meninos. Que devem não se misturar, não devem fazer as mesmas atividades porque não são apropriadas para meninas.

Como se isso já não fosse ruim, as meninas são as únicas que sofrem a ditadura do uniforme, a advertência pelo tamanho do short, a pressão para estarem sempre alinhadas.

E tem mais: em casa, a rotina dessas meninas não muda. Pois os pais, por hora despreparados, incentivam a anulação das meninas, bem como romantizar os relacionamentos abusivos de desde a infância da criança.

Percebemos que as escolas que se intitulam a extensão de nossas casas, tomaram como regra punir as meninas por serem mulheres. Ora, é mais fácil do que ensinar o respeito aos meninos, afinal eles são homens. É isso é normal, não é?

Se um colega bate em você, isso é sinal de que ele te ama. Se ele puxa seu cabelo é demonstração de carinho. Se ele te zoa no intervalo é porque secretamente é apaixonado. Se ele passa a mão em seu corpo sem a sua permissão, você devia agradecer por ele te achar linda.

Esse tipo de atitude reforça o machismo e seus privilégios. Esses meninos precisam aprender que ser criança não invalida a crueldade de seus atos. E é na escola onde a gente começa a nossa formação social. É na escola que aprendemos como ser indivíduos de uma sociedade. E é nesta mesma escola que todos deveriam se sentir seguros e confortáveis, independente de sua condição sexual ou gênero.

Isso só vai mudar quando ensinarmos nossas meninas a não se calar. Quando ensinarmos que elas são mais especiais e importantes do que está refletido em um espelho. Que elas podem e devem experimentar toda e qualquer atividade escolar, desde o futebol até a horta comunitária. Que elas não vieram ao mundo para servir e sim para somar. Que elas são lindas, cada uma com sua característica, e que ninguém que diga o contrário deve ser levado em conta.

Isso vai mudar quando meninos, homens, forem punidos por invadir os corpos das nossas meninas. Quando forem punidos por agredirem e violarem o espaço delas. Quando entenderem que mulheres devem ser respeitadas. Quando pararem de responsabilizar as mulheres pelos seus atos.

Temos um longo caminho. Mas pra começar precisamos apenas de um passo.

Quatro livros de simples leitura sobre feminismo

 

A introdução do feminismo desde cedo se faz fundamental para o inicio de um empoderamento e para a quebra da sociedade machista construída pela cabeça patriarcal que vem perdurando de séculos ate os dias atuais.

Por esse motivo fiz uma seleção de livros com historias, e introduções ao feminismo de fácil leitura para todas com uma linguagem acessível a todas.

 

(divulgação)

     1-     Capitolina (Varias autoras) 

Uma seleção de textos de diversos temas escritos por feministas na revista virtual Capitolina (As ilustrações também.

 

 

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     2-     Eu quero ser eu (Clara Averbuck)

Com humor, senso critico e sensibilidade, a escritora Clara Averbuck conta a historia de uma menina rebelde que se recusava a mudar sua opinião para se encaixar na normalidade do mundo atual

 

 

(divulgação)

 3-  O Que É O Feminismo (Branca Moreira)

O livro da Branca Moreira confronta os problemas vivenciados pelas mulheres na sociedade atual fazendo um paralelo com os tempos medievais.

 

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     4-     Feminismo e política (Flavia Birolli e Luis Felipe Miguel)

O livro destaca temas de debates feministas e políticos explicando as teorias de forma simples fazendo com que todas as mulheres compreendam e se familiarizem com o assunto.

Precisamos falar sobre depressão

Precisamos falar sobre depressão

 

Escrevi esse texto porque estou cansada de ver gente romantizando depressão.

Vamos lá, depressão é uma coisa séria e não um capricho adolescente, e nem uma invenção para chamar a atenção.

As crises são terríveis a ponto de não permitir que a pessoa saia da cama, se entregue a choros  pouco a pouco perdendo a vontade de fazer qualquer tipo de atividade.

Aceitação e tratamento são o fundamental para a sua vida, a doença em si não te prejudicará em nada, mas o modo que você digere palavras alheias sim.

Não deve ser normal falar para uma pessoa que sofre desse mal que a culpa é dela, que tudo pode se resolver basta querer. Assim como um monstro de mil braços a depressão agarra as vitimas e as sufoca de modo que elas nem ninguém são capazes impedir.

Tenho depressão desde os 16 e sinto crises existenciais constantes, por muito tempo me senti pressionada achando que a culpa era minha, que precisava me render alguma forma, ser grata a minha vida ou simplesmente “parar de frescura” como todos a minha volta recomendava.

Meu recado não é para essas pessoas que por muitas vezes por falta de informação ou simplesmente falta do que fazer recomendam para que pessoas que sofram desse mal simplesmente o deixem pra lá e aproveitem a vida que tem. A única coisa que eu tenho a dizer a pessoas que rodeiam alguém que sofre com depressão é: cuidado com suas palavras, algo que não te fere pode soar brutal a esse alguém, tomar cuidado com as palavras ditas é o mínimo que você deveria ter aprendido com a tia do pré.

Pessoa como eu que possuem o diagnostico, precisam mais do que nunca acreditar em si mesmas, realizar o tratamento e por hipótese nenhuma deixar seu brilho se corromper com amarguras alheias.

A culpa não é sua, e você não tem controle sobre seus sentimentos e tão pouco sobre esse monstro que te rouba à vitalidade, você não precisa da opinião dos outros e tão pouco da pena de ninguém.

Você é bem mais que tudo isso e não precisa de boas palavras e tão pouco de más, só precisa da coragem de ser tudo que és, sem limites, ou mentiras, mas com devaneios, ânsias, amores e loucuras, como qualquer outro ser. Acredite no atual momento estamos todos inabitáveis.

Sobre encontrar o amor sem abrir mão de si mesma

sobre encontrar o amor sem abrir mão de si mesma

Nunca imaginei que sentiria uma paixão arrebatadora, até porque sempre liguei coisas do coração com perda de autonomia e razão, mas o tempo passou (impressionantemente de modo muito rasteiro) e eu me deparei com uma pessoa que roubou completamente meus pensamentos insanos e as minhas risadas escandalosas.

Meu medo da entrega podou com que eu me entregasse e eu relutei de todas as maneiras que pude, mas cheguei à conclusão de que estaria fazendo pior merda se deixasse o fulano sair da minha vida por não ter certeza do que realmente é amar.

Com o tempo de relacionamento percebi que não precisava abrir mão de nada para se amar, vi que era possível ser de alguém sendo completamente minha, e percebi que estava entregue a uma paixão saudável que me fazia amadurecer e preenchia a minha vida com uma magia que a solidão nunca tinha sido capaz de fazer.

Foi então, em um domingo à noite enquanto fazia uma retrospectiva da minha vida e escolhas que resolvi escrever esse texto para mulheres que pensam exatamente como eu pensava.

Querer ficar sozinha é algo completamente válido e normal, até porque ninguém será capaz de te fazer feliz se primeiramente você não for capaz de se fazer feliz, mas dai até abrir mão completamente de viver algo intenso e verdadeiro com um alguém pode (e vai) te render muitos arrependimentos futuros.

Dividir suas historias, loucuras, devaneios com alguém que saiba valorizar cada uma dessas coisas é uma verdadeira delicia, olhar nos olhos dessa pessoa e saber que ela admira cada qualidade sua, e apesar de conhecer os seus defeitos está disposto a viver contigo tudo que tiver que viver.

Por esses e outros motivos, percebi que o verdadeiro sentimento que faz com que você comece uma relação com alguém é aquele que não te impede de viver e sim aquele que te liberta, abre seus horizontes enquanto te faz sentir capaz de ser e fazer o que quiser no mundo.

O que prende, sufoca, intoxica e te impede de ser livre nunca deve ser rotulado como amor e tão pouco merece ser vivido.

O amor não te dá escolhas entre viver um romance ou uma carreira, não te obriga a formar uma família, e tão pouco dá palpite em suas roupas, comportamento, amizades.

O verdadeiro amor te apoia, enche a cara contigo, e faz com que você se sinta livre para só assim sentir de verdade cada segundo da sua vida valendo a pena.

Diferente dos contos de fada: seis livros infantis que vão além de um “felizes para sempre”

O universo infantil é regado de futilidades, princesas de corpos magros e feições delicadas, fadas madrinhas, príncipes encantados que surgem para salvar donzelas submissas e indefesas, além de outros estereótipos “encantados” prontos para modelar crianças para a vida adulta integrada a uma sociedade onde não existe espaço para as diferenças e tão pouco para uma igualdade de gêneros.
Pensando nisso, fiz questão de selecionar seis livros onde contos de fada são desbancados por histórias que realmente possuem algo a dizer.

1-    Malala, a menina que queria ir para a escola
A protagonista da história, além de real dá um exemplo de resistência, luta e emponderamento. Atualmente com 19 anos continua na luta pela a educação das mulheres de seu Pais.

2-    Procurando firme
Conta a história da personagem Linda- flor, uma princesa que deseja bem mais do que um marido e a submissão das regras de seu reino. Seu maior desejo é conhecer o mundo e se aventurar!

3-    Olivia não quer ser princesa
Olivia é uma porquinha irreverente que enfrenta uma crise de identidade infantil. Enquanto todas as suas amigas querem se tornar uma princesa, Olivia sente a necessidade de ser diferente, sonhar sonhos diferentes. Isso faz com que a contestadora porquinha busque alternativas para descobrir o que deseja ser

4-     Quase de verdade
Ulisses é um cachorro que late histórias para a sua dona, entre essas histórias uma aventura que viveu no quintal da senhora Oniria. Lá existia vários galos e galinhas felizes, porém a enorme figueira que tinha inveja de toda essa alegria  estava disposta a tudo para acabar com ela. 
Clarice Lispector mostra de forma suave e infantil  sentimentos humanos.

5-    Cici tem pipi?
Para Max a sociedade  era dividida em pessoas com pipi, que eram mais fortes por terem pipi, e as sem pipi. Até que em um belo dia, uma nova aluna entra para a turma de Max e o deixa intrigado. Cici não desenha florzinhas, joga bola, e anda de bicicleta. Logo o menino levanta a hipótese: Será que Ceci tem Pipi?
A história é incrível e trata as semelhanças e diferenças entre meninos e meninas.

6-    Pippi meialonga

A personagem tem apenas 9 anos, incrivelmente forte, sem pai e nem mãe Pippi aprendeu a ser independente e corajosa desde cedo. Possui sempre a resposta na ponta da língua, além de uma extrema confiança em si mesma.

Qual é a necessidade de ser pequena?!

 Tá aí uma das milhões e infinitas coisas que me incomodam absurdamente! Não é de hoje que sobrevivo quase que de modo obtuso aos ditames de grandezas que atingem, com assombro, a existência das mulheres – de muitas! Mas, enfim, onde mora o impasse? Eu respondo! No “inha”, no Mi, no Nay, no La, no Tha, e por aí vai! Tudo bem! Eu até entendo a facilidade promovida pele encurtamento, mas, então, por que diabo não nos deparamos com tanta fluidez em apequenar o masculino?! Pelo contrário, pois, ainda que notoriamente pequeno, são eles donos do “ão”. Logo, é Lucão pra lá, Murilão pra cá, Felipão de cá, e assim segue o roteiro.

Minha ideia, sem pretensões mais analíticas, é que há uma pura e grave ameaça a virilidade, pois quem se arriscaria a chamar um homem de Felipinho, por exemplo?! Claro, a menos que a intenção seja a sátira, não há aplicação que denote o contrário. E é aí a minha grande implicância, pois se relegado ao deboche ou ao atributo da fragilidade, é porque nós, ainda que gentilmente, somos fixadas no paradigma arrogante de nos postar em menor escala.

O problema, ademais, é tão irresolúvel e enraizado na mentalidade humana que, quando fazemos uso da formalidade nominal completa, incorremos no grande risco de arranharmos vulnerabilidades e amadurecermos relações de pouca empatia. Até mesmo porque o legado do menor e pequeno se incute afavelmente nas novas formas de nos invocarmos. É quase que um simpático ursinho de pelúcia estendido no meu colchão! Só que eu detesto ursinho de pelúcia e, portanto, requeiro por direito e certidão que se mantenha a designação abstrata que me ofertaram ainda pequena – sem mais, nem menos! Por favor.