Mudar mais uma vez

Mudar mais uma vez

Somos um blog em constante transformação. Já passamos por mudanças na equipe, na plataforma, no visual, nas colunas… No início do ano, inclusive, tivemos tudo isso de uma vez. E agora é momento de mudar novamente.

Desde que viemos para o WordPress, há quase 4 meses, temos usado este template, escolhido de forma até meio descuidada. Ele, no entanto, não atende as nossas necessidades, por vários motivos. Estamos mudando para um novo, pensado com mais cautela. E que deve ter bem mais a ver com nossa proposta, além de proporcionar uma melhor experiência para o visitante.

Aproveitando a oportunidade trazida pela reforma, vamos também botar ordem na casa. Tirar uma poeira daqui, rearranjar uns móveis de lá, colocar umas plantinhas pra dar vida ao lugar… Pequenas coisas que parecem simples, mas que ajudam a dar ânimo para nós, autoras, e que esperamos que possam também motivar vocês, leitores.

É por isso que colocamos o blog oficialmente em manutenção. Ele já estava parado há um tempinho, mas trazer esse caráter formal nos dá o empurrãozinho que precisávamos para tocar logo essa transformação. Voltaremos em breve. E, como toda mudança dá um pouco de medo, que o friozinho na barriga seja um motivo a mais para voltarmos ainda mais fortes. Até mais!

Glossário LGBT+, entenda e nos ajude a entender

Não se esqueça, nossos glossário sempre serão corrigidos/atualizados de acordo com o que aprendemos, nos deixe suas considerações nos comentários.

Existem muitas nomenclaturas no mundo LGBT+ e nem todas são familiares. Por isso, resolvi criar nosso segundo glossário (o primeiro), para que possa ajudar a todos os que tenham interesse em saber mais.

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A importância da educação para as mulheres

Falamos várias vezes da importância de valorizar as diversas artes feitas por mulheres, principalmente literária, porém não levamos em consideração o fato de que vivemos em uma sociedade em que nem todas as mulheres tem acesso à educação. As causas dessa, não educação as mulheres, são muitas e não podemos deixar de enfatizar que em sua maioria as mais atingidas são mulheres negras e periféricas.

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Eu amo o que acredito que você cause em mim

 

 

    (Foto: Tumblr)

 

A manhã dá as caras, e me escancaram no espelho mais uma noite mal dormida, olheiras profundas e o desejo de uma alforria inalcançável.

Talvez eu devesse parar de fumar, ou até ler menos, esses fatores principais da minha personalidade são as que mais destroem minha pele e meu sono. A minha cabeça trovoa, talvez se você estivesse aqui eu saberia silenciar minha mente insana com o timbre da tua voz, ou  umas caminhadas pelas ruas da augusta me deixariam mais leve,mesmo me lembrando com nostalgia um passado recente que tanto me tortura.

O cigarro que citei no começo do texto já se faz aceso novamente, minha cabeça cigana circula por entre portas e janelas, as nuvens me fazem pensar em tudo que eu já fiz na minha vida, tento entender meus desejos e controlo minha vontade de me atirar na vida e quem sabe gritar seu nome, ou talvez caçar o seu perfume em algum outro corpo por aí.

Construir mais um texto sem padrões, sem métrica, sem rima, sem coesão, talvez minhas linhas sejam só agudas como um reflexo do meu próprio eu, talvez meu negócio seja o estrago, a bagunça, a tara por algo que eu nem sei o que.

Escrevo a você porque supostamente a sua presença é o que existe de mais sutil e ligeira em minha vida, a bagunça dos meus vícios, e a ilusão de uma calmaria. Eu não te amo, eu amo o que eu acredito que você cause em mim, e eu nem ao menos sei qual o sentido de tantas linhas tortas às 10h59 da manhã, eu só sei que preciso escrever para me manter acordada em meio a fuligem, e as obrigações do cotidiano.

Já dizia Rubi:

“Se teu amor te pesa mais que o mundo que carregas: degela-o e deixa-o beber os deltas”

A Solidão foi uma escolha que eu sempre fiz, mas sempre relutei com os meus próprios princípios. Eu me amo, eu me admiro, eu me conheço, mas os  freaks pela marginalidade que me habitam, confundem e me transtornam. Talvez você possa vir aqui para fumarmos um cigarro, e tomarmos um café como nos velhos tempos, eu finjo que não te conheço, e talvez não conheça mesmo mais.

Acho que minha vida é uma inspiração de Baden, e você é  meu samba triste, talvez o destino seja rimas tortas de amor e travesseiro que nunca farão sentido pra ninguém.

A penumbra é o consolo da almas solitárias que esquecem ter sangue circulando nas veias, que se escondem atrás de seus próprios descaminhos, nos salve do fim, ou engula minhas linhas aleatórias, dificuldades com vírgulas e crases por mais umas centenas de textos.

A roupa que oprime

Desde pequenas, nós mulheres, somos moldadas e influenciadas pelo patriarcado e machismo em relação a como nos vestimos.

 

Menina usa rosa. Menina não usa coisa de super herói. Menina que usa saia curta é “puta”. Menina que usa roupa “comportada” demais é puritana. Menina tem que gostar de maquiagem. Menina tem que usar salto.

Imagem: internet 

A necessidade de uma mulher “feminina”, cheia de padrões estéticos e consequentemente, de um modelo de mulher perfeita, vem de uma sociedade que idealiza um comportamento de nós.

 

Incomoda os ouvidos escutar alguém falando “ela foi estuprada por que estava de saia curta” ou “olha como ela se veste, estava pedindo”. Até quando nossas roupas vão ser julgadas em prol de culpar a vítima?

Imagem: internet 

 

Além disso, mulheres​ pouco femininas são rotuladas e criticadas, em uma sociedade que luta cada dia mais para reforçar que mulher precisa se maquiar, usar salto e roupas adequadas.

 

É claro que nós mulheres donas das nossas vidas e corpos, podemos nos arrumar da forma que quisermos, isso é apenas uma reflexão sobre o que as vezes nem percebemos que é imposto é fruto da nossa sociedade patriarcal.

Jornalista cultural escreve sobre literatura contemporânea

Livros por Lívia: jornalista escreve sobre suas leituras

No ar há quatro anos, blog reúne resenhas de autores contemporâneos

www.livrosporlivia.com

 

     Baiana de Salvador, Lívia Corbellari reside no Espírito Santo desde os sete anos de idade – Vitória é sua cidade natal do coração. Aos 27, a jornalista cultural mantém uma profunda relação com a literatura desde suas primeiras leituras. “Me encanta muito conhecer outras histórias. A leitura sempre me ajudou a lidar com meus próprios problemas”, lembra.

Suas resenhas literárias deram vida ao Livros por Lívia, blog que reúne reportagens e resenhas de autores contemporâneos. Hoje com quatro anos de funcionamento, o endereço é referência na divulgação de obras capixabas, sendo ponte também de outros projetos, a exemplo do Cachaçada Literária, evento propõe aproximar o público leitor dos escritores de forma descontraída – com sarau, apresentações musicais e drinks especiais. Nessa simples entrevista para coluna Ideia D´elas, Lívia Corbellari fala sobre a trajetória do blog, literatura feminina e o mercado de editoras independentes.

“Finalmente estamos tendo voz”

Lívia Corbellari

ANA: O Livros por Lívia¸ até onde sei, começou com o objetivo de publicar resenhas de obras capixabas. Como foi o desenrolar desse objetivo?

LÍVIA CORBELLARI: Na verdade, no começo era muito mais amplo. Eu resenhava tudo que eu lia, livros capixabas, de outros estados, de outros países. Em 2013, eu trabalhava como jornalista cultural no Século Diário [jornal online de Vitória] e recebia muitos livros de diversas editoras. Fui percebendo que quando resenhava um livro daqui, o retorno era muito mais legal, o autor vinha falar comigo e muitas pessoas iam atrás do livro porque não sabiam que tinha literatura de qualidade sendo produzida aqui.

O Livros por Lívia nasceu como um portfólio desses textos que eu escrevia para o jornal e aos poucos foi ganhando vida própria. Foi nesse momento que resolvi focar nos autores daqui. Depois o blog foi desenvolvendo outros trabalhos envolvendo autores capixabas, como produção de eventos, lançamentos de livros, assessoria para escritores e o próprio Cachaçada Literária.

ANA: Escrever sobre literatura requer um conhecimento aprofundado, mais sensível às palavras e leitura. Quando e como se deu sua relação com a literatura?

LÍVIA: De fato, a leitura quando você vai escrever sobre a obra é diferente. Às vezes, leio duas vezes. A primeira só para me divertir mesmo e a segunda para escrever, onde separo trechos interessantes, faço observações, busco referências. Sobre a minha relação com a literatura, não lembro bem quando começou. Acho que desde que aprendi a ler, eu estou lendo rsrsrs. Claro que essa relação foi mudando com o tempo. Acho que me encanta muito conhecer outras histórias, a leitura sempre me ajudou a lidar com meus próprios problemas.

ANA: Para a produção das resenhas literárias, quais critérios você utiliza para escolher a obra a ser resenhada e como esta análise é feita?

LÍVIA: Meu critério é muito subjetivo. Eu leio de tudo, mas acabo resenhando só o que eu gosto. Ainda não consigo escrever textos negativos sobre os livros, quando não gosto, prefiro não escrever. Eu faço críticas e aponto as questões que não gostei, mas não me sinto uma crítica literária porque me falta estudo, acaba sendo algo intuitivo mesmo. Minhas resenhas são sobre o que senti lendo o livro, elas quase beiram a crônicas.

Escritoras capixabas: Cora Made

ANA: Como você avalia o mercado editorial e a produção literária capixaba?

LÍVIA: A literatura produzida aqui é muito diversa, temos romances policiais, contos longos, contos curtos, poesia de diversos estilos e temos escritores e escritoras produzindo em igualdade e muitos escritores das idades mais variadas. A literatura tem se voltado cada vez mais para mercados pequenos e de nicho e aqui no estado temos esse mercado bem dinâmico também.

ANA: Em Vitória, temos um crescimento visível de escritoras e poetas. Mulheres escrevendo sobre mulheres. Qual a importância desse novo movimento da literatura feminina para nossa cidade?

LÍVIA: Esse movimento é muito importante e é incrível. Vejo as meninas se movimento em todas as áreas e não só na literatura, finalmente estamos tendo voz. Claro que o caminho ainda é muito logo, mas estamos dando um primeiro passo para as novas gerações terem muito mais espaço do que nós tivemos.

ANA: Quais obras de escritoras que te marcaram você recomenda?

LÍVIA: A teus pés, de Ana Cristina Cesar; Um útero é do tamanho de um punho, de Angelica Freitas; Amora, de Natalia Borges; Hibisco Roxo, de Chimamanda Ngozi; Afazeres domestico, de Lilian Aquino.

ANA: E escritoras capixabas?

LÍVIA: Aline dias, Isabella Mariano, Fabíola Colares, Sarah Vervloet, Cora Made, Benadette Lyra e Ingrid Carrafa.

Acompanhe as resenhas e os projetos divulgados pelo blog

Site: www.livrosporlivia.com

Facebook: @livrosporlivia

Até breve! | Pausa no Blog

     Se tem uma coisa que eu aprendi nessa vida é que a gente tem que saber a hora de dar uma pausa e respirar. Com o blog isso não poderia ser diferente. Nós amamos o que fazemos e temos muito orgulho do conteúdo que entregamos para vocês. Mas, infelizmente, nosso trabalho estava sendo comprometido por inúmeros fatores.

     Nós somos quatro autoras, e se as quatro estão tendo dificuldades de continuar postando e estão estafadas pelos compromisso (com o blog ou não), é sinal que precisamos de férias. Infelizmente de outros compromissos nós não podemos nos desvincular, mas o blog era pra ser uma atividade prazerosa. Como escrevemos aqui por amor e despretensiosamente, optamos por parar por uns dias.

     Não, isso definitivamente não é um adeus. É sim um até breve. Não temos uma data certa de retorno, mas será dentro de alguns meses. Nesse tempo, além de refrescar a mente (o que pode até nos ajudar a ter mais ideias para vocês), nós vamos também fazer uma pequena reforma no blog. Reforma essa que já estamos planejando há tempos.

     Isso não significa, no entanto, que nossa ausência será garantida nesse período. Nos demos o direito de não postar com obrigatoriedade, mas ocasionalmente podem surgir posts descompromissados aqui, assim como na página. Esperamos que possam aguardar pelo nosso retorno e que nosso trabalho melhore cada vez mais. Voltaremos logo, com energias renovadas e cheias de mudanças positivas pra vocês!

AMOR (IM)PROVÁVEL

Quando a noite cai, surge a mais solitária das estrelas. Sirius, a estrela mais brilhante do céu noturno, brilho esse que atrai muitos olhares. Nenhum que a fizesse feliz. Não posso dizer que ela não conhecia a felicidade, mas garanto a vocês, ela estava incompleta. Sempre cercada de outros como ela, sempre cercada de outros diferentes dela, sempre olhando ao redor à procura de algo mais.

A noite caiu, Sirius surgiu. Sua procura estava quase no fim quando se deparou com o olhar do Astrônomo. Seus lindos olhos a atraíam de forma extrema, era como se eles fizessem um pedido… “Sorria para mim, minha linda estrela”. E assim ela o fez.

E essa cena foi se repetindo por muitas noites. Eles se encontravam (da maneira que lhes era possível), conversavam, sorriam, se olhavam, se sentiam, se amavam. Mas Sirius tentava ir contra tudo o que se passava. Como poderia se deixar apaixonar por alguém tão inalcançável? Jamais poderiam ficar juntos!

Ela quis aumentar a distância entre eles, mas não conseguiu. E de que forma? Não era possível se afastar, tarde demais para fugir e intenso demais para ignorar.

Ao mesmo tempo em que ela negava seus sentimentos, ela também se apegava. Passou a enxergar um homem incrível. “Ele é tão inteligente, dedicado, carinhoso, verdadeiro, apaixonado… eu estou apaixonada”, assim ela começou a pensar.

O Astrônomo alcançou o coração da estrela. E de tal forma, que não foi necessário criar uma galáxia para viverem juntos, Sirius desceu do céu só para poder entregar todo o amor que ele despertou dentro dela. Não era mais necessário procurar por algo que a fizesse feliz. A estrela mais brilhante do céu noturno uniu-se a um Astrônomo para provar ao mundo que o amor existe para todos. Não importa onde você está.

5 mil curtidas no Facebook + sorteio: livros, camiseta e marcadores

 

Nossa página atingiu 5 mil curtidas no Facebook! Depois do nosso “boom” de curtidas há alguns meses, quando passamos de 300 pra 4 mil seguidores, nosso bloguinho deu uma estagnada e foi crescendo aos poucos.

Nós estávamos planejando um sorteio para o aniversário do blog, mas vários contratempos nos fizeram adiar a ideia. Agora atingimos essa nossa marca e vamos aproveitar para comemorar, numa parceria com o blog Peixinho Geek e a Livraria e Sebo F&B – Felício e Belmiro!

Quer ganhar esses prêmios da foto + marcadores de livro feitos especialmente para o sorteio? Então preencha o formulário, siga as regras abaixo e participe!

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