Sinto muito, mas eu não quero as suas flores! 8 de março – Dia Internacional (da luta) da Mulher

Participantes do velório das centenas de pessoas que morreram no incêndio na fábrica têxtil de Novo Iorque, em 1911

Pode parecer ingratidão da minha parte, mas as parabenizações que são entregues à nós mulheres no dia de hoje são dispensáveis. O dia Internacional da Mulher, oficializado na data de hoje pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1977, é o marca da luta das mulheres por melhores condições de trabalho, salário justo e igual ao dos homens, diminuição da carga horário trabalhada, extinção do assédio por parte de colegas e patrões, ou seja, reivindicações sérias e que nada tem haver com flores e bombons.

Gosto de dizer que 8 de março está no mesmo patamar de importância que datas como as de Tiradentes ou da Consciência Negra. Conhecendo as histórias que iniciaram toda a luta feminina, fica mais fácil entender toda real importância envolvida no dia da mulher.

Infográfico com breve história do Dia Internacional da Mulher

 

Devem ser incluídos em todos esses fatos históricos o lançamento do livro O Segundo Sexo, da autora francesa Simone de Beauvoir, considerado um dos grandes livros do feminismo. Também  podemos incluir o movimento realizado na França, 1968, em busca de garantir os direitos das minorias, incluindo os das mulheres, que lutavam para que pudessem ter direito de decidir sobre o uso das pílulas, o sexo livre e a decisão de constituir ou não uma família.

Reprodução/Internet

 

Os acontecimentos no Brasil também não ficam atrás. No site do Jornal Folha podemos encontrar uma lista com mais datas com acontecimentos importantes que devem ser incluídos nos assuntos abordados pela sociedade no dia de hoje. Como por exemplo as mulheres conquistando o direito ao voto em 1934 e a criação da Lei Maria da penha, em 2006. Clicando aqui você conseguira ver a lista completa.

 

Maria da Penha, responsável pela maior lei de proteção as mulheres.

Diante de tantas informações, não podemos mais tratar o dia 8 de março apenas como um dia de romance. hoje é dia de luta, de reivindicações, de busca pelo respeito e pelos direitos femininos. Se você, diferente de mim, gosta de receber suas flores e seus bombons, será levada para jantar e terá/teve um café na cama, aproveite bastante. Mas aproveite também para pensar em quais outras questões devem ser levados a sério hoje e divida essas questões com o mundo.

Enfim, hoje ainda é o nosso dia e eu desejo que seja uma data com muitas realizações e que o máximo de respeito possível seja direcionado a vocês manas.

 

Fontes:

Artigo: Dia Internacional da Mulher, por Prof.ª Joana Darc Faria de Souza e Silva

https://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_Internacional_da_Mulher

http://www.scielo.br/pdf/ref/v9n2/8643

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2017/03/1864604-entenda-o-dia-da-mulher-confira-fatos-marcantes-da-historia-da-mulher.shtml

 

8 de Março! As Mulheres Vão Parar! Vamos juntas!

 

8 de março: para além das comemorações, a luta e o empoderamento das mulheres

 

Desculpa, mas é um simples desabafo.

Hoje cheguei em minha cidade natal para matar a saudade que sinto da minha família. Sempre que vou visitá-los acabo saindo para passear  com alguém, e dessa vez não foi diferente, sai com minha vozinha e uma de minhas primas.

Entre uma sessão e outra do supermercado, o assunto que surgiu foi o casamento da minha tia, que está muito próximo, e a necessidade de encontrar uma roupa que esconda todas as nossas gorduras. Nossa família só tem gordas e a preocupação em se boicotar é constante, principalmente com minhas primas adolescentes. Percebi como a festa do casamento aumentou ainda mais a gordofobia existente entre elas, “não tem vestido bonito para mim”, “nenhuma blusa vai esconder que sou gorda”, “vou de calça, para apertar minha barriga”.

Como é difícil ver como elas se menosprezam apenas para agradar toda uma sociedade que não as quer bonitas, mas sim padronizadas e adestradas.

Em uma das lojas em que estivemos paramos para escolher biquínis (o casamento será em um sítio com piscina), aí sim foi um menosprezo total. Não é fácil transmitir amor próprio, na verdade isso é impossível, não podemos transferir. Porém, a desconstrução que eu tenho cada dia mais não as alcança da mesma forma.

Estar de acordo com o que os outros querem é prioridade, cabelo liso e longo, corpo sarado, roupas da moda. Não conseguimos ser nós mesmos no dia a dia, imagina em uma festa de casamento? Onde tudo é  milimetricamente criticado.

Isso foi mais um desabafo eu acho, bem diferente dos textos que procuramos oferecer à vocês. Desculpe por isso, é que me canso do mal que provocam em mim e em todas as mulheres do mundo.

Casamento x Feminismo – Parte 1

Reprodução/internet

Eu nasci em um lar machista, onde a violência doméstica se alojou em cadeira cativa. Havia o controle sobre a esposa e sobre a filha.

Isso me fez decidir, desde muito nova, nunca me casar. Pra que arriscar uma réplica do casamento dos meus pais? Obviamente eu tentaria percorrer um caminho diferente, mas e se no meio desse caminho minha vida se tornasse um remake de toda aquela violência que eu presenciei e sofri quando criança?

Resolvi que não valia o risco.

Mas o padrão de vida esperado de uma mulher sempre envolve um homem. Somos educadas para gostar de cozinhar, lavar, limpar, cuidar da boneca. Qualidades muito valorizadas quando se diz respeito à uma boa futura esposa. Jamais me perguntaram se eu queria ser uma chef, mas eu era questionada se seria capaz de prender um homem pelo estômago. Me perguntavam se já tinha algum namoradinho, mas nunca qual profissão queria seguir.

Tudo me levando a crer que deveria almejar  um  bom casamento, com filhos felizes e blá blá blá. Então fui planejando minha vida… só que ela seguia a contramão.

  • **Viajar para Florianópolis
  • **Morar sozinha
  • **Curso Superior em Ciências Biológicas
  • **Adoção

Nada me levava aos homens, eu tive poucos namorados (poucas pegações, namorado mesmo foi só um). Fui seguindo os planos, criando novos, abandonando vários. Mas nada sobre longos relacionamentos. No fim, a vida amorosa da adolescência fugia de mim por livre e espontânea vontade.

Então, próxima dos 18 aninhos, conheci o feminismo. Ao contrário do que muitos podem estar pensando agora, ele não me afastou de vez dos homens, ele me aproximou das pessoas certas. Aprendi que desejar a igualdade é maior do que aceitar a submissão, é mais importante do que rejeitar os relacionamentos.

Eu AMO cozinhar, gosto de tudo muito bem organizado e sempre exijo tudo limpo. Aprendi essas essas quando criança para ser uma boa dona de casa, hoje faço tudo isso e gosto. Sabe o que mais aprendi e dessa vez com o feminismo? Que o marido deve cozinhar, organizar e limpar tanto quanto a esposa. Sabe o mais legal? Me casei com um homem que está aprendendo tudo isso.

Ser ou não uma feminista não é motivo  para casar ou não casar. Pare de procurar/aceitar a hierarquia no casamento. Procure pela igualdade, verá como é muito melhor.

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AMOR (IM)PROVÁVEL

Quando a noite cai, surge a mais solitária das estrelas. Sirius, a estrela mais brilhante do céu noturno, brilho esse que atrai muitos olhares. Nenhum que a fizesse feliz. Não posso dizer que ela não conhecia a felicidade, mas garanto a vocês, ela estava incompleta. Sempre cercada de outros como ela, sempre cercada de outros diferentes dela, sempre olhando ao redor à procura de algo mais.

A noite caiu, Sirius surgiu. Sua procura estava quase no fim quando se deparou com o olhar do Astrônomo. Seus lindos olhos a atraíam de forma extrema, era como se eles fizessem um pedido… “Sorria para mim, minha linda estrela”. E assim ela o fez.

E essa cena foi se repetindo por muitas noites. Eles se encontravam (da maneira que lhes era possível), conversavam, sorriam, se olhavam, se sentiam, se amavam. Mas Sirius tentava ir contra tudo o que se passava. Como poderia se deixar apaixonar por alguém tão inalcançável? Jamais poderiam ficar juntos!

Ela quis aumentar a distância entre eles, mas não conseguiu. E de que forma? Não era possível se afastar, tarde demais para fugir e intenso demais para ignorar.

Ao mesmo tempo em que ela negava seus sentimentos, ela também se apegava. Passou a enxergar um homem incrível. “Ele é tão inteligente, dedicado, carinhoso, verdadeiro, apaixonado… eu estou apaixonada”, assim ela começou a pensar.

O Astrônomo alcançou o coração da estrela. E de tal forma, que não foi necessário criar uma galáxia para viverem juntos, Sirius desceu do céu só para poder entregar todo o amor que ele despertou dentro dela. Não era mais necessário procurar por algo que a fizesse feliz. A estrela mais brilhante do céu noturno uniu-se a um Astrônomo para provar ao mundo que o amor existe para todos. Não importa onde você está.

A normalidade é algo dispensável, trivial!

normalidade
Na imagem serei eu mesma, porque sim!

Como a sociedade consegue detectar um louco fora do padrão? Existe uma linha para separar o normal do anormal? Não exatamente, mas o simples fato de termos uma visão diferente do resto do mundo já nos transforma em insanos, vergonha da comunidade.

Sabe aquela celebre frase “A maior evidência de insanidade é fazer a mesma coisa todos os dias e esperar resultados diferentes” (que até hoje eu não sei à quem atribuir)? Pois é dessa forma que eu observo nossa sociedade quimérica. é dessa forma que muitos vivem. Pobres iludidos, estão seguindo o cominho da iniquidade.

Eles querem que eu seja assim também. A normal, a correta, a mulher tradicional brasileira. Siga as regras, seja comportada, não discuta, vá com a corrente, senta, rola, dá a patinha…

MAS EU GOSTO DA MINHA INSANIDADE MEUS CAROS. Gosto de corromper a realidade e transformá-la em algo que seja só meu, que me faça feliz, me mostre o verdadeiro caminho e me entregue à vida, nunca á uma mera sobrevivência.

Se eu seguir as suas regras digníssima sociedade, ai sim poderei dar adeus a minha sanidade.

Aplausos aos insanos que fazem da loucura uma realidade feliz e única. Realidade essa que faz a loucura ser normal, e a normalidade algo dispensável!

O que você sabe sobre a campanha #HeForShe criada pela ONU?


“Nenhum país do mundo alcançou a igualdade entre mulheres e homens, nem entre meninas e meninos, e as violações aos direitos das mulheres e meninas ainda são um ultraje. Por isso, temos que aproveitar as lições aprendidas e a certeza de que a igualdade a favor das mulheres leva ao progresso de todas e de todos. Temos que avançar com determinação e coragem”, Phumzile Mlambo-Ngcuka, diretora executiva da ONU Mulheres.
Essa frase foi dita por Phumzile Mlambo-Ngcuka, no dia do lançamento da campanha #HeForShe (ou #ElesPorElas no nosso bom português).
Para quem não está muito inteirada no assunto, o movimento #HeForShe foi criado pela ONU Mulheres, como uma forma de união global para o envolvimento de homens e meninos na destruição de todos os meios sociais e culturais que impossibilitam  o desenvolvimento do real potencial feminino, sua liberdade e direitos. Homens e mulheres trabalhando juntos para modelar uma sociedade de iguais.

O projeto focaliza o papel fundamental dos homens em uma parceria pelos direitos das mulheres. Seria uma forma de empoderamento de meninos e homens para que mantenham as relações de gênero sem o acompanhamento de atitudes machista. De acordo com o próprio site da ONU Mulheres,  a voz dos homens é poderosa para difundir para o mundo inteiro que a igualdade para todas as mulheres e meninas é uma causa de toda a humanidade.
O movimento, quando lançado, tinha o objetivo de unir um bilhão de homens, no período de um ano, dispostos a difundir a igualdade de gênero através da participação masculina. Foi grande a aceitação, inúmeros personagens famosos se uniram a causa.

Entre os nomes de famosos que apoiam essa campanha, acredito que o mais conhecido seja o da atriz Emma Watson, embaixadora da boa vontade da ONU. Em seu discurso no dia do lançamento da camapanha, ela disse o seguinte: “Eu quero que os homens comecem essa luta para que suas filhas, irmãs e esposas possam se livrar do preconceito, mas também para que seus filhos tenham permissão para serem vulneráveis e humanos e, fazendo isso, sejam uma versão mais completa de si mesmos”.

Mas ela não é a única. Existem muitos outros apoiadores, como por exemplo:

Harry Styles

Chris Colfer
Fernanda Lima, Rodrigo Hilbert, Marcelo Tas e Astrid Fontenelle


Existem muitas controversas quanto a participação de homens na luta feminista. Eu mesma tenho uma opinião pessoal de que homens não são feministas, mas sim apoiadores. A participação deles é relevante sim, mas não os vejo como detentores do título “homem feminista”.

O site da HeForShe mostra, no exato dia de hoje, o número 1.301.155,324, que indica quantas ações já foram alcançadas pela ONU. É possível acessar no próprio site todos os países em que essas ações ocorrem, assim como todas as categorias nas quais tais ações acontecem. Eles exploram questões relacionadas a educação, política, violência, trabalho, identidade e saúde.

Finalizando, convido você a conhecer mais sobre a campanha, assim poderá conhecer bem o porque de existirem pessoas que concordam e outras que discordam  dessa campanha. Depois volta aqui e me conte de qual lado você ficou, ok?

Moda e Opressão

Moda e opressão

Moda e Opressão

 

Antes de começar este texto, só quero deixar claro o quanto ele é baseado em mim. Sim, ele é baseado nas minhas vivências, com um cadinho de história envolvida e só quero te convidar e pensar.

Antes de começar o Blog, sempre lutei e relutei em abordar moda, porque sim, porque para a maioria das pessoas moda é futilidade. Mas, assim como tinha esse receio, me veio a vontade de mostrar a quem eu pudesse que moda é muito mais do que esta camiseta que você veste neste momento. Toda roupa, cor, influência, tem o porquê de ser, mas, não é sobre esta questão técnica que quero falar, quero na verdade te convidar a pensar no quanto a moda pode libertar e aprisionar, no caso, nós mulheres.

A moda, mais do que estar nela, existe como parte de expressão pessoal. É você dizendo, em cada detalhe, quem você é, porque é, e logo, podemos tratá-la como resistência ou subordinação. Por mais que a gente tente, a todo o momento, resistir às opressões e a socialização, existem outras mulheres que sucumbem a elas, e pouco podem fazer a respeito. Não faz muito tempo em que a burca, por exemplo, não era obrigatória em alguns países de origem islâmica, e convido você a ler o post da Ingrid sobre isso, é só clicar aqui.

Ao mesmo tempo em que tentamos nos expressar, lutamos contra uma indústria totalmente machista e que nos divide entre padrão e não padrão. Uma indústria que vê nos tempos atuais, uma espécie de mude ou morra, porque nós, dentro da nossa cultura, não aceitamos o que querem que a gente aceite. Não aceitamos sermos chamadas de plus size, quando não usamos manequim 38, não aceitamos que certas peças de roupa, sejam para poucos, não aceitamos que expressões culturais sejam chamadas de brega. Nós também não aceitamos mais que nossos cabelos tenham que ser lisos, só para fazermos parte de um grupo. Não aceitamos, simples.

 

Moda e Opressão
Ju Romano. Referência em moda, empoderamento, amor próprio e quebra de padrões.

 

A meu ver, além de uma forma fundamental de expressão, a moda torna-se resistência. Usamos o que queremos, porque queremos e nos aceitamos como somos, e a indústria de consumo tem que aceitar, são as nossas regras. Por isso, mana, amiga, irmã: afirme-se. Não tenha medo, use e abuse da moda, esteja nela se quiser, não esteja se for sua opção. Não se anule por nada e nem por ninguém. A parte mais deliciosa de ser moda é ser o que quiser, usar o que quiser, sem deixar de ser o que mais você deve amar: você!

Nota: Esse texto foi feito pela blogueira Rafaela Arnoldi, feminista e proprietária do blog de moda Diariamente.

Índia cria dicionário para preservar o idioma nativo do seu povo.

Imagem/Internet

Segundo o Ethnologue, que mantêm um catálogo de todos os dialetos do mundo, existem mais de 6.000 línguas faladas em nosso planeta.

Já podemos imaginas (concluir) que a maior parte desses dialetos está se perdendo.
Esse é o caso do idioma da tribo Wukchumi, situada no Condado de Tulare, na Califórnia. Atualmente a tribo é composta por cerca de 200 membros, e apenas uma deles, a Marie Wilcox, é fluente na língua nativa da tripo.
Na verdade, ela ERA a única. Juntamente com sua filha, Jennifer (que aprendeu o idioma com a mãe), Marie criou um dicionário com o dialeto do seu povo para que ele [o dialeto] não se perca na história.
Marie e Jennifer
Marie fala que tem duvidas sobre a perpetuação do seu idioma nativo, pois muitos não parecem se importar ou querer aprender. Mas sua motivação se mantem forte, pois ela e a filha ensinam a língua para os outros membros da tripo, além de estarem criando a versão em áudio do dicionário.
Para quem quiser conhecer melhor Marie e o trabalho que ela criou em sua tribo, a Global Oneness Project produziu o documentário Marie’s Dictionary que pode ser encontrado no Youtube ou no próprio site da Oneness Project.

10 blogs incriveis para inspirar os seus textos e sua leitura!

Hoje o post vai ser especial. Vamos indicar blogs que tem uma relação direta com o mundo da literatura feminina. Neles você vai encontrar contos autorais, textos de opinião e inúmeras histórias que farão você pensar e debater assuntos que sejam do seu interesse.

O principal tema que irei citar sobre os blogs que escolhi são os textos. Dessa forma, nossas escritoras/leitoras poderão se envolver com mais literatura feita por mulheres para mulheres. Mas os assuntos abordados pelas blogueiras é muito vasto, não se prenda a uma única categoria quando for visitar. 
Foi difícil escolher entre tantos blogs, mais acho que consegui uma seleção bem diversa para agradar a todas. Todas as escolhas vieram do grupo do Facebook Blogueiras – Inspiração e Interação. Por mais que não tenha todos os blogs aqui, vocês vão encontrar todos os participantes da blogagem coletiva lá no grupo. 
A Laura escreve no blog A Menina da Janela. Nele vocês irão encontra textos e resenhas maravilhosas. Ela conta sobre bienais de livros, responde a tags literárias, tem textos autorais e resenhas de livros ( minha postagem preferido da categoria livros é essa).
Esse é o blog da Clara. Nele vocês irão encontrar decoração, looks, textos, feminismo, auto estima e muito mais. Eu quero indicar três publicações que eu amei muito e acho que deveriam começar por elas: para quem quer iniciar um negócio (como eu), temos esse; para as amigas que sabem que menstruação não é sorrisinho da hora que acorda e até durante o sono, leia esse; e aqui tem um para o seu ego. 

A Mari faz um trabalho lindo no blog dela. O Letras na Gaveta é ótimo para quem gosta de fotografia, dicas para organizar sua vida pessoal e profissional e literatura (claro). Os meus preferidos dela são ‘Amiga, ele não é o único. ‘ e ‘Você cultiva o amor próprio?‘. Espero que gostem.
Eu particularmente amo o blog da Bruna. É o lugar perfeito para quem quer se organizar, os planners que uso são todos criações dela (e disponibilizados por ela no blog). Bruna também aborda assuntos como anorexia e bulimia, feminismo e muitos opiniões que podem combinar com as suas. Quero indicar esse e esse pra vocês. E os planners gente, façam com ela. 
Entre Anas é maravilhoso, tem feminismo, livros e reflexões INCRÍVEIS. A responsável pelo blog é a Luana. Eu lia o texto Carta às minhas professoras de Ballet , e me dava vontade de escrever uma carta  pra minha professora. Também amei os textos sobre hierarquia no feminismo e esse aqui também. Entra no Midia Kit dela, para saber mais detalhes.
A Isabela (bela nuvem azul) é o cérebro por trás do Nuvem e ela é muito boa no que faz. Seu blog tem DIY, Medicina Veterinária, feminismo, livros, animais fofos e muito mais. Mas quero chamar atenção para uma parte do blog que eu amo demais, os poemas da Isabela. leiam todos gente, vale cada minuto, são todos meus preferidos.
A Dani tem um blog ótimo para quem precisa se organizar. Eu preciso muito de organização, adoro planner e agenda, se não eu fico tento problemas para me dividir entre trabalhar, escrever, curtir a vida, ler e muitas outras coisas. Então entre no blog dela e leia tudo, principalmente a categoria Organização.

A Erika tem um blog lindo também. Visito ele todos os dias, gosto de ler as resenhas dos livros e dos filmes, também sigo as indicações de livro dela. Um livro do qual ela falou e quero ler é O Lago à Sombra das Estrelas, da Carolina Brião. Também pego dicas para me ajudar a escrever, como nesse post.


O Profano Feminino tem as lindas Isabela e Ane como mentes responsáveis. Lá vocês irão encontrar moda, dicas de vestibular, livros e textos lindos. Lá tem o texto Feito Pássaros, tem também As Mentiras Que Nos Contam (o meu queridinho). Esse último faz parte do Projeto Escrita Criativa, grupo destinado aos que gostam de escrever.





Quem cuida desse é a Simone. Indico pra quem gosta de ler muito, já que ela tem inúmeras indicações de livros, de todos os gêneros. Também tem as HQs lá no blog, inclusive ela fala da Capitã Marvel, vocês deveriam ler. Aproveita para ler os contos dela também. 

Bom, é isso pessoal. A sua lista de blogs ligados a literatura acabou de ficar mais iluminada. Entre nos que mais gostaram, não vai ser arrependimento nenhum. 

Modelo de mulher perfeita! Guia de regras.

Mulher sentada sobre piano (Modelo de mulher perfeita)

Nós mulheres já aprendemos o fato de que nunca conseguiremos agradar à sociedade. Esteticamente, comportamentalmente, até imaginariamente: sempre nos exigem mais do que podemos oferecer, e parece que nunca se decidem o que querem de nós. Não pode ser puta, mas tem que saber fazer os desejos do seu homem. Não pode ser feia, nenhum homem gosta, mas também não pode ser bonita, chama atenção demais. Não pode gostar de “coisas de homem”, mas se gosta de “coisas de mulher” demais, é fútil. Não pode fracassar na carreira, mas também tem que saber se por em seu lugar é não almejar ir muito longe. Também não pode ser meio termo de nada, é muito sem graça.

Nossas escolhas também nunca agradam. Vai cursar faculdade de humanas? Moça direita não se envolve nessas coisas de maconheiro. De exatas? Ah, mas é área muito masculina, não vai dar conta. Biológicas? Muito difícil, vai passar a vida estudando e esquecer de você. Não quer ter filhos? Mas filho é presente de Deus! Quer ter? Mas tem certeza de que vai por mais uma criança no mundo como ele tá? Vai ser dona de casa? Que horror, parece que vive na década de 50. Vai mesmo trabalhar fora? E da casa, quem vai cuidar?

E isso tudo, naturalmente, deixa algumas de nós confusas (isso quando já não somos de nascença). Mas…. Também não pode, não! Onde já se viu, não sabe nem tomar uma decisão direito! Mas se tem certeza de algo, nossa, escarcéu. Onde já se viu, mulher querendo mandar na própria vida? E segue assim, que ironia: a sociedade pode ser indecisa, nós não. Mulher que sabe de si incomoda. Mulher que não sabe incomoda. Mulher incomoda.