Carta de(s)amor

Carta de(s)amor

Talvez isso me classifique como uma pessoa fraca ou tola. Se for assim, tudo bem. Mas a verdade é que por muito tempo escondi meus sentimentos por não me sentir capaz de revelá-los.

Não me abri com qualquer pessoa, esse tempo todo. Pode ser que alguém até desconfiasse, mas sei que escondi bem, já que certeza ninguém nunca apresentou.

Em parte guardei para mim por me contentar com a situação. Amar, sem precisar de mais que isso. Mas confesso que também o fiz por não conseguir tirar do meu coração o desejo e a esperança de que um dia esse amor seria recíproco e tudo aconteceria naturalmente.

E aconteceu. Brotou em seu peito o amor que eu ansiava, e em sua mente a ideia de fazer algo a esse respeito; algo que insisti em não fazer.

Mas agora, é com lágrimas nos olhos que penso que já é tarde demais. Queria poder não causar qualquer dor em alguém que já significou tanto para mim.

Sei o que está sentindo e entendo pelo que está passando. Mas não posso mandar em meu coração e exigir dele uma inércia impossível.

Por muito tempo esperei para poder lhe dizer as palavras “eu te amo”. Mas estaria mentindo, se agora dissesse outras que não fossem “eu te amei”.

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Tamires Arsênio
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Tamires Arsênio

26 anos, mineira, jornalista por formação, escritora por amor e atualmente envolvida nuns 2930281 projetos (a maioria sobre protagonismo feminino). Feminista, bem bruxona mesmo. Corvinal até o tutano, mesmo que o Pottermore teime que não. Ainda esperando que o Doctor pare com a TARDIS à minha porta e me chame pra ser companion.
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