Amor

Amor é só um sentimento

O nosso grande erro é idealizar o amor. E isso não só diminui a gente perante o amor, como diminui o amor perante a gente.

Temos a mania de achar que o amor se basta e que ele é uma espécie de elemento inigualável em todo o universo. Que o amor é uma divindade que não apenas deve ser cultuada, como que também exige uma série de dogmas a serem seguidos.

Aí nós achamos que temos que fazer as coisas por amor. Largar tudo por amor. Correr atrás do amor. Não desistir do amor. E só por ele ser o que é, e não pelo que ele faz pela gente. Ao mesmo tempo, os que “não ligam pro amor”, os ateus e agnósticos do amor, acham que a gente não tem que fazer nada por ele.

E é engraçado como, ao mesmo tempo que essa questão pode ser tão complexa, a resposta pode ser tão simples… Porque a gente só precisa colocar o amor no seu lugar de um sentimento. E sentimento por sentimento, faz muito mais sentido fazer as coisas por felicidade.

Largar tudo pra ficar com alguém porque aquela pessoa te faz mais feliz que aquele “tudo”. Correr atrás da felicidade ao lado de alguém. Não desistir de ser feliz. Mas também deixar um amor ir porque ele não traz mais felicidade.

E apesar de parecer, isso não significa só trocar palavras e seguir agindo do mesmo jeito. Mas fazer uma troca completa na forma como a gente encara nossas escolhas e ações. E principalmente na forma que a gente vê o amor.

O amor é um sentimento forte e importante, sim, assim como a amizade, a empatia, a tolerância e, claro, a felicidade. Mas ele definitivamente não é uma divindade. Não é uma seita. Não é um culto. Não precisamos fazer nada “por amor” nem deixar de fazer nada porque “não preciso do amor”. E a gente tendo tanta coisa que deixa a nossa vida tão complicada, poderíamos ter pelo menos essa complicação a menos.

Tamires Arsênio
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Tamires Arsênio

24 anos, mineira, jornalista por formação, escritora por amor e atualmente envolvida nuns 2930281 projetos (a maioria sobre protagonismo feminino). Feminista, bem bruxona mesmo. Corvinal até o tutano, mesmo que o Pottermore teime que não. Ainda esperando que o Doctor pare com a TARDIS à minha porta e me chame pra ser companion.
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