O quanto somos vendíveis?

 

Se tem uma coisa que a maioria das pessoas têm em comum, essa coisa é a vontade de ter mais dinheiro. Sim, me incluo, sinto muito por isso, mas todos nós sabemos que as contas não são pagas nem com abraço nem com energia positiva. E sinto muito pelo trocadilho. Mas até onde vale ter dinheiro, quando a forma de ganhá-lo mexe com a sua essência? Quando isso acontece, o que estamos vendendo, exatamente? Nosso trabalho ou nossa saúde mental? Se a sua resposta for a segunda opção, espero que você seja mais que milionário. É, eu sei, não somos.

Existem algumas propostas de trabalho que, por mais que nosso bolso peça ajuda. A nossa mente entra em curto e é como se houvesse uma traição nossa com nós mesmos. A ideia do dinheiro entrando é sensacional, mas e a noite? Está bem dormida?

A minha não estaria.

Nosso sono pode ser reembolsável?

Vejo pessoas fazendo coisas que o dinheiro entra por um bolso, enquanto a sanidade sai pelo outro. O tempo e a sensação da falta de espaço em um mercado de trabalho nos traz a ideia de que a única opção que temos é nos moldar a um espaço escroto, onde fazemos coisas que não gostamos, por um salário baixo e por um emprego ruim. Mas algumas coisas não precisam seguir esse padrão.

Nossa saúde vale mais, assim como nossas lembranças e a leveza que ninguém nunca nos ensinou a ter. E quando conseguimos escolher nós ao invés de nossas contas, parece que o travesseiro é novo, que a cama tem mola e que recebemos uma visita de uma massagista chinesa.

Em momento algum busquei colocar em cheque opções que não são minhas, mas sempre vale questionar a que ponto escolhemos ter dinheiro ao invés de ter saúde mental. Já que a ideia é sempre sermos a melhor pessoa para nós e, principalmente, por nós.

Sabe aquela história de que tudo tem seu preço? Então.

Ter a sensação de escolha certa não tem.

Megan Garcia

Megan Garcia

Megan Garcia, 25. Palmeirense, rockeira-sambista e guitarrista por paixão. Fã incondicional da minha avó (te amo!), curtidora de animações, roedores, jogos de zumbis e cheiro de pipoca. Frito ovo na manteiga e ouço Britney (sim, a Spears) enquanto faço faxina.
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