Moça,

 

 

 

Escrevo uma carta para tu. Eu sei que ainda doi, mas resista. A dor tá indo, a vontade de um Oi também. Aguenta! Logo, mais amor surge.

 

 

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nem sua, nem meu
ainda não somos:
seus
meus
nossos.
ainda não somos eus.

 

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Mas não adianta insistir moça, a flor se abre quando ela quer, quando sente. Pétala quando cai é renovação, um novo começo pra essa flor, seja acompanhada ou só(lidão). Quando fechada, a flor não quer mais seu toque, a flor não quer mais seu amor.
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Eu disse para ele, moça, pelo menos pretendo em meus pensamentos:

 

– Eu preciso achar novas temperaturas como a sua, mas sem tantas oscilações. Nosso Kelvin deveria permanecer em zero absoluto.
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Ai, moça, o concreto virou porta. E a porta, poesia. Eu que antes via de olhos fechados, passei a enxergar. Sorri.