A roupa que oprime

Desde pequenas, nós mulheres, somos moldadas e influenciadas pelo patriarcado e machismo em relação a como nos vestimos.

 

Menina usa rosa. Menina não usa coisa de super herói. Menina que usa saia curta é “puta”. Menina que usa roupa “comportada” demais é puritana. Menina tem que gostar de maquiagem. Menina tem que usar salto.

Imagem: internet 

A necessidade de uma mulher “feminina”, cheia de padrões estéticos e consequentemente, de um modelo de mulher perfeita, vem de uma sociedade que idealiza um comportamento de nós.

 

Incomoda os ouvidos escutar alguém falando “ela foi estuprada por que estava de saia curta” ou “olha como ela se veste, estava pedindo”. Até quando nossas roupas vão ser julgadas em prol de culpar a vítima?

Imagem: internet 

 

Além disso, mulheres​ pouco femininas são rotuladas e criticadas, em uma sociedade que luta cada dia mais para reforçar que mulher precisa se maquiar, usar salto e roupas adequadas.

 

É claro que nós mulheres donas das nossas vidas e corpos, podemos nos arrumar da forma que quisermos, isso é apenas uma reflexão sobre o que as vezes nem percebemos que é imposto é fruto da nossa sociedade patriarcal.

Becuz I Care

Esta é a sua chance de recuperar a fé na humanidade, e de reforçar aquele clichê de que a salvação do mundo são as nossas crianças.

     Uma iniciativa, um projeto, um chamado de uma garotinha de 10 anos durante suas férias tem alcançado milhares de pessoas ao redor do mundo, e consequentemente, fazendo muitos questionarem suas relações e ações enquanto sociedade e comunidade.

     Leah Nelson, começou nas férias de verão uma espécie de corrente do bem. Ela queria mostrar como ser gentil pode mudar a vida de alguém. E o objetivo dela é bem simples: tornar o mundo um lugar agradável e melhor de se viver.

     Uma criança, que poderia aproveitar as férias, brincar, dormir até tarde, jogar videogame. Uma criança que teoricamente não teria essa responsabilidade, que não precisaria se importar.

 

“Eu só quero que o mundo seja um lugar melhor”

-Leah Nelson

 

     A iniciativa é uma mistura de filantropia e experimento social. É simples. Basta ser gentil com alguém, ou ajudar uma família/ indivíduo em necessidade. Da forma que você puder. Seja arrecadando roupas, alimentos, seja proporcionando um dia melhor, ou apenas dedicando um tempo para alguém que se sente só. Você pode preparar uma refeição, entregando uma água, fazer um elogio, doar um agasalho… Coisas tão pequenas talvez para nós, mas para quem está em dificuldades se torna grandioso.

     E para selar esta boa ação, você presenteia a pessoa com uma pulseira. Este é o símbolo do compromisso de fazer o mesmo a outro alguém, e assim repassar a pulseira de uma pessoa à outra.

https://www.facebook.com/becuzIcare11/

     Leah também criou um fundo para receber doações para projetos maiores como ajudar escolas, fazer projetos sociais maiores, e também para a produção das pulseiras símbolo de sua campanha. Hoje ela conta com a ajuda de amigos, dos familiares e de vários voluntários espalhados pelo mundo, incluindo aqui no Brasil.

     Um passo dado por Leah. No

     Uma coisa que seria tão óbvia, mas que esquecemos com a rotina: ser gentil.

     Faça parte. Seja uma pessoa melhor.

 

Obirin o Trio

Hoje é dia de luta

Hoje é dia de luto.

Não quero seu parabéns

Quero seu respeito

Não quero suas rosas

Quero meu direito

Meu corpo, meus pelos, meu peito…”

Foi através dessa canção que conheci o trabalho de Lana Lopes (bateria, percussão e voz), Elis Menezes e Raíssa Lopes (ambas violão, percussão e voz).

Três mulheres que se conheceram no carnaval de 2016, que em pouco mais de um ano já fizeram tanto pela representatividade da mulher no cenário da música popular brasileira. O amor pela música as uniu, com o intuito de estudar, pesquisar e resgatar a tradição dos ritmos da MPB, trazendo em suas letras a força do movimento feminista e a luta pela igualdade de gênero, bem como o reconhecimento da mulher enquanto indivíduo da sociedade, e não um corpo andante, trazendo em seu nome também essa representatividade (Obirin significa Mulher em Iorubá, uma língua nativa da África Ocidental).

A música Elas por elas foi lançada no dia 8 de março de 2017, dia mais conhecido como Dia internacional da Mulher. Uma música que fala sobre respeito, liberdade de ir, vir e de ser.

Um trio de Mulheres que falam sobre mulheres, machismo, lesbofobia, aborto, em forma de poema e de canção.

Um trio de Mulheres que em pleno 2017 precisa escrever sobre como a mulher é parte atuante desta sociedade, sobre como é ser mulher e sobre como tratar uma mulher, respeitando sua individualidade como pessoa. Um projeto lindo também de resgate da nossa cultura.

A arte com um propósito.

A luta.

 

Conheça mais sobre o trabalho dessas mulheres, agenda, eventos : https://www.facebook.com/ObinrinTrio/

 

*Algumas informações foram tiradas da página oficial do trio e de sites de pesquisa.
**Imagem de reprodução página oficial do trio, com autorização prévia das mesmas.

 

 

Eu ainda estou aqui

 

                                            Foto: Tumblr

É tão difícil se libertar dessa situação de não se pertencer a nada, os anos passam e não sou mais uma criança, já era para eu ter me encontrado, e realmente me encontrei, mas não acredito que eu mesma me aceite totalmente.

Considero-me uma pessoa bem resolvida, e bem desconstruída, mas ainda tenho resquícios de uma sociedade que cria as mulheres para odiarem a si mesmas. Não me sinto encaixada, nem feliz com o meu corpo, possuo inseguranças de carreira e não me acho adequada o suficiente para muitos aspectos.

Vejo mulheres que nem imaginam a sua própria capacidade de brilhar por inseguranças incutidas em seus inconscientes, assim como eu sinto minha criatividade e motivação sendo reprimidos por uma sociedade completamente fechada para emponderamento de ideias. Por mais que tenhamos avançado e conquistamos cada vez mais espaço, eu me sinto ameaçada pela a vida em sociedade, ver um grande ator assumir um assedio sexual e continuar sendo protegido por muitos, me assusta.

Ligar a televisão e ver o corpo da mulher como um objeto usado para agregar valores a um homem me desmotiva, sinto como se essa situação nunca fosse mudar, como se estivéssemos estática nessa porra de era dos retrocessos.  Pode parecer besteira, mas me sinto presa no meu próprio corpo, uma alma liberta grudada em um uma carne que me judia, presa e intoxicada em um corpo mundano que ainda é obrigada a sobreviver nesta equação insolúvel.

Tenho medo de nunca me encontrar neste mundo, e mais medo ainda de me encontrar, queria deixar minha solidão de lado, mas ao mesmo tempo não quero me tornar parte desse pesadelo, nem compactuar com esse espiral de silencio sufocante.

Eu não mereço descontar um ódio que não é meu no meu próprio ser, não tem culpa dos absurdos impostos a mim.  Tenho meu próprio poder, e francamente, tenho tudo que eu preciso para me fazer feliz, e me satisfazer no aspecto que for.

Não vale a pena se padronizar, fingir sorrisos, abaixar a cabeça para as agressões que somos expostas todos os dias direta e indiretamente. Lutar vale a pena, porque independente do jeito que somos se andarmos unidas o amor, respeito, sororiedade jamais nos faltará.

Nós nos bastamos.

ELAS CONTRA O ASSÉDIO

Relatos de nós, Elas por Elas, para vocês mulheres

 

Todas nós acompanhamos nos últimos dias os desdobramentos da denúncia de assédio da figurinista Su Tonani cometida pelo ator global José Mayer. A verdade só obteve ouvidos e voz após um forte grupo de mulheres dos bastidores da Rede Globo se unirem e criarem o movimento #chegadeassedio. Somente assim José Mayer admitiu suas ações, com um pedido de desculpas que nada mais é do que o mínimo e obrigação, diante do sofrimento psicológico, emocional e profissional que causou à vítima.

Seja no ambiente de trabalho, nas ruas e até entre amigos e familiares, somos direcionadas a sempre ter dúvida do ocorrido, ou seguir o caminho do isolamento e autoculpa. “Será que estou exagerando?”. Não moça, você não está. E nós, do Elas por Elas, doze mulheres que também vivem diariamente o risco do assédio, estamos aqui para contar histórias reais que vivenciamos. Estamos para soltar a nossa voz e gritar em bom e alto som:

 – É assédio! E você não está sozinha.

Hoje nós lançamos a campanha ELAS CONTRA O ASSÉDIO, e incentivamos todas vocês, mulheres do nosso Brasil, a compartilharem suas e nossas histórias. Que a gente não tenha mais dúvidas, e sim soluções. Aqui nós temos voz. Chega de assédio.

 

“Terminei um dos ensaios do grupo de Danças Urbanas do qual fazia parte era umas 19hs. Fui embora sozinha (coisa que não fazia), não quis esperar meu marido porque eu não estava bem e precisava chegar logo em casa. Ao passar na frente de um bar, um homem que estava na porta me chamou : “Vem beber uma comigo”. Eu não respondi, nem ao menos olhei para trás, mas ele não se deu por satisfeito e começou a vir em minha direção. Ao perceber isso, acelerei meus passos pronta para me defender se ele se aproximasse mais. Ele tentou, mas não conseguiu me alcançar ( acredito que por estar bêbado), então cheguei em casa aliviada e assustada ao mesmo tempo. Senti muito medo sim, mas o sentimento maior foi raiva, nunca quis tanto agredir alguém”

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“No carnaval daqui de Salvador um cara me puxou pra me beijar e eu recusei, aí ele pegou uma pistola de água e molhou todo o meu short. Aqui acontece muito no carnaval”

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“Um amigo do meu irmão apertou meus seios (eu tinha apenas 14 anos) dizendo que era nosso segredo e eu não poderia falar para ninguém porquê tanto meu imrão irmão quanto a esposa dele poderiam desconfiar”

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“O assédio mais inesperado veio em um momento e local em que eu estava completamente despreocupada. Em 2012, com 15 anos, eu estava tranquila esperando para assistir uma aula de biologia quando senti vontade de ir ao banheiro. Aproveitei que o professor ainda estava procurando o material de aula e fui perguntar se podia ir ao banheiro, sem nenhuma preocupação em mente afim, estava em uma sala cheia e ele era meu professor. Quando cheguei já me aproximei perguntando e logo em seguida tomei um susto, ele colocou as duas mãos na minha nuca e me puxou para perto dele, pensei ‘O que ele está fazer?’. Olhou nos meus olhos com o rosto próximo demais ao meu e falou: ‘Não me pergunta nada não, que com esses olhos não consigo me concentrar em nada que você fala’. Aquilo me assustou, ele me soltou e fui correndo em direção ao banheiro, depois disso nunca mais pedi para sair na aula dele e até hoje guardo uma antipatia muito grande por ele”

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“Uma das situações mais bizarras de assédio que sofri foi ainda na infância. Eu tinha por volta de 9/10 anos quando ouvi uma conversa de um vizinho com um dos meus irmãos. Ele falava pra esse irmão como meu corpo estava mudando, como eu estava ficando bonita e ‘gostosinha’. Como se já não bastasse isso, ele orientou meu irmão esperar eu dormir e ser o primeiro a me tocar, porque não era justo que eu deixasse que fosse um desconhecido. Eu não sei o que ele respondeu, porque não aguentei ficar ali mais. Depois disso nunca mais consegui dormir tranquilamente”

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“Na adolescência eu era romântica e retraída, o que me fez adiar bastante meu primeiro beijo. Aos 15 anos, fui a uma festa de aniversário sem companhia e acabei me enturmando com uma menina. Em dado momento, um rapaz pediu para ficar com ela, e eu comentei que o amigo dele era bonito. Acabou que o amigo também me chamou para conversar. Eu não queria, mas cedi à pressão, por vergonha de dizer que era BV e que não sabia falar com meninos. No meio do papo, do nada, ele tentou me beijar. Eu neguei, ele insistiu, eu disse que ia embora e ele pediu para continuar a conversa. Me sentindo muito mal, corri para o banheiro e vomitei. O amigo dele ficava falando para eu ‘deixar de bobeira’ ou pelo menos explicar ‘por que não’, me deixando pior e acuada. Liguei para os meus pais e fui embora. Remoí isso por meses, em segredo, passando mal sempre que pesava nisso ou via o garoto. Criei um medo enorme de ir a festas. E ainda por cima eu me culpava. Por ter ido, por ter cedido à pressão, por tudo. Mas hoje eu sei que a culpa não foi minha”

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“No ensino médio, com apenas 15 anos, o professor de física da turma (que por sinal era casado com uma ex-aluna dele) fazia questão de falar do quanto eu era bonita e atraente. Eu me sentia constrangida, ficava com vergonha e nojo, não conseguia falar nada, só abaixava a cabeça. Ele fazia isso na frente da turma toda, na certeza de que nada aconteceria com ele. Outros alunos brincavam com a situação, diziam que eu ‘arrasava corações’ e a única coisa que eu conseguia pensar era na minha vontade de que aquele professor sumisse da escola. Ele chegou ao ponto de dizer que eu podia tirar nota 10 na matéria dele sem nem precisar fazer a prova. E tudo era com aquele ar de ‘brincadeira’”

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“Eu tinha 20 anos de idade e era estagiária produtora de uma rádio popular da minha cidade. Tive que trabalhar por oito meses diretamente no estúdio com um locutor das antigas, voz principal da emissora. Quase todo dia ele tentava encostar em mim, me abraçar agressivamente e eu não deixava. Ele ficava puto, me destratava, mas logo depois voltava ao assunto do meu corpo. Perguntou inúmeras vezes sobre a aparência e tamanho da minha buceta e como eu fazia sexo. Por eu nunca responder, questionava se eu não era lésbica. Eu me sentia muito mal, mas não sabia que era assédio, achava que eu era exagerada, chata. Todo dia eu ia trabalhar sem vontade, sem ânimo e com medo de ficar sozinha com ele no estúdio. E quando sua esposa e filha estavam por lá, ele era o homem mais respeitoso e sério de todos”

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“Eu nunca passei por um assédio, mas minha irmã contou que quando começou a trabalhar com 17 anos o ex-patrão dela passava a mão nela, puxava as golas das blusas para ver seus seios. Quando sentava perto dela para ensinar algo no computador, passava as mãos nas pernas dela e só depois de muitos anos ela veio contar isso para a família, porque ela tinha medo, medo dele falar para as pessoas que ela que estava se insinuando”

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“Perguntei a outra amiga minha aqui da escola. Com ela foi no ônibus, quando tinha 13 anos e estava na quinta série. Ela estava sentada e o homem esfregou a genitália em sua cara, estava ela e uma amiga da escola. O ônibus cheio, lotado e ela e a amiga quase sentaram no mesmo banco para fugir dele. Hoje ela diz que se fosse mais velha teria feito um escândalo, mas na época ela apenas se calou e afastou”

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“Eu tenho contato com um cliente, uma vez pedi um favor a ele, referente a umas notas que estavam pendentes. Depois que ele me mandou, eu agradeci e ele me disse assim: “Imagina, se precisar de uma ajuda para trocar a lâmpada do seu quarto, pode me chamar também que eu ajudo. Eu falei para ele que não precisava porque meu namorado já fazia isso pra mim, tipo eu tive que inventar um namorado pra poder dar um fora num cara”

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“Quando tinha 14 anos morava ao lado da casa da minha prima, que era recém-casada. Ela e seu marido eram bem mais velhos do que eu. Mas fui percebendo olhares estranhos dele para mim, perguntas sobre eu estar namorando, uma necessidade de puxar assunto. Eu não tinha nada para falar com ele e achava aquilo estranho da parte dele. Até que um dia, eu estava sozinha em casa e precisei ir ao quintal, ele apareceu, ficou me olhando de um jeito que me deu muito medo, ele quis saber se eu estava sozinha. Eu menti, disse que meu irmão estava em casa! Me apressei para dentro de casa, tranquei tudo e não sai mais, até minha mãe chegar. De todos os assédios que sofri esse foi o único que contei para ela. Ela disse que ele não “batia bem da cabeça” e eu fiquei lá, me achando a errada da história. Não sabia o que era assédio, nunca tinha escutado falar e só fui entender muitos anos depois: se você não está confortável, se o que ele diz ou faz te incomoda ou constrange, então, amiga, é assédio!”

Mulheres fortes em séries que vimos por aí – mas não enxergamos – Parte II

Na semana passada eu comecei uma lista com mulheres fortes e emponderadas enfiadas em “meios masculinos”, mas que raramente prestamos atenção. Perdeu a parte I? Clica aqui!

Continuando…

4 – Miranda Hobbes (Sex And The City)

Sex And The City conta, basicamente, a história de quatro amigas (Carrie, Charlotte, Samantha e Miranda) e suas vidas, tanto pessoal quanto profissional. No início da série, todas são solteiras, cada uma com seu sonho e sua forma de imaginar a vida, mas algumas com a parte profissional um tanto quanto encaminhada. Caso de Miranda.

 

Miranda é advogada, totalmente independente e sem nenhuma ideia de romance. Sonha em ter a sua própria firma e não se permite levar em quase nenhuma situação.

“Eu não consigo dizer ‘eu te amo’. Não consigo. Não está no meu DNA.”

O interessante de Miranda é ela aprender a respeitar as idéias diferentes que as amigas acreditam e as defende, não só graças a sua formação acadêmica, mas existe uma conexão entre elas, que defende a irmandade, independente da forma de pensar de cada uma.

3 – Kate Beckett (Castle)

A série conta a vida de Richard Castle, um escritor de suspense, com milhares de livros vendidos e um ego que não cabe aqui no texto. Esquece o Castle. Em uma festa de lançamento, Castle conhece a detetive Beckett.

Dando um spoiler fofo, ele começa a trabalhar junto com a equipe de polícia de Nova York para escrever outra franquia de livros. Mas, como eu disse, esquece o Castle. Kate entra para a polícia para investigar o assassinato da mãe e vingar a sua morte. A trama vai muito além de um romance e Kate acaba chegando a pessoas grandes, praticamente intocáveis, colocando sua carreira em risco.

SIM! TEM MUITO TIRO!

O mais importante? Ela não pára. Ela abre mão, muitas vezes, das suas relações para responder as perguntas que a levaram até ali. E, cá entre nós, o Castle nem faz muita diferença.

2 – Addison Montgomery (Private Practice)

Addison sai de Grey’s Anatomy no final da terceira temporada para ser dona da p… parada toda em Private Practice.

Ginecologista, obstetra e, simplesmente, a melhor cirurgiã uterina do país, Addison cai na ironia de se descobrir estéril quando decide ser mãe. Não posso mentir falando que isso não faz muita diferença, porque faz, não só da história da série, mas também na história da ruiva. O ponto é o foco.

Ela não desiste. Ela simplesmente coloca na cabeça que ela quer um filho, e luta para conseguir. Aja poder, gente. Eu não teria essa garra não…

E a número 1, na minha mega humilde opinião…

[tambores rufando]

1 – Samantha Jones (Sex And The City)

SIM! Samantha Jones!

Sam Jones é promotora de eventos e faz a sua maior descoberta ainda durante a série, onde ela encontra um cara simples e transforma em um dos maiores modelos do mundo. Eu escolhi a Sam para estar aqui, como número 1, pela forma simples que ela encara os problemas das amigas e, óbvio, pelo seu amor próprio.

“Eu te amo mas eu me amo mais.”

Que frase mais linda né, gente! Ainda não vi nada que me trouxesse mais amor próprio do que essa personagem. Vale até um coração!

<3

Gostou da lista? Mudaria alguma coisa? Conta pra gente!

José Mayer, o seu assédio não é sobre você

Globais na campanha "Mexeu com uma, mexeu com todas" (Chega de assédio)

Na última sexta-feira (31/03), a figurinista Susslem Tonani expôs o assédio sexual que sofreu por parte do ator José Mayer. O relato, publicado em um blog do jornal Folha de São Paulo, logo foi tirado do ar, mas ficou tempo o bastante para que internautas capturassem a tela e o espalhassem pela rede. A repercussão foi imediata. E, como em toda situação do tipo, ao mesmo tempo em que muitos discutiam a gravidade da situação, logo o brado dos defensores do privilégio masculino começou a se fazer ouvir.

Comentários na postagem no Facebook de uma das matérias sobre o assunto

Mas nesse caso, diferentemente​ de muitos outros, a discussão não se limitou aos espaços da internet. Várias artistas (principalmente globais) começaram a se posicionar a favor de Susslem, espalhando a campanha “Mexeu com uma, mexeu com todas”. Uma das primeiras a se manifestar repudiando o ocorrido foi a atriz Letícia Sabatella, ainda dando a entender que esse não teria sido a primeira atitude reprovável do ator.

Nessa sucessão de acontecimentos, o que veio a seguir foram reações que ora beiravam o absurdo, ora a dissimulação. Primeiro, José Mayer declarou inocência, alegando ainda que as ações descritas por Susllem não eram de seu feitio, e sim dignas de seu personagem Tião Bezerra, vilão na novela A Lei do Amor. Mesmo se houvesse prova de sua inocência, a falsa leveza com que o ator tratou o assunto revela uma realidade sobre a forma como o assédio é encarado em nossa sociedade: uma trivialidade.

Após o aumento da repercussão do caso, no entanto, Mayer voltou atrás na negação e divulgou uma carta aberta onde dizia que “errou” e que não tinha “a intenção de ofender, agredir ou desrespeitar” com suas “brincadeiras machistas”. Sim, brincadeiras. Sem chegar a negar qualquer parte específica do depoimento de Susllem (que incluíam a descrição de um momento em que o ator tocou suas partes íntimas), Meyer disse que tudo não passou de uma suposta brincadeira de mau gosto. Ao minimizar as próprias ações, ele não apenas reforça a já forte naturalização dessa forma de violência, como ainda diminui a credibilidade dessa e consequentemente de outras denúncias.

Vale ressaltar que o conteúdo da carta, é uma sucessão de justificativas e tentativas de mudar o foco do assunto. O único momento em que ela se direciona propriamente​ a vítima, é ao se anunciar como um pedido de desculpas. Ainda assim, não é isso que seu conteúdo traz. Todo o tempo a única palavra que parece ressoar é “eu”. Chegando ao ponto inclusive​ de trazer este absurdo trecho: “A única coisa que posso pedir a Susllen, às minhas colegas e a toda a sociedade é o entendimento deste meu movimento de mudança”. O que em tese seria um reconhecimento do mal causado a uma mulher, não passa de uma tentativa de apaziguamento.

O foco de uma experiência de assédio não deve jamais ser o aprendizado do homem. Homens esses que não deveriam precisar assediar ninguém para aprender que não devem fazê-lo ou que o mundo é machista. E tratar essa situação puramente como um aprendizado pessoal, sem citar por um único segundo o sofrimento infringido por ele em uma ou talvez até mais mulheres, é covarde e desonesto.

Globais na campanha "Mexeu com uma, mexeu com todas"
Atrizes com a camiseta da campanha “Mexeu com uma, mexeu com todas”

Prosseguindo, muitos comemoraram a atitude da Rede Globo, de suspender indefinidamente o ator, já tomando um de seus papeis garantidos em uma próxima novela. Seja por não estarmos acostumados a ver punição para assediadores (principalmente em posições com certo poder), seja por isso supostamente criar um precedente para que novos casos sejam suprimidos. Eu, no entanto, não consigo ser tão otimista. Antes de tudo, é importante lembrar que a emissora não fez nem o mínimo, que seria demitir um ator que cometeu um crime. Para piorar, diretamente relacionado com a empresa (por ter sido contra outra funcionária) e em local de trabalho.

Além disso, o histórico de inconsistências da Globo não me deixa acreditar que isso seja um precedente nem dentro da própria empresa. E fica ainda mais difícil acreditar que uma ação específica teria tanto poder para mudar um problema estrutural. Aliás, algo já deu para perceber que não mudou. Mesmo após a confirmação do ato pelo próprio José Mayer, ainda é possível notar todo tipo de absurdo o público comum, com defesa do assediador e culpabilização da vítima.

Comentários na postagem sobre a carta aberta

Como eu sempre falo no blog, a luta não pode parar. Ao menos uma coisa me deixa esperançosa nessa repercussão. A ação das artistas em prol de Susllem mostrou o poder que nós mulheres temos ao nos unirmos. Por mais que nesse caso tenha sido necessária a voz de mulheres em alguma posição de poder, isso já é um avanço e um incentivo para que continuemos nessa jornada, nos apoiando e erguendo umas às outras. Que possamos cada vez mais nos fazer ouvir e surtir os efeitos que queremos e precisamos. E sem mais homens tomando a dor que nos provocam como suposto aprendizado para eles mesmos, sem mais impunidade para seus atos, sem mais naturalização de violência que nos atinge.

Ps: e reforçando a ideia de que a prioridade em casos de assédio nunca é o assediador, este post não traz imagens de José Mayer

Também recomento este texto da Carta Capital sobre o assunto: A carta de José Mayer mostra o fosso entre homens e mulheres

Diane Arbus e o retrato da diferença

 

Dificilmente se consegue sair ileso do foco de Diane Arbus. Ainda hoje os seus registros mexem com os preconceitos, padrões e nervos da sociedade, do expectador que vê o belo como uma caixa, na qual poucos cabem. Uma vez que ela se concentrou em buscar pessoas que não estampavam revistas e nem caminhavam por passarelas.

Na contramão do American way of life, Diane abandonou a fotografia de moda – e um casamento – para se dedicar a modelos reais. A essência do seu trabalho consistia em conhecer, compreender e registrar pessoas, grupos e famílias que estavam em desacordo com o que era considerado certo ou normal.

Assim, Arbus registrou pessoas de quem a maioria desviava o olhar, que estavam à margem da sociedade. Seus modelos eram grupos discriminados, rotulados como anormais e impróprios para convivência. Muitos deles levavam a alcunha de freak e eram, por isso, atração de circo –literalmente.

Diane os fotografava em seus ambientes e momentos cotidianos, íntimos, como se não existissem o preconceito e a segregação. Clicados sem nenhuma vergonha de demonstrar o que eram. Por meio dessas fotos eles podiam expressar suas identidades, independente da imagem que as outras pessoas possuíssem deles.

O propósito dessa abordagem era fazer com que as pessoas se despissem da imagem pública que vestiam em busca de aceitação, tanto modelo, quanto expectador. A fotografia de Arbus procurou mostrar que por trás da imagem classificada (erroneamente) como bizarra, existiam os sentimentos de dor, alegria, ódio, amor, prazer. Emoções inerentes à humanidade e que nos tornam essencialmente iguais.

Dessa forma, ela fez de suas fotos não apenas imagens tocantes, mas um registro poético da história e dramaticidade carregadas pelo indivíduo retratado. Além disso, seus ensaios continuam pertinentes, levantando reflexões extremamente atuais e necessárias.

Afinal, vivemos na sociedade do espetáculo; cultuamos a imagem em detrimento da identidade; continuamos fazendo das diferenças uma justificativa para a exclusão e ainda metemos as pessoas em caixas chamadas carinhosamente de padrões.

Diane Arbus. Child with Toy Hand Grenade in Central Park, N.Y.C. 1962 (1962)

 

Diane Arbus. A Young man in curlers at home on West 20th Street (1966).

 

Diane Arbus. Child Crying, New Jersey, 1967
Diane Arbus. Mexican nation in his hotel room, 1970
Diane Arbus’s photograph of Eddie Carmel in “A Jewish giant at home with his parents, in the Bronx, N.Y., 1970,” is the centerpiece of a small exhibition at the Jewish Museum that runs
Diane Arbus. Patriotic young man with a flag, 1967
Diane Arbus, Tattooed man at a carnival, Md., 1970

Diane Arbus, Man Being a Woman, 1960

Diane Arbus. Untitled #21, 1970–1971 Robert Koch Gallery Price on Request

 

Dicas extras:

  • Mais fotos, informações e documentários sobre a vida e obra de Diane Arbus clique aqui e aqui
  • O filme A Pele (Fur: An Imaginary Portrait of Diane Arbus, 2006) com Nicole Kidman e Robert Downey Jr. apresenta um retrato imaginário e fictício da vida da fotógrafa Diane Arbus, apesar de não ser uma biografia, mostra um pouco do processo de criação de Diane, que consistia, entre outras coisas, de conhecer, conversar e conviver com que pousaria para ela. Confira o trailer:

 

Sou eu mesma nua e crua em corpo e essência. E não há mais espelho para fechar meus olhos novamente.

Eu posei nua

E não há mais espelho para fechar meus olhos novamente

Para me olhar frente a frente, chegava ao meu reflexo com os olhos semifechados, abrindo-os lentamente como uma preparação psicológica para o objeto estranho que estaria por vir, logo ali.
Foto: Ana Luiza Calmon

     Eu nasci preta. Uma pretinha de 50 cm, cabeluda de fios escuros e olho castanho escuro. Meu pai, moreno, minha mãe, branca. Meu irmão veio loiro de olhos azuis, pálido e avermelhado. Diferente dele, eu sou a confirmação da miscigenação dos dois lados da minha família: indígena, negra, francesa, portuguesa e espanhola.

     Mas eu nunca estive em paz com o espelho. Para me olhar frente a frente, chegava ao meu reflexo com os olhos semifechados, abrindo-os lentamente como uma preparação psicológica para o objeto estranho que estaria por vir, logo ali. Sim, objeto. Como me reconhecer sujeito se tento moldar meu corpo como uma jarra de cerâmica?

     Eu queria ser loira. Magra, esguia e de olhos azuis. Ou então aquela morena de olhos verdes, sensual e de pele bronzeada. Lembro que queimava horas no sol e ia correndo para o espelho para checar meus olhos. Eu acreditava que o sol poderia transformar o castanho em verde cor de mel. Mas o espelho me mostrava a real. Ali só tinha eu comigo mesma. Espelho mostra corpo. E por corpo, ali se encontrava uma artista frustrada por não conseguir concluir sua obra. Sempre inacabada, sempre em construção.

Destruição.

     Meu corpo objeto queria ser de cintura fina, seios menores, braços fininhos, pele lisa e macia, rosto simétrico, bochechas menores, cabelos melhores e mais controlados. Moldada aos olhos e semelhança da menina moça sem referências. E quem disse que aquele moço bonito iria se interessar por mim? Eu não me achava merecedora de alguém tão legal e bonito assim, e logo empurrava para outra amiga, porque ela sim estava a sua altura.

Quando você se liberta e se enxerga de forma plena, não há reflexo que ofusque o seu brilho

    Sou a única prima de ambas famílias que é avantajada em todas as partes do corpo. Eu cresci ouvindo isso. Sempre quiseram minha bunda, sempre quiseram meus seios. Todos. Primas, tias, amigas, colegas, homens. Eu tava sozinha sem saber quem eu era. Quem fui?

     Foram 25 longos anos sem entender meu lugar na classificação da beleza feminina brasileira. Tenho uma boca grande, olhos expressivos, nariz gordinho, cabelos ondulados e frisados. Tenho seios, bunda e coxa grande, um quadril largo e uma cintura mediana. Não é um corpo magro, fino. É largo, é grande, é forte. Tudo concentrado numa estatura de 1,53 cm.

     Hoje sou sujeito. Determino as ações de meu próprio corpo e no espelho me enxergo de forma plena, completa. Percebo cada curva, linha, marca presente em mim e vejo que elas formam quem eu sou. Eu percebo a mim mesma. E amo tudo que sou. Meus seios, minha (feliz) barriguinha de chopp, meus braços gordinhos, minhas costas. Meu largo e radiante sorriso, meu queixo, minhas bochechas, meus olhos expressivos, minha sobrancelha. Minhas estrias, minha celulite, minhas espinhas. Meu cabelo misturado, de fios finos, ondulados, cacheados e lisos, com tons loiros, pretos e brancos.

     Quando você se liberta e se enxerga de forma plena, não há reflexo que ofusque o seu brilho. Eu posei nua. Tirei minha roupa e encarei olhos nos olhos a lente da câmera. Dancei, gargalhei, expressei meu charme e desenvoltura. Disse para mim mesma:

– Ana, você é tão bonita. Olha essa beleza que vem de você e reflete no seu sorriso. Tá sentindo? São raios de luz. Você é o Sol, Ana.

     Sim, eu sou o Sol. Eu sou a minha própria luz. Sou eu mesma nua e crua em corpo e essência. E não há mais espelho para fechar meus olhos novamente.

Sou eu mesma nua e crua em corpo e essência. E não há mais espelho para fechar meus olhos novamente.
Foto: Ana Luiza Calmon

 

Projeto Ocupa Corpos - Ensaio Ana Luiza
Foto: Thais Carletti

 

A Teta Racional e a Maternidade Desmistificada

Texto da nossa colaboradora Luana Krüger, Mestranda em Literatura pela UFPel.

O primeiro livro que recebi do Clube do Garimpo foi o “A Teta Racional” de Giovana Madalosso. Li em dois dias – um livro curtinho, mas cheio de conteúdo e vozes de mulheres. Um livro com dez contos e a primeira publicação da autora.

Imagem: Divulgação

As vozes vêm de vários lugares e vários momentos – mas eu, hoje, vou falar do que mais me tocou como leitora: a maternidade. Giovana conseguiu em diferentes contos mostrar a maternidade como algo sofrido, algo cansativo, e em alguns momentos, ruim. Não, não tem mãe abandonando filho, não tem mãe batendo no filho, não tem o estereótipo da ‘louca’, ‘dissimulada’ – não estamos condenando as mulheres que se sentem exaustas na maternidade, e por isso mesmo esse discurso não cabe aqui.

Imagina como é difícil para as mulheres serem mães: tu tens que estar sempre linda, feliz, amando o mundo com um ar sereno. Se teu filho chora, teu instinto tem que ser de correr para acalmá-lo. Se teu filho se suja, teu instinto deve ser limpá-lo (sem nojo, claro). PARA! Quantas mães não puderam dizer o que de fato sentem por medo de serem reprimidas pela sociedade? Quantas mulheres criam os seus filhos completamente sozinhas porque afinal de contas “quem mandou fazer?!”? Esse tipo de ideia e de julgamento já está mais que na hora de ser rejeitado. Esse tipo de julgamento, tem base em uma ideia de mulher que está determinada a ser mãe, que nasce para exercer uma função e que não tem opção de fugir para ser outra coisa. É como se ‘mulher e mãe’ fossem a mesma coisa. Beauvoir já falou sobre isso, vale a pena ler.

Nesse livro, há mulheres que sofrem e que mostram um lado da maternidade até hoje escondido para a sociedade e para mídia. Mostra a mãe indo ao banheiro com o filho no colo, sendo amamentado, e por mais nojento que isso pode parecer, não é! Isso mostra sim, o amor dela, a intenção de não deixar o filho sozinho ou chorando de fome. A narradora do conto “XX + XY” nos lembra que o corpo da mulher ainda é preparado para ser mãe precocemente e que carregar um bebê na barriga e no colo machuca o corpo – dói assim como amamentar. Uma mãe não dorme mais que duas horas continuas e isso irrita, isso causa desconfortos, isso dá vontade de chorar. Porque a mulher, antes de ser mãe, é humano.

Imagem: Divulgação.

Outra narrativa nos leva a relação entre mãe e filha, a preocupação e a possessão de algumas relações. Penso que isso se explica muito pela pressão que se tem na sociedade em fazer com que as mulheres cuidem (e muito bem) dos seus filhos. Essa possessão é quase uma imposição social, porque se algo der errado, ela é quem será a culpada. No conto “Suíte das Sobras” temos o questionamento: “Por que será que até amar tem que ser tão difícil?”. E não é?! E esse amor de mãe, mais difícil ainda. Nesse conto conhecemos mãe e filha fazendo uma viagem, e o que parece ser somente um passeio com alguns flashbacks, mostra muito mais. Mostra uma relação quebrada e sofrida – uma relação quase de fuga entre mãe e filha, que se restabelece quando alguns padrões são deixados de lado, quando os papeis sociais de mãe se suavizam.

O conto que dá título ao livro mostra uma mulher que se divide entre o trabalho e a maternidade. Algo bem comum hoje em dia, mas ainda assim, ignorado. “… trancada no banheiro da agência ordenhando” essa mulher separa o leite para o filho. Mas ordenhar é uma palavra forte! Parece referência aos animais! E não é assim?! E por que não pode falar assim? Ofende quem? A mãe idealizada da novela?! O pai?! Uma mulher, por muitas vezes, vive uma maternidade solitária, vira escrava desse momento. E no final das contas, o discurso não é que ela tem o que escolheu? Veja bem, não tem aqui nenhum tipo de compaixão! O discurso que recebemos todos os dias é assim, e dói, mas não só para mãe. Dói em todas as mulheres!

Giovana conseguiu desmistificar essa maternidade – e sim, deixou claro para mim o que de fato é a beleza disso tudo. Porque ninguém deve disputar mais disposição, a questão aqui é mostrar que a beleza disso tudo é a força das mulheres que ainda sozinhas na sociedade se mantém firmes. Giovana mostra que não é errado a forma como falamos sobre a maternidade e sim, a maneira como compreendem a maternidade, quase como um produto vendido pelas telenovelas com intuito de reforçar a feminilidade.

Eu, que nunca quis ser mãe, agora quero. Porque pela primeira vez, eu li algo que vez eu me identificar. Eu li o que minha mãe e as mulheres da minha vida nunca disseram, por medo de serem mais punidas do que já foram. Eu li o que eu sempre pensei e pela primeira vez eu senti que está tudo bem.

Deixo vocês com um book trailer do livro. Deixo também uma leitura!