Poliamor e o Feminismo

Imagem: Sucesso nos Relacionamentos

Com toda a discussão sobre liberdade, escolhas, relações abusivas, denúncias, machismo, é quase impossível não falar sobre Poliamor.

Primeiro, gostaria de deixar claro que se trata de um ponto de vista e opinião pessoal. E a liberdade para contrapor sua opinião é assegurada aqui nos comentários.

O Poliamor é muitas vezes confundido com o relacionamento aberto. Mas são formas de se relacionar bem distintas.

Seria o Poliamor um relacionamento intimo e simultâneo entre três ou mais pessoas, de forma respeitosa, responsável e consciente de todos os envolvidos. Se trata de uma relação com vínculo afetivo, e não somente sexual ou casual. E é essa intimidade e compromisso que o difere do relacionamento aberto ou livre, que em sua grande maioria é uma busca por outros parceiros sexuais apenas.

A relação com base no Poliamor requer uma certa evolução, um autoconhecimento e autocontrole. Uma relação onde não há espaço para o ciúmes, as comparações, controle sobre a vida do parceiro ou exigências em relação a sua agenda ou disponibilidade. Há um acordo entre as partes, onde o respeito, a sinceridade, o amor e a estabilidade emocional são peças fundamentais para que a relação flua e seja prazerosa.

Mas onde entra o feminismo?

Justamente por ser uma relação não exclusiva que o feminismo tem uma preocupação para com as pessoas envolvidas, principalmente por essa relação ter potencial para servir como desculpa e apoio de um relacionamento abusivo e de infidelidade.

O mais importante antes de entrar em qualquer relacionamento é desconstruir a visão de amor romântico padrão das novelas e filmes.

Você precisa se conhecer, saber como seria lidar com seu parceiro ou parceira se relacionando com outra pessoa, com o seu conhecimento. Como vc lidaria com o ciúmes. Qual seria seu nível de satisfação nessa relação. Tudo deve ser questionado.

Você não pode e não deve se relacionar com o intuito de salvar uma relação monogâmica em crise, muito menos se anular para satisfazer a outra parte. Deve ser uma escolha mútua e negociável.

Entenda que uma pessoa infiel é diferente de uma pessoa com espírito livre, e que o pilar mais importante de toda relação, poli ou monogâmica, aberta ou livre deve ser o respeito.

É preciso avaliar se está pronto (a) para algo semelhante e se isso será prazeroso para ambos. A relação deve ser fluida, não um sacrifício. Tudo deve ser previamente discutido, consensual, garantindo a integridade e a segurança dos envolvidos.

Dessa forma o Poliamor exige um olhar para si, uma autoestima, uma desconstrução.

Questione- se, você se adaptaria à essa forma de relação? Você conseguiria controlar ou extinguir o ciúmes, as cobranças, saber do envolvimento sexual do seu parceiro ou parceira com outras pessoas?

Lembrem-se de se respeitar. De se cuidar. Não se anular em função de viver uma relação que não é prazerosa para você.

Não se intoxique para beneficiar outra pessoa.

 

 

Desirre
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Desirre

Paulista, 28 anos. Ariana simpática não praticante.
Necromaquiadora, mãe, feminista, body positive.
Apaixonada por palavras, gatos, girafas e cordeiros.
Estudante de necrofotografia e perícia criminal.
Viciada em seriados criminais, sobrenaturais e macabras e em café ❤
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