Alguma coisa sobre mãe

Mãe e Filho/Picasso- 1906

 

Poderia discorrer sobre as construções e desconstruções que o termo “mãe” vem sofrendo ao longo do tempo, sobre este assunto não faltam explicações, sejam elas de ordem histórica, psicológica ou social- todas de grande relevância. Poderia ainda discorrer sobre as imposições feitas às mulheres para que estas se tornem mães “perfeitas” ou até mesmo mães e sobre os efeitos de tais imposições, mas resolvi associar livremente e compartilhar um poema que pari faz algum tempo.

O objetivo ao compartilhar este fruto não gira em torno de explicações e justificativas, é apenas uma demonstração decorrente de uma nova forma de ver uma mãe – uma mãe possível.

Por fim, o mais próximo de uma justificativa a que posso chegar, é que tal poema é relativo a algo que eu como filha tive que aprender. Segue o poema:

 

 

MÃE

 

A-MÃE-É-SER

O BRILHO DO SOL

UMA FLOR

UM ESPINHO

E UM TANTO DE DOR

 

AMOR.

 

MÃE NÃO VEM DE FÁBRICA!

 

A- MÃE- É-SER

A- MÃE-É-SENDO.

 

Suzan

Suzan

Suzan Magalhães, 28 anos, feminista. Habitante da terra de gente trabalhadeira que sabe da nó em pingo d'água e fazer das tripas coração. Nordeste-Salvador-Bahia. Psicóloga, equilibrista desde que me entendo por gente, viciada em livros e café e fugitiva da "normalidade".
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Comentários

comentários

One comment

  1. PRISCILA TAMBUQUE

    Uma visão muito sensata do que é ser mãe/mulher, uma pessoa antes de qualquer coisa.

    Responder

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