Primeiros passos da revolução

O filme “As sufragistas” é baseado na história das mulheres britânicas que lutaram pelo direito ao voto no século XX, foi inspirado em fatos reais, com início em 1897 com a formação da União Nacional das Sociedades de Mulheres Sufragistas. Antes do movimento em si, foi publicado por Mary Wollstonecraft o livro “Reivindicação dos direitos da mulher” que questionava a realidade da mulher nesse período, influenciando e levando a uma reflexão sobre a organização de um movimento em prol dessas mudanças.

 

Em 1904 começou a Aliança Internacional das Mulheres Sufragistas na tentativa de mais uma vez alcançar uma mudança significativa, porém, todos eram grupos pacíficos que tentavam por meio de diálogo, o que não surtiu efeito. Assim, surgiu a União Social e Política das Mulheres, com o intuito de ser mais incisiva na causa, só aí o movimento sufragista ganhou a forma de uma revolução.

 

Imagem: reprodução/internet

 

 

É retratado no filme o início do que hoje é conhecido como a primeira onda feminista, relatando o ativismo das britânicas (brancas) na luta pela igualdade de direitos. O filme mostra outros tipos de opressões vividas pelas mulheres da época, como: assédio sexual, trabalho análogo à escravidão, submissão feminina e a falta de direito das mulheres em relação aos seus filhos.

 

Imagem: reprodução/internet

 

 

Uma frase que demonstra realmente o que o filme quer passar é a cena em que Emmeline Pankhurst faz um discurso de incentivo às militantes e diz: “Durante cinquenta anos temos trabalhado de forma pacífica para garantir o voto para as mulheres. Temos sido ridicularizadas, maltratadas e ignoradas. Agora percebemos que ações e sacrifícios, devem ser a ordem do dia. Estamos lutando por um tempo em que cada menina nascida neste mundo terá uma oportunidade igual aos seus irmãos. Nunca subestime o poder que as mulheres têm de definir os nossos próprios destinos. Nós não queremos quebrar as leis, nós queremos fazê-las.”.

 

Em 1928 a lei que deu direito ao sufrágio feminino entra em vigor na Inglaterra. A luta das mulheres não terminou e deu origem a segunda e terceira onda feminista. Hoje ainda temos muito o que reivindicar, e o feminismo está aqui para ser usado como principal forma de conseguir a equidade.

Vitoria

Vitoria

Vitoria (mas eu prefiro ser chamada de Vi), 20 anos. Sou de Salvador. Feminista e foi amor desde que comecei a me envolver. Estudante de Letras Vernáculas e não suporto o preconceito linguístico. Fã de animações e animais.
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