Dando um lugar à mesa ao empoderamento negro

Cena de Don’t Touch My Hair

 Já me sentindo em casa com as minhas parceiras do blog,  começo meu texto de estréia com uma confissão: eu nunca havia ouvido a sério Solange Knowles e me arrependo tão amargamente quanto tomar um gole de café preto sem açúcar por acidente.

Parece exagero meu tal citação, mas após escutar A Seat At the Table (Um lugar  á mesa ), o novo álbum que chegou as lojas e plataformas digitais sexta-feir, 30/09, lançado depois de um hiatus de 4 anos do bem falado True (Verdade), fiquei mesmo me perguntando o do porquê não te-lo escutado antes, pois é exatamente meu estilo de música mais do que o álbum da Beyoncé, Lemonade, o qual escutei inteirinho e amei, o que não é uma grande contradição assim…

Apesar de tratarem de temáticas diversas, existem similaridades como militância negra, feminina, racismo e cabelo ( Hold up * Beyoncé, Don’t touch my hair * Solange) que coloca os álbuns como sendo dois lados da mesma história, complementos um do outro, mesmo com os formatos musicais bem afastados – mas isso não torna o álbum da mais nova dos Knowles iguais aos de Bey em algum aspecto. 

Cena de Cranes in the Sky

Parcerias poderosas como Lil Wayne, Sampha e a própria mãe dela, Tina Knowles ( Interlude: Tina Taught Me), assim como as experiências de sua vivência como a luta de seu pai, Mathew Knowles, que trabalhou duro até se tornar em um empresário do ramo da música bem sucedido, sua luta interna contra o racismo e contra o “racismo reverso”, algo que todo negro militante tem um pavor somente em ouvir, dão uma identidade única e singular ao álbum, com certeza lhe dando um lugar mais do que merecido sob nossa mesa, estantes e corações.