Diferente dos contos de fada: seis livros infantis que vão além de um “felizes para sempre”

O universo infantil é regado de futilidades, princesas de corpos magros e feições delicadas, fadas madrinhas, príncipes encantados que surgem para salvar donzelas submissas e indefesas, além de outros estereótipos “encantados” prontos para modelar crianças para a vida adulta integrada a uma sociedade onde não existe espaço para as diferenças e tão pouco para uma igualdade de gêneros.
Pensando nisso, fiz questão de selecionar seis livros onde contos de fada são desbancados por histórias que realmente possuem algo a dizer.

1-    Malala, a menina que queria ir para a escola
A protagonista da história, além de real dá um exemplo de resistência, luta e emponderamento. Atualmente com 19 anos continua na luta pela a educação das mulheres de seu Pais.

2-    Procurando firme
Conta a história da personagem Linda- flor, uma princesa que deseja bem mais do que um marido e a submissão das regras de seu reino. Seu maior desejo é conhecer o mundo e se aventurar!

3-    Olivia não quer ser princesa
Olivia é uma porquinha irreverente que enfrenta uma crise de identidade infantil. Enquanto todas as suas amigas querem se tornar uma princesa, Olivia sente a necessidade de ser diferente, sonhar sonhos diferentes. Isso faz com que a contestadora porquinha busque alternativas para descobrir o que deseja ser

4-     Quase de verdade
Ulisses é um cachorro que late histórias para a sua dona, entre essas histórias uma aventura que viveu no quintal da senhora Oniria. Lá existia vários galos e galinhas felizes, porém a enorme figueira que tinha inveja de toda essa alegria  estava disposta a tudo para acabar com ela. 
Clarice Lispector mostra de forma suave e infantil  sentimentos humanos.

5-    Cici tem pipi?
Para Max a sociedade  era dividida em pessoas com pipi, que eram mais fortes por terem pipi, e as sem pipi. Até que em um belo dia, uma nova aluna entra para a turma de Max e o deixa intrigado. Cici não desenha florzinhas, joga bola, e anda de bicicleta. Logo o menino levanta a hipótese: Será que Ceci tem Pipi?
A história é incrível e trata as semelhanças e diferenças entre meninos e meninas.

6-    Pippi meialonga

A personagem tem apenas 9 anos, incrivelmente forte, sem pai e nem mãe Pippi aprendeu a ser independente e corajosa desde cedo. Possui sempre a resposta na ponta da língua, além de uma extrema confiança em si mesma.

Mulher, empodere-se! – Simara Lanai


Procurando achar uma forma de dizer para as mulheres a quão poderosa elas são, então me deparei com a seguinte pergunta. Já pensou se todas as mulheres acreditassem no quão são capazes de se amarem e de se tornarem donas de si? Com certeza conseguiríamos derrubar o “espetáculo” machista.


 O espetáculo machista é também o mundo dos corpos perfeitos, quanto mais “bonita” e apresentável nos padrões estéticos corporais a mulher for, mas ela é aplaudida e considerada a “mulher dos sonhos de qualquer homem”. A cada dia aparece uma forma “feminina” de ser, para que nos “aceitem” como “verdadeira” mulher. 

Parece está tudo calculado, cronometrado rigorosamente. Nada a mais para esquerda e nem pra direita, tudo tem que está no seu devido lugar, para que nos vejam como uma “verdadeira” mulher. Constrói-se padrões estéticos, padrões ideológicos, padrões e regras de todo tipo até enquadrar a mulher numa verdadeira gaiola. 

Afinal o que vai ser do homem, se a Mulher deixar de ser essa “mulher” idealizada pelo mundo machista? Se essa mulher deixar à cozinha, deixar de querer ter filhos, deixar de servir seu marido para ir busca de novos horizontes? O que acontecerá? Simples… ela não deixará de ser Mulher apenas deixará de ouvir o mundo machista para ser ela mesma! Mulher construa seus próprios padrões e empodere-se!

Liberté!

Silmara Peixoto Moreira, feminista, pesquisadora, graduada em Bacharelado em Humanidades e graduanda em Sociologia, UNILAB.