Para quem acha que HQ é coisa de homem!

Quando se trata de leitura o pensamento das pessoas se volta para livros, contos, poemas, crônicas, enfim. São os mais comuns no mundo da literatura.

Mas e os quadrinhos, eles não entram na lista de leitura de pessoas acima dos 10 anos? Pelo contrário, faz parte do mundo adulto e é coisa séria. Trabalhar com as HQs é algo elaborado, difícil, que requer muita dedicação e paciência. Afinal, criar uma obra é sempre um exercício que demanda tempo.

No mundo dos quadrinhos, o destaque maior sempre foi para os homens. Eles são visto como personagens principais, publico principal e criadores principais. Porém, é enorme a presença feminina nesse meio, só não recebemos os merecidos louros (típico). Em minhas pesquisas sobre o assunto eu encontrei esse documento aqui, ele contém mais de quatrocentos nomes de mulheres que trabalham com histórias em quadrinhos (isso só no Brasil). E em todas as áreas, desenham, criam, editam, colorem, entre outras funções.

Não será possível falar de todos esses talentos de uma vez, então selecionei seis nomes de talentos femininos envolvidos nos quadrinhos, tanto brasileiras quanto estrangeiras.
G. Willow Wilson



Ela é uma escritora norte-americana que se converteu ao islamismo. Ele começou a escrever com 17 anos, foi jornalista no Egito, escreveu artigos sobre o Oriente Médio, foi a primeira mulher ocidental a entrevistar Xeique Ali Gomaa, um dos mais influentes clérigos do islã moderno e lançou seu primeiro romance Alif, o invisível.

Willow é a autora dos quadrinhos da Miss Marvel, da Marvel Comics. Sua história é recheada de representatividade, boas referências e diversidade. Miss Marvel é Kamala, uma adolescente de 16 anos muçulmana com descendência islâmica. Em sua história ela aborda valores (sociais, religiosos, morais, etc). O quadrinho também aborda o fato de Kamala defender um homem e isso mexer com a masculinidade dele.



Patrícia Rehder Galvão – Pagu



Escritora, jornalista, diretora de teatro, desenhista e militante política combativa. Essas são algumas das facetas de Pagu. Seus trabalhos como cartunista não são dos mais reconhecidos, mas após criar o jornal “O Homem do Povo” com seu então companheiro Oswald de Andrade, ela passou a desenvolver tirinhas e publicar no jornal, que teve apenas oito edições, pois foi proibida na Era Vargas. Ela fez tiras para cada uma das edições. No site Lady’s Comicsvocês encontraram todas elas.

Suas tirinhas tinham os personagens Malakabeça, Fanika, um casal rico que não teve filhos e que aceitaram a sobrinha Kabelluda para morar com eles, sobrinha essa que protagonizada cenas de subversão e contestação dos valores morais e políticos daquela época.

Pagu foi homenageada pela quadrinista Ana Recalde que está lançando um selo de trabalhos feitos exclusivamente por autoras mulheres em parceria com o Social Comics.

Carolina Ito


A Carolina é formada em Jornalismo pela UNESP de Bauru e se aventurar pelo universo dos quadrinhos desde pequena, quando passou a ler mangás e, quando mais velha, as Graphic Novels. Sua carreia é movida pela paixão de poder unir o jornalismo com as histórias em quadrinho. Ela é a autora do blog “Salsicha em Conserva” onde publica suas tirinhas e também reportagens feitas toda em quadrinhos. Ela sempre me faz pensar quando leio suas HQs.



Gostaram? Claro que não acaba por aí. São muitas as mulheres que merecem um espaço para falar, mostra ao que vieram. E sempre vamos ter espaço para elas aqui no blog. Se você também quer mostrar seu trabalho para o mundo nos quadrinhos é só entrar em contado pelo email proj.elasporelas@gmail.com. Esse espaço é seu e será um prazer ajudar a divulgar seu talento.