A Women Up Games quer que as mulheres tenham o controle

Women Up
Imagem: reprodução/Women Up Games

Women Up Games é uma empresa idealizada pela engenheira Ariane Parra, e que busca o empoderamento feminino através dos vídeo-games. Em 2013, observando a baixa presença de mulheres em seu curso de Design de Games, Ariane começou a pesquisar sobre o assunto e a iniciativa começou a engatinhar.

Ariane Parra, idealizadora da Women Up Games
O projeto começou efetivamente em 2014, e em julho de 2015 a fotógrafa Juliana Coringa entrou para a equipe, como braço direito e Diretora de Imagem e Conteúdo das redes sociais. Em agosto do mesmo ano fizeram seu primeiro evento, com a participação de cerca 80 mulheres. Desde então são realizadas atividades que visam inserir o público feminino no mercado de games, como consumidoras e também como desenvolvedoras. Se destacam entre as ações palestras, workshops e campeonatos de vídeo-game inteiramente voltados para elas.

“Em todos nossos eventos nosso papel é deixar o público feminino a vontade para jogar e conhecer esse mundo. O importante para a gente é a diversão e a experiência que cada evento proporciona para as participantes. É tão gratificante ver um grupo grande de mulheres se permitindo divertir jogando juntas e aprendendo coisas novas” – Ariane

Juliana Coringa, Diretora de Imagem e Fotografia

Uma pesquisa divulgada em março deste ano revelou que 52,6% do público de games no Brasil é composto por mulheres. Ainda assim, a atividade continua sendo vista como algo de predominância masculina. Na área de desenvolvimento, no entanto, o mercado ainda é dominado pelos homens. A Women Up quer mudar esse cenário e equilibrar cada vez mais a balança.

“[Nós queremos] Fazer com que a frase ‘eu não sei jogar’ suma e dê lugar para “eu posso tentar jogar”. Só dessa forma as mulheres vão dar uma chance para conhecer os jogos digitais e se empoderar desse mundo que tem espaço para todo mundo. A equidade no mundo dos games só vai acontecer quando mais mulheres participarem ativamente de eventos e de workshops e perceberem que nosso lugar também é na tecnologia, nos games, onde quisermos” – Ariane

À medida em que o projeto vai crescendo, esse sonho vai parecendo cada vez mais próximo. Mas Ariane, Juliana e as WUGERS (como são chamadas as integrantes da equipe) querem muito mais. Elas ainda sonham em realizar campeonatos femininos em vários estados do Brasil e conquistar mais colaboradoras regionais. Também esperam encontrar empresas interessadas em parcerias para ajudar a expandir a ideia.

“[Queremos] O crescimento [do número] de mulheres inseridas no mercado de trabalho e consumindo mais títulos de jogos. Nosso sonho é que as mulheres brasileiras se tornem referência no desenvolvimento de games e que a participação global feminina seja cada vez mais forte na economia do setor.”

As WUGERS