Ser o que sou – por Kéuri Santos

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Eu gosto de cálculo, biologia e ciência, mas também gosto de cozinhar. Faço ballet e passo horas fazendo ponto cruz mas também gosto de catuaba e cerveja. 

Nunca fui boa em videogame mas eu gosto de tentar, nunca aprendi a dirigir mas isso nunca me impediu de chegar onde eu quisesse. Eu gosto de ler e amo estudar, mas eu também amo ir à academia, sair à noite e voltar de manhã.
Ter filhos é um dos meus maiores sonhos, assim como terminar três graduações, fazer mestrado e doutorado. Agora aqui no meu computador tem aba aberta sobre planta, psicologia, circuitos eletrônicos, sexo, fisiologia, blog de moda e política. Eu nunca fui uma coisa só, nunca me encaixei na ideia bizarra de que mulher TEM QUE SER algo – porque desde que a gente nasce somos definidas pelos outros, nunca por nós.

Eu passei muito tempo confusa por gostar de tudo e por muito tempo não consegui ser uma coisa sem me culpar por não ser outra. Até o dia em que eu entendi que eu só tenho que ser o que eu quiser, mesmo. 
O absurdo é que esse texto tenha tantas palavras “mas”, porque na realidade estudar pra caralho não tem nada a ver com gostar ou não de ir pro bar. Eu gosto de carnaval e de física quântica, sou sensível e tô aprendendo a reagir quando devo, sou namorada e independente, curto maquiagem e as vezes passo meses sem depilar a perna e bem, nenhuma dessas coisas anula a outra, e o principal: ninguém tem merda alguma a ver com isso, eu posso ser e sou muito mais do que qualquer um ache que eu deva.

Quem escreve

Kéuri Santos, 23 anos, estudante de Neurociência na UFABC por paixão e professora de inglês por amor.

5 filmes leves que (também) passam nos testes de Bechdel e Mako Mori

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Nós já tivemos aqui no blog uma lista com 5 séries que passam nos testes de Bechdel e Mako Mori. Para entender mais, leia aqui. Ainda estamos devendo a continuação desse post, mas ela virá, juro! Enquanto isso, trago hoje uma nova lista, dessa vez de filmes que passam nos mesmos testes. 

Para dar uma filtrada, eu optei por filmes pop (como pede a coluna) e mais leves pra essa primeira parte. Novas listas devem aparecer por aqui, e assim vamos trazendo filmes diferentes, com outras propostas. Por enquanto, vamos focar em produções divertidas, mas que além de passarem nos dois testes, fogem de estereótipos e trazem boas mensagens para o público feminino, ao mesmo tempo em que entretêm.
Mais uma vez, para evitar que surjam spoilers em todos os tópicos e não escrever uma página pra cada filme, não vou citar exatamente quais os motivos para esses filmes passarem nos testes. Então pega na minha mão e confia em mim! Nessa primeira leva, vou fazer dois posts: o primeiro só com live-actions e o segundo só só animações. Serão 5 filmes em cada lista. Enfim, chega de falazada! Espero que gostem das sugestões!
Para Sempre Cinderela

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Eu amo esse filme e vou defendê-lo! Pra começar, é uma versão de Cinderela em que a protagonista não é completamente feita de trouxa submissa à madrasta e às irmãs malvadas (que nesse filme é uma só, a outra é boazinha <3 ). Danielle (Drew Barrymore) tem gênio forte e desafia ordens não apenas uma vez, mas várias.

Melhor – Cinderela – EVER

Uma das melhores coisas do filme é a relação de Danielle com o príncipe. POSSÍVEIS SPOILERS, MAS TODO MUNDO JÁ DEVE TER VISTO ESSE FILME. Pra início de conversa, temos um ponto em que os papéis de mocinho e mocinha se invertem, e ELE é salvo por ELA. Gente, isso já é lindo demais e nem precisaria de mais motivos pra acharem esse filme maravilhoso.
Meninas Malvadas

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Assim como minha lista anterior tinha um item obrigatório, esta aqui também tem. Se a gente fala de um filme leve e divertido que passa nos dois testes, na hora vem à mente Meninas Malvadas. Mais uma pérola da Tina Fey, a história gira em torno de Cady (Lindsay Lohan), que viveu até os 16 anos na África com os pais zoólogos, e agora tem que se integrar numa escola normal.

Jingle Bell Rock!

O filme retrata rivalidade feminina como “um mal a ser combatido”, o que já é um ponto positivo. A mesma cena que põe essa rivalidade por terra (que não vou dizer qual é mesmo sabendo que todo mundo viu esse filme também) ainda ressalta que cada um é importante à sua maneira. Isso tudo, na roupagem de uma comédia adolescente super divertida.

Histórias Cruzadas

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Tá que a mensagem desse filme não é exatamente leve, mas especialmente a forma como ela é apresentada o transforma num filme divertido, sem perder o potencial de fazer pensar. Ele retrata o racismo sofrido pelas empregadas negras durante a década de 60, que acaba virando tema de um livro escrito por uma jornalista.

“Ninguém nunca me perguntou como era ser eu”
Ter a Viola Davis já é mais que motivo pra alguém ver qualquer coisa, só falando…

Eu não vou entrar no mérito da relação pessoa-branca-que-salva-pessoas-negras, porque não me acho a melhor pessoa para falar disso. Por isso foco na forma como o filme trata segregação racial, e o fato de que mesmo após o fim da escravidão, os problemas dos negros ainda estavam (e infelizmente, ainda estão) longe de acabar. 

Mamma Mia

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Eu amo ABBA. Dancing Queen leva a movimentos involuntários no meu corpo, e eu literalmente quebrei meu computador para poder assistir à cena de The Winner Takes It All nesse filme (longa história). Então é tamiresmente impossível (neologismo egocêntrico <3) deixar de falar dele. A lista de pontos positivos desse filme é enorme, então fiquem com a sinopse e ASSISTAM.

“Eu sou livre e sou solteira”
E também é maravilhosa!

Sophie (Amanda Seyfried) vai se casar, e quer descobrir quem é seu pai, para que ele possa levá-la ao altar. Ela lê o diário de sua mãe, Donna (Meryl Streep) e descobre três possíveis candidatos e envia convites para todos. Eles acabam aceitando, desejando reconquistar Donna, que se vê numa enorme confusão, segundo o locutor da Sessão da Tarde

Matilda

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Matilda (Mara Wilson) é uma menina extremamente inteligente que nasceu na família errada. Maltratada e menosprezada a vida toda, ela descobre o amor pela leitura e, em um certo momento, desenvolve telecinese. O que poderia ser uma segunda versão de Carrie, a Estranha é um dos filmes infantis mais adoráveis, na minha opinião.

“Aqueles livros deram a Matilda uma mensagem esperançosa e reconfortante: você não está sozinha”
Simplesmente amorzinho <3

A menina acaba usando seus poderes para superar seus problemas e se divertir, além de ajudar sua professora, Jennifer (Embeth Davidtz), a superar seus medos e problemas do passado. A união e a amizade entre as duas é construída de uma forma delicada, e acaba que é isso que faz com que ambas possam vencer os obstáculos da trama.

E aí? Gostaram da lista? Têm sugestões pra gente? Conta nos comentários, e esperem por mais posts como esse!