O que temos que enxergar no Feminismo Radical?

Como foi prometido, vamos conversar sobre o Feminismo Radical hoje, de uma forma mais profunda mas ainda sim de fácil compreensão. Antes eu quero avisar que eu não sigo a vertente RadFem, portanto criei esse texto para ser objetivo, sem qualquer menção de uma opinião contra ou a favor proveniente da minha parte.
Reprodução/Onda Feminista

Primeiramente, vamos deixar claro que as Feministas Radicais são contra qualquer tipo de discriminação, desumanização e violência contra qualquer ser humano. Elas apenas discordam de certos pontos, e discordar (respeitosamente) de alguém, não é um ato violento!!!

O RadFem tem uma visão própria sobre as definições de gênero e sobre o peso que a sociedade tem sobre a existência social do ser humano. A seguir, vamos conhecer os principais pontos abordados por essa vertente feminista.
RadFems não defendem os gêneros,  mas sim a abolição deles. Os gêneros são divisores de classes que delimitam o papel de cada indivíduo perante a sociedade. A extinção dele faria cair por terra os códigos sociais que ditam o que indivíduos masculinos e femininos podem ou não fazer.
O patriarcado faz uso da divisão do gênero para separar a classe masculina da feminina, permitindo assim uma soberania de uma sobre a outra. 

    Reprodução/Internet
    O feminismo radical é um ato revolucionário que tem como objetivo derrubar toda e qualquer forma de divisão de grupos que tenham como função favorecer a soberania um sobre o outro (divisão sócio-econômica [ricos prevalecendo sobre os pobres] e divisão racial [brancos prevalecem sobre os negros] por exemplo).
    Não são transfóbicas. Reformistas de gêneros veem o gênero como: forma de identidade, sentimentos, natural, fluido, até mesmo biológico. Radicais enxergam os gêneros como: criação social (que favorece o lado masculino), hierárquico e divisor de classes. Se um indivíduo é nascido e criado no gênero masculino, mesmo se anunciando como trans posteriormente, ainda é colocado (segundo as divisões SOCIAIS que regem a classificação dos gêneros) como um ser masculino, ou seja, não é visto como mulher.
    Acreditam que a opressão sofrida pelas mulheres ocorre justamente por serem colocadas nessa classificação. Tudo que é criado para marcar coisas de menino e coisas de menina é também uma arma usada para subjugar indivíduos enquadrados em pré determinado gênero.
      Encontrei essa frase no site Escrituras Radicais (link abaixo) que descreve bem os pensamentos de que os conceitos de gêneros são opressores:

      Mulheres: aquelas que pertencem à classe sexual de pessoas historicamente definidas, limitadas, classificadas e designadas como o gênero feminino pelo patriarcado para que possam ter sua subjetividade, seus corpos, sexo, sexualidade e capacidades reprodutivas dominadas, controladas e exploradas por ele para gerar riqueza para os homens.

      Como eu disse, eu não sigo essa vertente feminista, então existem grandes chances de que eu tenha dito (merda) coisa errada ou ter deixado de falar algo importante. Portanto, se você é feminista radical comente o que achou do texto, será um prazer conversar e concertarei o que for necessário. 
      Vou deixar alguns textos que a Mandy do blog Mandy Francesa forneceu aqui. Eles serão muito uteis para quem quiser saber ainda mais sobre o Feminismo Radical. Obrigada Mandy.

      Alter Ego


      – Ela tem um gênio forte.
      – Ela tem fraco por comida, mas não come qualquer coisa.
      – Ela é muito mal humorada.
      – Garota cheia de defeitos.
      – Ela não usa se for rosa.
      – A música fica muito alta quando ela quer.
      – Sabia que ela só gosta de cozinhar sozinha?
      – Menina cheia de vontades.
      – Ela não sai depois das 22h.
      – Sopa só se for cremosa.
      – Café só com leite.
      – Nossa, mas é cheia de manias.
      – Fica falando sobre o racismo.
      – Ela fica defendendo o feminismo.
      – Você viu que ela é a favor do aborto?
      – Credo, ela é do grupo do mimimi.
      – Ela ganhou alguns quilinhos.
      – Tem o cabelo tão armado.
      – Podia passar uma maquiagem.
      – Mas ela é mulher, tinha que ter vaidade.
      – Ela brinca com cachorro sujo na rua.
      – Fica com a cara enfiada em livros.
      – Sabia que ela ainda assiste Bob Esponja?
      – Que garota esquisita.
      – Fica dançando essas músicas de Rap.
      – Tem hora que anda toda largada.
      – Às vezes fala feito barraqueira.
      – É uma favelada mesmo
      – Não sabe andar de bicicleta.
      – Também não sabe nadar.
      – Nem assobiar.
      – Mas de que mundo ela veio?
      – Ela é mandona.
      – Gosta de dar palpite em tudo.
      – Age como se sua opinião importasse.
      – Essa garota nunca vai ser feliz com ninguém.
      – Mas essa garota já é tão feliz consigo mesma.