Carta para a nova geração de mulheres – por Luara Alves de Abreu

Hoje os amores da titia fazem dois meses de vida e como coincidentemente é Dia Internacional da Mulher, vai ter post especial!

Meninas, não gosto muito de chamá-las de princesas, porque na maioria das vezes, a ideia de princesa remete a uma mocinha indefesa a espera de um príncipe. Vocês não são nem indefesas nem precisam de um príncipe. Vocês são guerreiras desse o ventre! Heroínas por terem sobrevivido a uma gravidez de risco.

Vocês continuarão sendo guerreiras por suas raízes também. Netas de nordestinos, negras pelo colorismo e além de tudo, mulheres. Que no futuro entendam a importância desse dia!
Não sei como vai ser o mundo quando vocês crescerem, mas atualmente há muito machismo, muita arrogância e ignorância, preconceitos de cor e gênero por todo lado e eu espero de verdade que vocês saibam lidar com tudo isso resistindo com a força que sei que têm! Empoderem-se! E no futuro, dêem um tapa na cara da sociedade. Vocês podem ser o que quiserem, se tem uma coisa que vocês podem, é poder! 
E isso inclui não serem mulheres, se não quiserem também, porque nós temos que estar cientes que gênero é construção social e pode ser que não necessariamente venha a corresponder ao sexo de vocês. Confesso-lhes que vou querer enfeitar vocês com os adereços que dizem ser ~de menina~, mas vocês não são obrigadas a seguir nenhum padrão que não as fizerem bem. Nem de gênero, nem de beleza. Toda mulher é linda a sua maneira. Encontrem a de vocês, não há necessidade de se adequarem a formas prontas. Lindo é ser livre!

Unam-se! E não só por serem irmãs de sangue, mas porque a sororidade é a forma mais eficaz de derrubar o patriarcado. Nós não precisamos competir!

O impossível não existe, mas é preciso crer. Transbordem-se. Permitam-se e sejam felizes!

Quem escreve

Luara é geminiana com ascendente em câncer. Intensa por natureza, socióloga por profissão, atriz por paixão, bailarina por amor e feminista por dever!